Controle instrucional e equivalência de estímulos (2004)
- Authors:
- Autor USP: SCHMIDT, ANDREIA - IP
- Unidade: IP
- Sigla do Departamento: PSE
- Subjects: ANÁLISE DO COMPORTAMENTO; EQUIVALÊNCIA DE ESTÍMULOS; CONTROLE DO ESTÍMULO; TRANSFERÊNCIA DE FUNÇÃO; COMUNICAÇÃO VERBAL; PRÉ-ESCOLAR
- Language: Português
- Abstract: O paradigma de equivalência de estímulos fornece um modelo comportamental para o estudo do significado. Estudos sobre equivalência de estímulos têm abordado o significado de substantivos ou simulado a formação de classes compostas por estímulos indefinidos que podem ser análogos experimentais de substantivos e seus símbolos. O presente estudo estendeu o paradigma de equivalência de estímulos para o significado de instruções. O objetivo deste trabalho foi verificar se crianças pré-escolares aprendem discriminações condicionais entre palavras familiares, relacionadas tanto a objetos quanto a ações, e figuras representacionais e figuras indefinidas; se, uma vez estabelecida essa linha de base, elas formam classes de equivalência entre as palavras e os dois conjuntos de figuras; e, finalmente, se tendo formado essas classes, esse repertório sustenta o seguimento de estímulos instrucionais novos (enquanto instrução), incluídos, por equivalência, à classe de estímulos com controle instrucional prévio (as palavras faladas). Foram conduzidos dois experimentos. No Experimento 1, participaram oito crianças entre 3 e 4 anos. Inicialmente, os participantes passavam por um pré-teste de controle instrucional em que deveriam seguir um conjunto de instruções simples, compostas por um verbo e um objeto, apresentadas nas modalidades oral, mista (composta por uma figura e uma palavra ditada) e visual (compostas por duas figuras). Todos os participantes foram capazes de seguir amaioria das instruções orais, mas não seguiram corretamente os componentes pictóricos das instruções mistas e visuais. Em seguida, aprenderam as relações condicionais AB e AC entre nomes de objetos familiares (A), figuras representacionais (B) e figuras indefinidas (C). Testes de equivalência BC e CB verificaram a formação de classes de estímulos. As crianças também aprenderam discriminações condicionais DE e DF, entre verbos (D), fotos de ações (E) ) e figuras indefinidas (F), e passaram por testes EF e FE. Quatro dos oito participantes apresentaram formação de classes de equivalência. Em seguida, foi reaplicado o teste de controle instrucional. No pós-teste, todos os participantes foram capazes de seguir as instruções orais. Diante de instruções mistas e visuais, uma criança seguiu corretamente todas as instruções apresentadas; seis participantes selecionaram corretamente os objetos indicados nas instruções, mas não desempenharam acuradamente as ações indicadas, e uma participante não executou as ações, nem selecionou os objetos corretamente. No Experimento II foram implementadas modificações na estrutura dos blocos de treino e foram empregados filmes de uma pessoa executando ações, em vez de fotos (conjunto E), mantendo-se o delineamento geral do procedimento. Participaram do Experimento II quatro crianças entre 3 e 4 anos. Todas apresentaram formação de classes de equivalência. No pré-teste de controle instrucional, todas as crianças seguiram a maioriadas instruções orais, mas não foram capazes de seguir as instruções visuais. No pós-teste todos os participantes seguiram as instruções orais, mas apenas dois seguiram correta e completamente todas as instruções visuais. Uma participante selecionou corretamente os objetos, mas não executou corretamente as ações indicadas pelas instruções, e um participante não executou as ações e nem selecionou os objetos indicados pelas instruções. Os resultados sugerem que a função instrucional é dependente de vários fatores e que a equivalência não é condição suficiente para que a função instrucional se transfira entre os estímulos de uma mesma classe. A relação entre controle instrucional, transferência de função e equivalência de estímulos é analisada à luz dos dados obtidos
- Imprenta:
- Data da defesa: 30.04.2004
-
ABNT
SCHMIDT, Andréia. Controle instrucional e equivalência de estímulos. 2004. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2004. . Acesso em: 03 jan. 2026. -
APA
Schmidt, A. (2004). Controle instrucional e equivalência de estímulos (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. -
NLM
Schmidt A. Controle instrucional e equivalência de estímulos. 2004 ;[citado 2026 jan. 03 ] -
Vancouver
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