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A evolução tectônica e paleogeográfica da bacia sedimentar do Paraná pelo "trend surface analysis" (1971)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: FULFARO, VICENTE JOSE - IGC
  • Unidades: IGC
  • Sigla do Departamento: GPE
  • Subjects: GEOLOGIA HISTÓRICA; BACIAS SEDIMENTARES
  • Language: Português
  • Abstract: O estudo da Bacia do Paraná pelo "trend surface analysis" permite uma reavaliação dos dados até agora existentes na literatura geológica específica. As espessuras das várias unidades estratigráficas que a compõe foram tratadas pelo método acima indicado, e um "trend" geral para as unidades foram obtidas refletindo os grandes traços da bacia no período de deposição dessas rochas. Paralelamente, os desvios desses mapas indicam as áreas residuais de maior e menor acumulação das rochas da unidade estudada. O Grupo Paraná, constituído pelas Formações Furnas e Ponta Grossa, mostra possuir um comportamento estrutural semelhante para as duas unidades, indicando pertencerem elas a um único evento geológico; pelo menos no que diz respeito ao comportamento estrutural da bacia. Os Grupos Tubarão e Passa Dois, foram separados em dois ciclos sedimentares, admitindo-se que não há quebra no processo de sedimentação, baseados no ambiente de deposição das rochas que constituem o seu registro geológico. O ciclo glacial da base, com as várias fases interglaciais intercaladas, revela um padrão estrutural da bacia diferente do período anterior, mostrando um modelo que indica um complexo sistema de deposição o que é comprovado pela análise do registro geológico preservado. É representado, esse estádio de evolução da bacia, pelas Formações Itararé e Rio Bonito. O cilco seguinte, pós- glacial, marca uma evolução da bacia para um modelo mais clássico, uma bacia intracratônica linear, N-S,com um basculamento para leste a partir do Permiano Superior e uma tendência progressiva à interiorização culminando com o seu total assoreamento à época da sedimentação das rochas da Formação Rio do Rasto. A nova orientação da bacia que tem início à época da deposição dos sedimentos da Formação Palermo continua com as Formações Irati, Serra Alta, Estrada Nova, Rio do Rasto e segue ainda, grosso modo, no período de deposição das rochas da Formação ) Botucatu. O formato da atual bacia estrutural começa a surgir no Cretáceo Inferior com os derrames basálticos da Formação Serra Geral e atinge o seu máximo desenvolvimento no Cretáceo Superior na época da deposição dos sedimentos do Grupo Bauru. Baseado nessas características e nas discordâncias que separam essas unidades, da sua extensão geográfica, magnitude e persistência em períodos de subsidência prévias e posteriores da bacia sedimentar do Paraná, o A. sugere informalmente a divisão da coluna estratigráfica da bacia em três Seqüências Estratigráficas, que são unidades estratigráficas maiores que megagrupo, grupo e supergrupo. Três seqüências são sugeridas, uma compreendendo o ciclo sedimentar que tem como limites estratigráficos uma superfície de discordância pré-Devoniana e pré- Stefaniana. Compreende esta seqüência, as rochas sedimentares que constituem as Formações Furnas e Ponta Grossa. Uma segunda seqüência incluiria as rochas dos ciclos glacial e pós-glacial que formam os Grupos Tubarão e PassaDois, separados da última pela discordância Carbonífera e das rochas sobrejacentes, por uma grande discordância que é preferível chamar de pré-Botucatu, em vista das dúvidas sobre a idade dessa seqüência sedimentar. A terceira seqüência, compreendendo as rochas da Formação Botucatu mais Serra Geral, é limitada em seu topo por uma superfície de erosão que as separam de unidades estratigráficas de difícil correlação das quais a mais conhecida é a que forma com o Grupo Bauru (Ksup). A construção do diagrama tempo-espaço para as unidades estratigráficas da bacia, mostra que a sua divisão nas três seqüências acima sugeridas tem um bom apoio na sua interpretação. Áreas com lacuna e suas correspondentes divisões em hiatos e vacuidades erosionais indicam uma subsidência prévia da área meridional da bacia e a migração no tempo do pólo de máxima subsidência para norte. Demonstra, por outro lado, o ) o caráter mais positivo da área sul da bacia rapidamente compensando o maior caráter subsidente da região norte. As várias seqüências estratigráficas da bacia sedimentar do Paraná encontram-se falhadas, falhamentos estes, que podem ser agrupados em vários períodos e são, na sua maior parte, reativações de linhas tectônicas pré-Silurianas. Um período de falhamento pré-Devoniano é sugerido pela análise dos mapas de "trend surface" das formações dessa idade associado a observações de campo. O início de deposição dos sedimentos da Formação Itararé parece estar ligado a umciclo tectônico pós-Devoniano que a antecedeu e governou a sua deposição a partir do retrabalhamento dos sedimentos da Formação Furnas como indicado na região de Itapeva, SP. O tipo de depósitos sedimentares dos ciclos glacial e pós-glacial sugerem que, pelo menos flutuações de nível da bacia devem ter ocorrido além de um soerguimento de suas bordas, com conseqüente erosão, como no Paraguai e NE do Estado de São Paulo. Seria este um ciclo penecontemporâneo a deposição das rochas dos dois grupos. Um ciclo tectônico, posterior ao Grupo Passa Dois e anterior à seqüência Mesozóica, está bem marcado na bacia e apresenta indícios de contribuição à sedimentação de, pelo menos, os depósitos da base da Formação Botucatu. Penecontemporaneamente aos derrames basálticos do Cretáceo Superior e posteriormente a sua consolidação, manifesta-se novo tectonismo que afeta sedimentos até o Grupo Bauru (Ksup). Para o fim desse ciclo ou então em um mais novo, imediatamente posterior, uma "inversão tectônica" causa o início do levantamento das escarpas mais internas da bacia cuja expressão topográfica é denominada de Serra Geral. Esse processo tectônico causa a formação dos ambientes de deposição das bacias sedimentares como a de Rio Claro, no flanco oriental do platô basáltico, originados a partir da desorganização da drenagem tipicamente conseqüente ) anterior, que, sentindo-se lentamente barrada, assoreia rapidamente o relevo a montante. São os depósitos descritos como "modernos" na literatura específica sul-brasileira
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 00.00.1971
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    • ABNT

      FÚLFARO, Vicente José. A evolução tectônica e paleogeográfica da bacia sedimentar do Paraná pelo "trend surface analysis". 1971.Universidade de São Paulo, São Paulo, 1971. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/livredocencia/44/tde-24062016-162627/pt-br.php >.
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      Fúlfaro, V. J. (1971). A evolução tectônica e paleogeográfica da bacia sedimentar do Paraná pelo "trend surface analysis". Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/livredocencia/44/tde-24062016-162627/pt-br.php
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      Fúlfaro VJ. A evolução tectônica e paleogeográfica da bacia sedimentar do Paraná pelo "trend surface analysis" [Internet]. 1971 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/livredocencia/44/tde-24062016-162627/pt-br.php
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      Fúlfaro VJ. A evolução tectônica e paleogeográfica da bacia sedimentar do Paraná pelo "trend surface analysis" [Internet]. 1971 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/livredocencia/44/tde-24062016-162627/pt-br.php