Bioacessibilidade e transporte epitelial de tocoferóis de óleos vegetais comerciais por sistema acoplado de cocultura de células Caco-2 e HepG2 (2024)
- Authors:
- Autor USP: TORRES, LARISSA CATELLI ROCHA - CENA
- Unidade: CENA
- DOI: 10.11606/T.64.2024.tde-28042025-095732
- Subjects: ANTIOXIDANTES; BIODISPONIBILIDADE; LIPÍDEOS; ÓLEOS VEGETAIS
- Keywords: Atividade antioxidante celular; Cells models; Cellular antioxidant activity; Digestão in vitro; In vitro digestion; Lípideos; Lipids; Modelos celulares; Vitamin E 2; Vitamina E
- Language: Português
- Abstract: A vitamina E, composta por tocoferóis e tocotrienóis, é reconhecida por seu potencial antioxidante e anti-inflamatório, além de outras funções. Alguns fatores afetam sua biodisponibilidade e, compreender se essas moléculas presentes nas diversas matrizes alimentares são efetivamente bioacessíveis e disponíveis para o organismo, é essencial. A absorção máxima de vitamina E ocorre no intestino delgado e depende de emulsificação, solubilização, difusão passiva, permeação pelos enterócitos, incorporação às partículas de lipoproteínas e transporte da mucosa para a circulação. Dessa forma, este trabalho teve como objetivo geral avaliar a bioacessibilidade e absorção de diferentes formas da vitamina E presente em óleos vegetais, utilizando um modelo de digestão in vitro associado ao transporte epitelial com células intestinais humanas (Caco-2) e em sistema de cocultura com duas linhagens celulares: intestinais (Caco-2) e hepáticas (HepG2). Este modelo mimetiza o que ocorre in vivo, pois essas linhagens celulares são as relacionadas com o processo de absorção e metabolismo dessa vitamina. Além disto, também foram avaliadas as atividades antioxidante e anti-inflamatória. Em relação à atividade anti-inflamatória, o azeite de oliva mostrou atividade, a qual se intensificou após a digestão. Dentre os óleos, o de girassol foi o que apresentou o maior teor de -tocoferol 69,24mg/100g de óleo), enquanto para que para o -tocoferol o maior teor foi no óleo de canola (28,76 mg/óleo). No óleode milho, foi mensurado uma concentração de 163 mg/100g de óleo de -tocoferol, já a isoforma -tocoferol foi mais predominante no óleo de soja (7,72 mg/100g de óleo). Após a digestão, essa ordem também se manteve, mas os teores diminuíram. A amostra que apresentou a maior bioacessibilidade em relação aos teores totais de tocoferóis foi a de milho, seguida pela de girassol e canola, com 39,2; 37,6 e 30,3% respectivamente. O azeite de oliva apresentou baixos teores de tocoferóis, entretanto foi o óleo que apresentou o menor valor de EC50 para a atividade antioxidante celular, juntamente com o óleo de soja, nas frações bioacessíveis. No transporte epitelial, o -tocoferol foi encontrado nas frações basolaterais de todas as amostras, enquanto o -tocoferol foi encontrado nas frações dos óleos de canola e milho. No óleo de milho foi possível verificar ainda que o -tocoferol, sendo que esta isoforma também esteve presente na fração basolateral do óleo de soja. Gamma-tocoferol foi encontrado nas frações basolaterais dos óleos de canola, milho e soja. No ensaio acoplado de cocultura, foram analisadas as frações basolaterais e o pellet celular. Nas células hepáticas foram encontrados teores de -tocoferol de 1,62, 1,53 e 1,05 mg/100g para o azeite de oliva, soja e canola, respectivamente. Gamma-tocoferol esteve presente nos pellets celulares hepáticos do óleo de canola (8,96mg/100g) e no de óleo de soja (11,5mg/100g). As quatro isoformas foram capazes de migrar para os hepatócitos deHepG2 e apresentaram comportamento distintos entre elas quanto ao perfil de distribuição nas amostras. Assim, diante dos resultados pode-se verificar que o modelo combinado de digestão in vitro e transporte epitelial, acoplado com cocultura de células hepáticas, é viável para avaliação de bioacessibilidade e absorção intestinal de vitamina de matriz lipídica oleosa
- Imprenta:
- Publisher place: Piracicaba
- Date published: 2024
- Data da defesa: 30.07.2024
- Este periódico é de acesso aberto
- Este artigo é de acesso aberto
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- Cor do Acesso Aberto: gold
- Licença: cc-by-nc-sa
-
ABNT
TORRES, Larissa Catelli Rocha. Bioacessibilidade e transporte epitelial de tocoferóis de óleos vegetais comerciais por sistema acoplado de cocultura de células Caco-2 e HepG2. 2024. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2024. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/64/64135/tde-28042025-095732/. Acesso em: 05 jan. 2026. -
APA
Torres, L. C. R. (2024). Bioacessibilidade e transporte epitelial de tocoferóis de óleos vegetais comerciais por sistema acoplado de cocultura de células Caco-2 e HepG2 (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, Piracicaba. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/64/64135/tde-28042025-095732/ -
NLM
Torres LCR. Bioacessibilidade e transporte epitelial de tocoferóis de óleos vegetais comerciais por sistema acoplado de cocultura de células Caco-2 e HepG2 [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 05 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/64/64135/tde-28042025-095732/ -
Vancouver
Torres LCR. Bioacessibilidade e transporte epitelial de tocoferóis de óleos vegetais comerciais por sistema acoplado de cocultura de células Caco-2 e HepG2 [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 05 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/64/64135/tde-28042025-095732/ - Bioacessibilidade e influência de promotores e inibidores de ferro e zinco na mistura: arroz/feijão
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Informações sobre o DOI: 10.11606/T.64.2024.tde-28042025-095732 (Fonte: oaDOI API)
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