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Descrição do efeito vasodilatador do extrato etanólico de combretum leprosum e caracterização farmacológica do mecanismo de ação (2008)

  • Autores:
  • Autor USP: ALVES FILHO, FRANCISCO DAS CHAGAS - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RFA
  • Assuntos: FÁRMACOS DE ORIGEM VEGETAL; FARMACOLOGIA EXPERIMENTAL
  • Idioma: Português
  • Resumo: Recentemente, numa triagem farmacológica feita em preparações de músculo liso, observamos que o extrato etanólico das cascas de Combretum leprosum Mart. (EECL) foi capaz de antagonizar a contração provocada por noradrenalina em tiras e anéis de aorta torácica de coelho. No presente trabalho caracterizamos esse efeito relaxante em anéis de aorta torácica descendente de coelho, rato, camundongo e cobaia, bem como aorta abdominal, artéria mesentérica e artéria carótida de coelho e investigamos seu possível mecanismo de ação em aorta torácica descendente de coelho e de rata. Em todas as preparações testadas, pré-contraídas com fenilefrina (0,1-1’mü’M), o EECL (0,5-5 ‘mü’M) induziu relaxamentos que foram dependentes de endotélio, de concentração e inalterados pela atropina (0,1 ‘mü’M). Em preparações do tipo sanduíche com tiras de aorta torácica de coelho, o EECL também foi capaz de provocar relaxamentos dependentes de endotélio; esses resultados sugerem que o EECL, de mesma forma que acetilcolina, provoca liberação de substância(s) do endotélio que relaxa(m) as células musculares lisas dessas artérias. No intuito de inferir farmacologicamente qual(is) seria(m) a(s) substância(s) liberadas EECL, usamos anéis de aorta torácica de coelho e de rata. Nesses anéis pré-incubados com diclofenaco (10 ‘mü’ M), os relaxamentos provocados EECL foram levemente diminuídos em aorta torácica de coelho, mas inalterados em aorta torácica de rata. Os relaxamentos causados peloEECL foram completamente revertidos por L-NNA (100 ‘mü’M), vitamina 812 (30-100 ‘mü’M) e ODQ (10 ‘mü’ M), inibidor de sintase de óxido nítrico, inativador químico de óxido nítrico (NO) e inibidor de guanilato ciclase, respectivamente. Isso nos sugeriu inicialmente, que o EECL estaria ativando a via L-arginina/NO/GMPc. Entretanto, em anéis de aorta abdominal, artéria mesentérica superior e artéria carótida de coelho; o EECL induziu relaxamentos mesmo na presença de L-NNA (100 ‘mü’ M) e diclofenaco (10 ‘mü’ M), o que nos levou a reinterpretar os resultados iniciais com a seguinte hipótese: O EECL está relaxando não simplesmente por ativar a via L-arginina/NO/GMPc, mas sim por estimular o endotélio a liberar fatores relaxantes. Um fator essencial para que o endotélio seja ativado a liberar substâncias relaxantes é o aumento de cálcio livre no citosol; assim nosso próximo passo foi verificar se os relaxamentos provocados pelo o EECL são afetados em solução de Krebs isenta de cálcio. Nessas soluções, os relaxamentos provocados pelo EECL foram fortemente deprimidos, sugerindo assim que o influxo de cálcio para o endotélio seria uma etapa crucial nos relaxamentos provocados pelo EECL. Se o cálcio é um fator primordial para os relaxamentos provocados pelo o EECL, então por qual (is) canal(is) esse íon estaria adentrando as células endoteliais? Testamos, então, alguns bloqueadores não seletivos de canais de cátion endoteliais, como gadolínio,SK&F 96536, níquel e vermelho de rutênio (VR). Em anéis de aorta torácica de coelho, rata e camundongo, artéria mesentérica superior e carótida de coelho e preparações do tipo sanduíche de tiras de aorta torácica de coelho os relaxamentos causados por EECL foram revertidos apenas por VR (10-20 ‘mü’M). Desde que o VR pode bloquear uma variedade de canais catiônicos, avaliamos farmacologicamente qual (is) deste(s) canal (is) seria(m) ativado(s) pelo EECL. Examinamos três agonistas de canais TRPV (Transient Receptor Potential Vanilloid): capsaicina (10-30 ‘mü’ agonista de TRPV1); 2-APB (10-30 "mu"M agonista de TRPV1, TRPV2 e TRPV3), e 4"alfa"-PDD (3-10 "mu"M, agonista de TRPV4). Dentre essas substâncias, apenas o 4"alfa"-PDD provocou relaxamentos dependentes do endotélio, que foram revertidos por L-NNA (100 ‘mü’M), B12 (30 "müM), ODQ (10 ‘mü’M) e VR (1-20 "mu"M, em anéis de aorta de rata. Dada a semelhança farmacológica entre os relaxamentos provocados pelo EECL e o 4"alfa"-PDD, concluímos que EECL contém substâncias(s) que ativaria(m) os canais TRPV4 endoteliais, que levariam a um influxo de cálcio e conseqüente estimulação do endotélio a liberar substâncias que relaxariam as células musculares lisas
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 26.02.2008

  • Como citar
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    • ABNT

      ALVES FILHO, Francisco das Chagas; SALGADO, Maria Cristina Oliveira. Descrição do efeito vasodilatador do extrato etanólico de combretum leprosum e caracterização farmacológica do mecanismo de ação. 2008.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2008.
    • APA

      Alves Filho, F. das C., & Salgado, M. C. O. (2008). Descrição do efeito vasodilatador do extrato etanólico de combretum leprosum e caracterização farmacológica do mecanismo de ação. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Alves Filho F das C, Salgado MCO. Descrição do efeito vasodilatador do extrato etanólico de combretum leprosum e caracterização farmacológica do mecanismo de ação. 2008 ;
    • Vancouver

      Alves Filho F das C, Salgado MCO. Descrição do efeito vasodilatador do extrato etanólico de combretum leprosum e caracterização farmacológica do mecanismo de ação. 2008 ;


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