Ambientes de consumo alimentar e qualidade da alimentação no Reino Unido em 2014-2016 (2021)
- Authors:
- Autor USP: SOUZA, THAYS NASCIMENTO - FSP
- Unidade: FSP
- Sigla do Departamento: HNT
- DOI: 10.11606/D.6.2021.tde-09032022-163035
- Subjects: CONSUMO DE ALIMENTOS; QUALIDADE DOS ALIMENTOS; ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS
- Keywords: Alimentação Coletiva; Consumo Alimentar; Fast-food
- Agências de fomento:
- Language: Português
- Abstract: Introdução: A alimentação inadequada tem causado prejuízos imensuráveis para a população humana e para o planeta. Má-nutrição em todas as suas formas, doenças crônicas não transmissíveis, produção exacerbada de materiais de difícil decomposição, poluição de rios e oceanos são alguns dos resultados do sistema alimentar globalizado. Investigações recentes apontam o aumento no consumo de alimentos ultraprocessados em diversos países. Somado a isso, estudos indicam que os locais de consumo podem influenciar nas escolhas alimentares. Entretanto, a influência dos locais no consumo desses alimentos foi pouco explorada. Objetivo: analisar a associação entre locais de consumo e o consumo de alimentos ultraprocessados no Reino Unido entre 2014-2016. Métodos: Os dados são provenientes da National Diet and Nutrition Survey (NDNS). As informações de consumo alimentar individual, de participantes de >= 4 anos de idade, foram coletadas através de diário alimentar de 3 ou 4 dias consecutivos. Os locais de consumo foram categorizados em nove grupos: casa, locais institucionais, meios de transporte, cafeterias, clubes de esportes e recreação, restaurantes de serviço completo, fast food, casa de familiares e amigos e outros. Todos os itens de consumo foram classificados segundo o processamento industrial utilizando a classificação NOVA e calculou-se o percentual total e por local de participação dos itens alimentares para o total de energia (em kcal) consumida.Foi então avaliada a associação entre cada local de consumo e a participação de alimentos ultraprocessados na alimentação por meio de modelos de regressão linear brutos e ajustados para possíveis variáveis confundidoras. Esses modelos geraram coeficientes que representam o aumento da participação energética de alimentos ultraprocessados a cada aumento de ponto percentual no consumo em cada local (% kcal total). As análises foram estratificadas para crianças (4-10 anos), adolescentes (11-18 anos) e adultos (19 anos de idade ou mais). Resultados: Os alimentos ultraprocessados contribuíram com 56,3% do total de energia consumida. Entre as crianças, o consumo alimentar realizado em casa foi inversamente associado ao consumo de alimentos ultraprocessados ('beta': -0,10, IC 95% -0,17, -0,03), enquanto em clubes de esportes e recreação ('beta': 0,47, IC 95% 0,20, 0,73) foi diretamente associado ao consumo de alimentos ultraprocessados. Para os adolescentes, comer em casa ('beta': -0,12, IC 95% -0,19, -0,05) foi inversamente associado ao consumo de alimentos ultraprocessados, assim como em restaurantes de serviço completo ('beta': -0,21, IC 95% - 0,38, -0,03). O consumo em redes de fast food esteve diretamente associado ao consumo de alimentos ultraprocessados em adolescentes ('beta': 0,29, IC 95% 0,12, 0,47). Finalmente, para adultos, restaurantes de serviço completo ('beta': -0,13, IC 95% -0,22, -0,03) mostraram-se inversamente associados ao consumo de alimentos ultraprocessados.Já em restaurantes do tipo fast food ('beta': 0,77, IC 95% 0,38, 1,17) foram diretamente associados ao consumo desses alimentos. Conclusões: os locais de consumo impactam de forma diferente no consumo de alimentos ultraprocessados, clubes de esporte e recreação e restaurantes do tipo fast food promoveram um aumento no consumo desses alimentos. Por outro lado, houve redução no consumo de alimentos ultraprocessados em casa e em restaurantes de serviço completo
- Imprenta:
- Data da defesa: 06.07.2021
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
- Versão do Documento:
- Versão publicada (Published version)
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-
ABNT
SOUZA, Thays Nascimento. Ambientes de consumo alimentar e qualidade da alimentação no Reino Unido em 2014-2016. 2021. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.11606/D.6.2021.tde-09032022-163035. Acesso em: 02 abr. 2026. -
APA
Souza, T. N. (2021). Ambientes de consumo alimentar e qualidade da alimentação no Reino Unido em 2014-2016 (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://doi.org/10.11606/D.6.2021.tde-09032022-163035 -
NLM
Souza TN. Ambientes de consumo alimentar e qualidade da alimentação no Reino Unido em 2014-2016 [Internet]. 2021 ;[citado 2026 abr. 02 ] Available from: https://doi.org/10.11606/D.6.2021.tde-09032022-163035 -
Vancouver
Souza TN. Ambientes de consumo alimentar e qualidade da alimentação no Reino Unido em 2014-2016 [Internet]. 2021 ;[citado 2026 abr. 02 ] Available from: https://doi.org/10.11606/D.6.2021.tde-09032022-163035 - Diferenças no consumo alimentar da população brasileira por raça/cor da pele em 2017–2018
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