Estudo de variabilidade genética e filogeografia de populações de mosquitos (Diptera: Culicidae) Haemagogus leucocelaenus (Dyar & Shannon, 1924) (2025)
- Authors:
- Autor USP: LEITE, LUDIA BARBOZA - FSP
- Unidade: FSP
- Sigla do Departamento: HEP
- DOI: 10.11606/D.6.2025.tde-27012026-170802
- Subjects: CULICIDAE; FEBRE AMARELA SILVESTRE; FEBRE AMARELA
- Keywords: COI; Diversidade Genética; Haemagogus leucocelaenus; ITS2
- Agências de fomento:
- Language: Português
- Abstract: A febre amarela é uma arbovirose endêmica da África e da América do Sul que, ocasionalmente, desencadeia surtos. No país, a transmissão pode ocorrer em dois ciclos distintos: o urbano, envolvendo a interação entre o mosquito, Aedes aegypt, e o ser humano; e o silvestre, no qual o vírus circula entre primatas não humanos (PNH) e mosquitos vetores de outras espécies, sendo o ser humano um hospedeiro acidental. No ciclo silvestre, o mosquito Haemagogus leucocelaenus é um dos vetores primários. A compreensão da diversidade genética e dos hábitos desses vetores é fundamental para elucidar a dinâmica de suas populações e o padrão de disseminação da doença. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar a variabilidade genética e a filogeografia de quatro populações de Hg. leucocelaenus (Dyar & Shannon, 1924) provenientes de três estados brasileiros (São Paulo, Distrito Federal e Rio Grande do Norte). Para isso, foram analisadas sequências nucleotídicas, de 74 espécimes, geradas por sequenciamento de nova geração (NGS), do Citocromo C Oxidase Subunidade I (COI) e do segundo espaçador interno transcrito do rDNA (ITS2). Os resultados sugerem a existência de três períodos. Em um primeiro momento, existia maior conectividade entre as populações, o que permitiu fluxo genético entre elas.Posteriormente, ocorreu uma separação entre as populações, associada a formação do bioma do Cerrado, ocasionando isolamento genético de Brasília. Já em um terceiro momento, modificações antrópicas aparentemente promovem maior interação entre as populações do Centro-Oeste e do Sudeste, corroborando o padrão de disseminação da Febre Amarela Silvestre (FAS) que culminou no surto de 2016-2019. Por outro lado, observa-se um distanciamento genético da população de Natal, possivelmente devido a ampliação da matriz antrópica reduzindo a conectividade florestal, o que pode explicar a ausência de registros de casos autóctones de FAS na região
- Imprenta:
- Data da defesa: 22.10.2025
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
- Versão do Documento:
- Versão publicada (Published version)
- Acessar versão aberta:
-
ABNT
LEITE, Ludia Barboza. Estudo de variabilidade genética e filogeografia de populações de mosquitos (Diptera: Culicidae) Haemagogus leucocelaenus (Dyar & Shannon, 1924). 2025. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2025. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6143/tde-27012026-170802/. Acesso em: 31 mar. 2026. -
APA
Leite, L. B. (2025). Estudo de variabilidade genética e filogeografia de populações de mosquitos (Diptera: Culicidae) Haemagogus leucocelaenus (Dyar & Shannon, 1924) (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6143/tde-27012026-170802/ -
NLM
Leite LB. Estudo de variabilidade genética e filogeografia de populações de mosquitos (Diptera: Culicidae) Haemagogus leucocelaenus (Dyar & Shannon, 1924) [Internet]. 2025 ;[citado 2026 mar. 31 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6143/tde-27012026-170802/ -
Vancouver
Leite LB. Estudo de variabilidade genética e filogeografia de populações de mosquitos (Diptera: Culicidae) Haemagogus leucocelaenus (Dyar & Shannon, 1924) [Internet]. 2025 ;[citado 2026 mar. 31 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6143/tde-27012026-170802/
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