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Impacto das infecções respiratórios agudas, doença influenza-like e vacina contra influenza em crianças e adolescentes portadores de lupas eritematoso sistêmico e artrite idiopática juveni (2011)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: CARVALHO, LUCIANA MARTINS DE - FMRP
  • Unidades: FMRP
  • Sigla do Departamento: RPP
  • Subjects: INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS; VÍRUS; INFLUENZA; VACINAS VIRAIS; ARTROPATIAS; LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO
  • Language: Português
  • Abstract: Os objetivos deste estudo foram avaliar a frequência de infecções respiratórios agudas (IRA) e doença influenza-like (IL) em crianças e adolescentes com lupus eritematoso sistêmico (LES) e artrite idiopática juvenil (AIJ), e seu impacto sobre a atividade da doença, e avaliar a segurança, imunogenicidade e eficácia da vacina contra o vírus influenza (Flu) em pacientes com LES e AIJ em uso de medicações imunossupressoras e anti-TNF’alfa’. Vigilância para Flu, vírus sincicial respiratório (HRSV), metapneumovírus (HMPV), parainfluenza (HPIV), bocavírus (HBov), adenovírus (HAdv), rinovírus (HRV) e coronavírus (HCov) foi realizada em pacientes com AIJ e LES atendidos em Serviço de Referência de Reumatologia Pediátrica no período de março a agosto de dois anos subsequentes: em 2007 (61 pacientes com AIJ e 25 com LES) e 2008 (63 pacientes com AIJ e 28 com LES). Pacientes com sintomas de IRA eram convocados em 72 horas do início dos sintomas para coleta de secreção de vias aéreas (SVA) para detecção dos virás estudados por PCR em tempo real (qPCR). Sessenta e nove pacientes de 2 a 18 anos (44 com AIJ, 25 LES) e 10 crianças e adolescentes saudáveis (controles) receberam em 2008 a vacina trivalente de vírus fragmentado e inativado contendo as cepas equivalentes a A/Solomon Islands/3/2006 (H1N1), A/Brisbane/10/2007 (H3N2) e B/Florida/4/2006 (B/Florida) (Sanofi Pasteur SA/lnstituto Butantan Brasil). Setenta por cento dos pacientes com AIJ e 72% dos pacientes com LES usavam medicações imunossupressoras DMARDS; 5 pacientes com AIJ usavam anti-TNF’alfa’ no momento da vacinação. Avaliações clínicas e laboratoriais da atividade de doença (ACRPed30 para AIJ e SLEDAI para LES) e anticorpos anticardiolipina (ACA) e anti-dsDNA para os pacientes com LES foram avaliados antes e até 180 dias após a vacina. Títulos de anticorpos anti-Flu foram medidos por inibição dahemaglutinação (IH) antes e 30-40 dias após a vacina. Resposta adequada à vacina foi definida como soroconversão (aumento de 4 vezes ou mais nos níveis de anticorpos IH) em mais de 40% dos vacinados e soroproteção (titulas de IH acima de 1:40) acima de 70%. Durante o período de vigilância, 146 episódios de IRA foram descritas pelos pacientes, e 37 deles (25,3%) foram IL. Das 40 amostras coletadas, 24 (60%) foram positivas para pelo menos um vírus: Flu A em 25%, Flu B 4%, HRV 29%, HAdV 21%, HPIV e HRSV em 12,5% e HBov e HCoV em 8,3%. Coinfecções foram detectadas em 25% das amostras. Durante o mesmo período, 50 e 18 reativações foram observadas nos pacientes com AIJ e LES, respectivamente. Apresentaram relação temporal com os episódios virais 8 (16%) das reativações dos pacientes com AIJ e 2 (11%) das ocorridas nos pacientes com LES, sem que outras causas desencadeantes fossem identificadas. Taxas de proteção após vacinação completa acima de 70% (72-100%) foram observadas para todas as cepas. Taxas de soroconversão observadas foram maiores de 40% (60-93%), com exceção para a cepa B/Florida nos pacientes com LES (34,7%). A resposta à vacina não foi influenciada pela atividade da doença ou uso de medicamentos, mas o grupo de pacientes com AIJ em uso de anti-TNFa apresentou menor resposta vacinal para a cepa H1N1. A vacina foi considerada segura. Dor no local da aplicação da vacina foi descrito por 6/44 (13,6%) pacientes com AIJ, 5/25 (20%) pacientes com LES e 1/10 (10%) dos controles. Não houve piora dos índices de atividade da doença ou aumento dos títulos de ACA e anti-dsDNA após a vacina. Após 6 meses da vacinação, os pacientes vacinados não apresentaram qualquer episódio IL. IRA são relativamente frequentes em pacientes com AIJ e LES e podem, eventualmente, ter um papel nas reativações desses pacientes. A vacina contra influenza apresentou imunogenicidade, segurançae eficácia satisfatórios em crianças e adolescentes com LES e AIJ, independentemente do uso de imunossupressores ou atividade da doença. Um número maior de pacientes com AIJ em uso de anti-TNF’alfa’ precisa ser avaliado para confirmação da possibilidade de menor resposta vacinal nesse grupo de pacientes
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 12.05.2011

  • How to cite
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    • ABNT

      CARVALHO, Luciana Martins de; FERRIANI, Virgínia Paes Leme. Impacto das infecções respiratórios agudas, doença influenza-like e vacina contra influenza em crianças e adolescentes portadores de lupas eritematoso sistêmico e artrite idiopática juveni. 2011.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2011.
    • APA

      Carvalho, L. M. de, & Ferriani, V. P. L. (2011). Impacto das infecções respiratórios agudas, doença influenza-like e vacina contra influenza em crianças e adolescentes portadores de lupas eritematoso sistêmico e artrite idiopática juveni. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Carvalho LM de, Ferriani VPL. Impacto das infecções respiratórios agudas, doença influenza-like e vacina contra influenza em crianças e adolescentes portadores de lupas eritematoso sistêmico e artrite idiopática juveni. 2011 ;
    • Vancouver

      Carvalho LM de, Ferriani VPL. Impacto das infecções respiratórios agudas, doença influenza-like e vacina contra influenza em crianças e adolescentes portadores de lupas eritematoso sistêmico e artrite idiopática juveni. 2011 ;

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