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Efeito do treino respiratório e da terapia vocal com resistência na água nos parâmetros de tosse de indivíduos com doença de Parkinson (2025)

  • Authors:
  • Autor USP: SILVA, ROGÉRIO PINTO DA - FOB
  • Unidade: FOB
  • Sigla do Departamento: BAF
  • DOI: 10.11606/D.25.2025.tde-25032026-104957
  • Subjects: TOSSE; TRANSTORNOS DE DEGLUTIÇÃO; DOENÇA DE PARKINSON; MÚSCULOS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO
  • Keywords: Cough; Deglutition disorders; Doença de Parkinson; Parkinson's Disease; Tosse; Transtornos de deglutição
  • Agências de fomento:
  • Language: Português
  • Abstract: INTRODUÇÃO: A Doença de Parkinson (DP) é caracterizada pela redução do movimento voluntário, tremor em repouso, rigidez e bradicinesia. Essa condição pode levar à disfagia e diminuir a efetividade da tosse, devido ao enfraquecimento dos músculos respiratórios, sendo a pneumonia aspirativa a principal causa de morte entre esses indivíduos. A terapia vocal com resistência na água (TRA), com tubos de ressonância é capaz de promover coaptação glótica com aumento da pressão glótica, já o treinamento da musculatura expiratória com o expiratory muscle strength training (EMST) fortalece os músculos expiratórios e submentonianos, proporcionando maior deslocamento do osso hióide e aumentando a proteção durante a deglutição. Tal estudo justifica-se pela necessidade de ampliar a gama de recursos para a reorganização do padrão de tosse, buscando técnicas acessíveis, que otimizem o processo terapêutico. OBJETIVO: Investigar o impacto da TRA e EMST, considerando a ordem do tratamento, nos parâmetros de tosse de indivíduos com DP. MÉTODOS: Trata-se de um ensaio clínico randomizado, cego e cross-over. Foram incluídos 20 idosos, diagnosticados com DP, que apresentaram pontuação >21 no protocolo MOCA (Montreal Cognitive Assessment) e que realizaram monitoramento da progressão da DP por meio da Escala UPDRS (Unified Parkinson's Disease Rating Scale). Foram excluídos indivíduos com lesões ou paralisia laríngea, câncer de cabeça e pescoço, outras doenças neurológicas ou respiratórias, distúrbios cognitivos ou psiquiátricos, e/ou disfagia não relacionada à DP. Os participantes foram randomizados e alocados em dois grupos: TRA+EMST, no qual os participantes inicialmente receberam TRA com exercícios de fonação em tubo de ressonância seguidos de EMST com o dispositivo EMST150; e EMST+TRA, no qual os participantes começaram com EMST e, posteriormente, receberam TRA. Oito sessões de terapia presenciais foram realizadaspara cada dispositivo, duas vezes por semana, com cada sessão durando aproximadamente 45 minutos. Para o treinamento de EMST, foram realizadas cinco séries de cinco repetições. Na TRA, houve variação progressiva na frequência, intensidade e aumento da profundidade de imersão do tubo na água de até 10 cm; cada exercício foi realizado em duas séries de 50 segundos. Ambos os protocolos de treinamento foram complementados com exercícios domiciliares, realizados cinco vezes por semana. Os parâmetros da tosse analisados foram: fase de inspiração (FI), volume inspirado (VI), duração da fase de compressão (DFC), a taxa do pico do fluxo expiratório (TPFE), o tempo de subida do pico do fluxo expiratório (TSPFE), volume da tosse (VT) e volume de aceleração da tosse (VAT). As avaliações foram realizadas em quatro momentos: antes da primeira intervenção (M1), após a primeira intervenção (M2), após a segunda intervenção (M3) e um mês após as intervenções (M4). Os dados foram analisados por meio da ANOVA de medidas repetidas. RESULTADOS: Não houve diferença significativa para DFI (p=0,591), TPFE (p= 0,576), TSPFE (p= 0,571), VT (p= 0,634) e AT (p= 0,137), independente do início do tratamento. Quando comparado o pré e pós primeira intervenção houve diminuição da DFC quando iniciado tratamento pelo TR (p= 0,010) e aumento da DFC quando iniciado por TV (p= 0,010). Ao comparar o pré e pós ambas intervenções houve aumento do VI quando iniciado o tratamento pelo TR (p= 0,043). CONCLUSÃO: A ordem dos tratamentos TRA e EMST influenciou de forma distinta os parâmetros de tosse de indivíduos com DP, sendo que a forma combinada resultou em aumento no volume inspiratório ao iniciar pelo EMST. Tais dados contribuem para a seleção dos recursos terapêuticos de acordo com a necessidade individual de cada paciente
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 11.12.2025
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI

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    Status:
    Nenhuma versão em acesso aberto identificada

    How to cite
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    • ABNT

      SILVA, Rogério Pinto da. Efeito do treino respiratório e da terapia vocal com resistência na água nos parâmetros de tosse de indivíduos com doença de Parkinson. 2025. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, Bauru, 2025. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25143/tde-25032026-104957/. Acesso em: 27 mar. 2026.
    • APA

      Silva, R. P. da. (2025). Efeito do treino respiratório e da terapia vocal com resistência na água nos parâmetros de tosse de indivíduos com doença de Parkinson (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, Bauru. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25143/tde-25032026-104957/
    • NLM

      Silva RP da. Efeito do treino respiratório e da terapia vocal com resistência na água nos parâmetros de tosse de indivíduos com doença de Parkinson [Internet]. 2025 ;[citado 2026 mar. 27 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25143/tde-25032026-104957/
    • Vancouver

      Silva RP da. Efeito do treino respiratório e da terapia vocal com resistência na água nos parâmetros de tosse de indivíduos com doença de Parkinson [Internet]. 2025 ;[citado 2026 mar. 27 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25143/tde-25032026-104957/

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