Avaliação da exposição às Escherichia coli produtoras de toxina Shiga (STEC) em produtos cárneos refrigerados comercializados no município de São Paulo (2011)
- Authors:
- Autor USP: FRANCO, BERNADETTE DORA GOMBOSSY DE MELO - FCF
- Unidade: FCF
- Subjects: ESCHERICHIA COLI; TOXINAS
- Language: Português
- Abstract: Escherichia coli produtoras de toxina de Shiga (STEC) podem ser responsáveis por um amplo espectro de doenças, variando desde diarréia branda até colite hemorrágica severa, podendo evoluir para complicações extra intestinais graves como a Síndrome Hemolítica Urêmica (SHU). O consumo de alimentos contaminados, o contato direto/indireto com animais e a disseminação pessoa-pessoa constituem as principais vias de transmissão das STEC, sendo os animais domésticos e selvagens os principais reservatórios. No Brasil, já foram descritos casos esporádicos de diarréia e de SHU ocasionados pelas STEC, mas o papel dos alimentos na veiculação destes micro-organismos ainda não está suficientemente estudado. O objetivo deste trabalho foi gerar dados sobre a ocorrência de STEC em produtos cárneos crus (carne moída, salsicha, coxa de frango e linguiça). Para assegurar uma coleta representativa no município de São Paulo, 552 amostras de produtos cárneos crus refrigerados foram adquiridas em 138 estabelecimentos comerciais (supermercados e hipermercados) selecionados aleatoriamente. A metodologia utilizada seguiu as etapas de pré-enriquecimento em caldo EC modificado com novobiocina, semeadura em ágar MacConkey sorbitol (SMAC) e ágar MacConkey sorbitol com cefixima e telurito (SMAC-CT). Colônias sorbitol positivas e negativas foram selecionadas e submetidas a testes bioquímicos para identificação de E. coli. As cepas de E. coli foram submetidas à pesquisa dos genes stx1, stx2, eaeA e hly pela Reação em Cadeia pela Polimerase multiplex. Dos 171 isolados de E. coli, apenas três (1,7%) foram positivos para pelo menos um destes genes. Uma cepa, isolada de linguiça, foi positiva para os genes eaeA e hly, e outras duas cepas, isoladas de coxa de frango, apresentaram apenas o gene eaeA. Nenhuma das cepas apresentou os genes stx1 e stx2, indicando não serem STECEstes resultados indicam que, com a metodologia utilizada, não foi possível detectar a presença de STEC nos produtos estudados, o que permite concluir que a exposição a esses micro-organismos, associada a produtos cárneos comercializados em São Paulo, se existente, é baixa. Agradecimentos: FAPESP
- Imprenta:
- Publisher: Sociedade Brasileira de Microbiologia (SBM)
- Publisher place: São Paulo
- Date published: 2011
- Source:
- Título: Resumos
- Conference titles: Congresso Brasileiro de Microbiologia
-
ABNT
RISTORI, Christiane Asturiano et al. Avaliação da exposição às Escherichia coli produtoras de toxina Shiga (STEC) em produtos cárneos refrigerados comercializados no município de São Paulo. 2011, Anais.. São Paulo: Sociedade Brasileira de Microbiologia (SBM), 2011. . Acesso em: 11 jan. 2026. -
APA
Ristori, C. A., Rowlands, R. E. G., Barbosa, M. L., Martins, C. G., & Franco, B. D. G. de M. (2011). Avaliação da exposição às Escherichia coli produtoras de toxina Shiga (STEC) em produtos cárneos refrigerados comercializados no município de São Paulo. In Resumos. São Paulo: Sociedade Brasileira de Microbiologia (SBM). -
NLM
Ristori CA, Rowlands REG, Barbosa ML, Martins CG, Franco BDG de M. Avaliação da exposição às Escherichia coli produtoras de toxina Shiga (STEC) em produtos cárneos refrigerados comercializados no município de São Paulo. Resumos. 2011 ;[citado 2026 jan. 11 ] -
Vancouver
Ristori CA, Rowlands REG, Barbosa ML, Martins CG, Franco BDG de M. Avaliação da exposição às Escherichia coli produtoras de toxina Shiga (STEC) em produtos cárneos refrigerados comercializados no município de São Paulo. Resumos. 2011 ;[citado 2026 jan. 11 ] - Transfer of Listeria monocytogenes during slicing of cooked ham
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