Comparação da variação da modulação inibitória descendente ao longo das repetições em mulheres assintomáticas, com DTM muscular crônica e com comorbidades trigeminais e extratrigeminais: um estudo transversal observacional (2025)
- Authors:
- Autor USP: BERDEN, MARIA EMILIA SERVIN - FOB
- Unidade: FOB
- Sigla do Departamento: BAP
- DOI: 10.11606/T.25.2025.tde-25032026-102757
- Subjects: COMORBIDADE; DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR; DOR FACIAL; DOR CRÔNICA
- Keywords: chronic pain; comorbidade; comorbidity; dor crônica; dor facial; dor muscular; facial pain; muscle pain; síndrome miofascial de disfunção dolorosa temporomandibular; temporomandibular joint dysfunction syndrome
- Agências de fomento:
- Language: Português
- Abstract: No presente estudo transversal observacional comparou-se a modulação inibitória descendente (CPM, sigla em inglês) em grupos de mulheres: assintomáticas, com disfunção temporomandibular (DTM) muscular crônica isolada, DTM muscular crônica com comorbidades trigeminais e DTM muscular crônica com comorbidades extratrigeminais. Comparou-se a modulação em relação as regiões (trigeminal e extratrigeminal) e ao longo de repetições dos testes, além de investigar a influência de variáveis clínicas, psicossociais e individuais sobre a resposta inibitória. Participaram 128 mulheres, igualmente alocadas em quatro grupos (n = 32). CPM foi avaliado pelo limiar de dor à pressão (LDP) como estímulo teste (ET) e imersão da mão contralateral, em água fria como estímulo condicionante (EC), em três repetições consecutivas, nas regiões trigeminal (masseter) e extratrigeminal (tenar). As análises foram conduzidas por ANOVA de medidas repetidas, considerando os fatores grupo, repetição e área, com correções de Greenhouse-Geisser quando necessário. As comparações pós-hoc foram realizadas pelo teste de Tukey, e as associações entre variáveis clínicas, psicossociais e de cognição por correlações de Pearson. Modelos lineares mistos foram utilizados de forma exploratória para identificar preditores independentes da magnitude de CPM. O nível de significância adotado foi de 5% (p < 0,05). O ANOVA não mostrou diferença significativa entre as repetições na região trigeminal (F(2, 248) = 1,62; p = 0,200),enquanto na extratrigeminal observou-se redução da modulação entre a segunda e a terceira série (F(2, 248) = 3,19; p = 0,043). Ao comparar as áreas, o CPM trigeminal apresentou valores mais negativos (F(1,124)=4,89; p=0,029), indicando maior eficiência inibitória. A comparação entre grupos revelou diferença apenas na região trigeminal (F(3,124)=8,36; p<0,001): o grupo assintomático (0,12 ± 0,19) apresentou maior modulação do que os grupos com comorbidades trigeminais (0,01 ± 0,13; p=0,008) e extratrigeminais (+0,02 ± 0,11; p<0,001), enquanto o grupo com DTM isolada (0,11 ± 0,18) também diferiu do extratrigeminal (p=0,002). As correlações de Pearson mostraram que maior intensidade de dor (r = 0,33; p < 0,001), incapacidade funcional (r = 0,36; p < 0,001), catastrofização (r = 0,34; p < 0,001), pior qualidade do sono (r = 0,34; p < 0,001) e menor cognição (r = 0,29; p = 0,018) associaram-se a um menor CPM. No modelo linear misto exploratório, apenas os pontos de incapacidade funcional ( = 0,02; p = 0,031) e o nível de atividade física irregularmente ativo A ( = 0,22; p = 0,008) permaneceram como preditores independentes da magnitude da modulação (R² marginal = 0,20; R² condicional = 0,74). Em síntese, ao longo das repetições, não houve diferença significativa na região trigeminal, enquanto na extratrigeminal observou-se declínio da modulação. A região trigeminal apresentou valores mais negativos, indicando maior eficiência inibitória, e as participantes com comorbidadesdolorosas exibiram menor magnitude de CPM. Embora diversas variáveis individuais tenham se correlacionado com menor modulação, apenas incapacidade funcional e atividade física se mantiveram como preditores significativos. O CPM isolado apresenta limitações como marcador clínico, e sua aplicação repetida e multirregional, associada a medidas individuais, pode aprimorar a estratificação e o manejo de pacientes com DTM muscular crônica
- Imprenta:
- Data da defesa: 02.12.2025
- Status:
- Nenhuma versão em acesso aberto identificada
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ABNT
BERDEN, Maria Emilia Servin. Comparação da variação da modulação inibitória descendente ao longo das repetições em mulheres assintomáticas, com DTM muscular crônica e com comorbidades trigeminais e extratrigeminais: um estudo transversal observacional. 2025. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, Bauru, 2025. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25146/tde-25032026-102757/. Acesso em: 09 abr. 2026. -
APA
Berden, M. E. S. (2025). Comparação da variação da modulação inibitória descendente ao longo das repetições em mulheres assintomáticas, com DTM muscular crônica e com comorbidades trigeminais e extratrigeminais: um estudo transversal observacional (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, Bauru. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25146/tde-25032026-102757/ -
NLM
Berden MES. Comparação da variação da modulação inibitória descendente ao longo das repetições em mulheres assintomáticas, com DTM muscular crônica e com comorbidades trigeminais e extratrigeminais: um estudo transversal observacional [Internet]. 2025 ;[citado 2026 abr. 09 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25146/tde-25032026-102757/ -
Vancouver
Berden MES. Comparação da variação da modulação inibitória descendente ao longo das repetições em mulheres assintomáticas, com DTM muscular crônica e com comorbidades trigeminais e extratrigeminais: um estudo transversal observacional [Internet]. 2025 ;[citado 2026 abr. 09 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25146/tde-25032026-102757/ - Comparação de diferentes métodos na determinação da modulação condicionada da dor (CPM, em inglês) em indivíduos assintomáticos e indivíduos com dor miofascial mastigatória crônica: um estudo transversal observacional
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