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Complexo alcalino de Juquiá (1971)

  • Authors:
  • Autor USP: BORN, HELMUT - IGC
  • Unidade: IGC
  • Sigla do Departamento: GGG
  • Assunto: PETROLOGIA
  • Language: Português
  • Abstract: O complexo alcalino de Juquiá constitui uma das numerosas ocorrências de rochas insaturadas e subsaturadas associadas a carbonatitos do sul do Brasil. As denominações Serrote e Guaviruva, freqüentemente encontrada na literatura, referem-se a diferentes locais da mesma ocorrência. Optou-se pela denominação Juquiá por ser esta a cidade mais próxima, facilitando sua localização. O termo Serrote, talvez mais conhecido, além de ser um nome muito comum na região, onde designa três ou quatro locais diferentes, refere-se apenas ao morro onde ocorre o carbonatito. O complexo se situa cerca de 50 km a nordeste da intrusão alcalina de Jacupiranga, uma das mais conhecidas do Brasil. Embora a existência de barita e magnetita tenha traído, inicialmente, a atenção para a área em questão, os fosfatos constituem a ocorrência mineral de maior interesse, sendo lavrados em pequena escala no Morro do Serrote. Os trabalhos existentes sobre a geologia local são poucos e, em sua maioria, tratam apenas de aspectos econômicos. Um estudo mais detalhado mostrou que o modo de ocorrência das rochas de Juquiá, as associações petrográficas e mineralógicas características, a fenitização das encaixantes, certas feições tectônicas, bem como a presença de diques, são típicos das intrusões alcalinas desse tipo, localizadas em várias regiões de plataforma estável. O complexo alcalino de Juquiá localiza-se na parte sudeste do Estado de São Paulo, no município de Registro, entre as cidades de Juquiá eRegistro; dista 169 km de São Paulo pela rodovia Régis Bittencourt, BR-116 (antiga BR-2), que une São Paulo a Curitiba. Suas coordenadas aproximadas são '47 GRAUS'42' longitude oeste e '24 GRAUS'24' latitude sul (Figura 1). As rochas alcalinas situam-se pouco ao sul da Serra das Onças, ocupando uma área de aproximadamente 13,5 'km POT.2', na Baixada Litorânea. À vista do interesse que as intrusões alcalinas e os recursos minerais a elas associados vêm ) despertando, tanto no Brasil como no exterior, pareceu justificado um estudo detalhado da intrusão de Juquiá. Este trabalho teve por objetivos permitir amelhor caracterização geológica do distrito e a sua comparação com localidades congêneres. Além disso, do ponto de vista econômico, essa caracterização poderá ser de utilidade prática. As conclusões sobre a origem dos depósitos fosfáticos, obtidas do estudo mineralógico do carbonatito, do minério residual e secundário e dos solos residuais, bem como das observações de campo, poderão ser importantes na determinação das reservas e na programação da lavra. A presença de minerais radioativos de carbonatito, já sugerida por Leonardos (1956), foi verificada por diversos meios para avaliação de sua importância. A aplicação experimental de um método de dosagem geoquímica do fósforo contido em solos foi executada, afim de verificar sua aplicabilidade na localização de jazidas fosfáticas semelhantes, bem como na determinação aproximada do carbonatito. A área sepresta para essa tentativa, pois ainda não se encontra muito afetada por trabalhos de mineração. O estudo detalhado do carbonatito permitiu reconhecer várias características importantes para a interpretação de sua petrogênese e modo de intrusão. Foram identificados diversos minerais característicos de carbonatitos conhecidos em outros países, que ainda não haviam sido descritos em ocorrências brasileiras. Quimicamente verificou-se que a rocha carbonatítica de Juquiá se caracteriza por elevado teor em magnésio, o que a distingue da grande maioria das demais localidades congêneres. Para a execução do presente trabalho foram efetuados levantamentos de campo, que constaram do estudo de todos os afloramentos na área, de amostragem de solos, feita com detalhe em alguns perfis para finalidades de dosagem geoquímica em solos, de medidas magnetométricas e cintilométricas. Durante os trabalhos foram de grande ) utildade as fotografias aéreas, na escala aproximada de 1:25 00, executadas por Levantamentos Aerofotogramétricos Cruzeiro do Sul S.A. em 1962, para o Instituto Agronômico de Campinas. Baseado nessas fotografias foi feito o mapa planialtimétrico da região do complexo alcalino e circunvizinhanças, onde foi lançada a geologia, bem como o levantamento das fraturas e lineamentos fotogeológicos
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 00.00.1971
  • Acesso à fonte
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    • ABNT

      BORN, Helmut; MELCHER, Geraldo Conrado. Complexo alcalino de Juquiá. 1971.Universidade de São Paulo, São Paulo, 1971. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44131/tde-09062016-150143/pt-br.php >.
    • APA

      Born, H., & Melcher, G. C. (1971). Complexo alcalino de Juquiá. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44131/tde-09062016-150143/pt-br.php
    • NLM

      Born H, Melcher GC. Complexo alcalino de Juquiá [Internet]. 1971 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44131/tde-09062016-150143/pt-br.php
    • Vancouver

      Born H, Melcher GC. Complexo alcalino de Juquiá [Internet]. 1971 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44131/tde-09062016-150143/pt-br.php


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