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Relações familiares, autocontrole e delinquência: um teste empírico da teoria geral do crime (2025)

  • Authors:
  • Autor USP: SCHIAVONE, ANA BEATRIZ DO PRADO - FFCLRP
  • Unidade: FFCLRP
  • Sigla do Departamento: 594
  • DOI: 10.11606/D.59.2025.tde-10032025-110317
  • Subjects: ADOLESCENTES; AUTOCONTROLE; CRIMINOLOGIA; DELINQUÊNCIA JUVENIL; RELAÇÕES FAMILIARES
  • Keywords: Adolescence; Adolescência; Autocontrole; Criminologia; Criminology; Delinquência juvenil; Family relations; Juvenile delinquency; Relações familiares; Self-control
  • Language: Português
  • Abstract: A Teoria Geral do Crime (TGC) considera o autocontrole a variável central na explicação do cometimento de delitos, à medida em que indivíduos que apresentam baixo autocontrole estão mais suscetíveis a tentações e influências momentâneas, levando menos em consideração os riscos de comportamentos antissociais e os objetivos a longo prazo. Segundo a teoria, o desenvolvimento do autocontrole está intrinsecamente relacionado à socialização familiar. Estudos neurocientíficos recentes, como o Modelo de Sistema Dual (MSD), confirmam uma relação entre altos níveis de impulsividade e busca de sensações na adolescência com o aumento de comportamento antissociais, por uma lacuna temporal entre a maturação do sistema socioemocional e o de controle cognitivo. Apesar de a TGC ser uma das teorias criminológicas mais testadas e influentes, o enfoque nas variáveis familiares é menos proeminente na maioria dos estudos e sua aplicação no contexto sociocultural brasileiro é escassa. O objetivo da presente pesquisa foi testar a aplicabilidade da TGC na explicação da delinquência no Brasil, considerando sua relação com aspectos familiares (através do autocontrole), além de checar uma possível relação entre diferenças nos níveis de autocontrole e diferenças no engajamento infracional, adotando uma abordagem centrada na pessoa. A pesquisa foi realizada no escopo da quarta onda do International Self-Report Delinquency Study (ISRD4), um estudo colaborativo e transcultural sobre vitimização e delinquência na adolescência. Seguiu-se o protocolo padronizado de pesquisa do ISRD. A coleta de dados foi realizada em 54 escolas públicas e privadas de Ribeirão Preto e Sertãozinho, de maneira aleatorizada e representativa, com uma amostra final de 1.909 adolescentes entre 13 e 17 anos (M = 15, DP = 1,2), dos quais 49,6% do gênero feminino, 48,3% do gênero masculino e2,1% não-binário. Foram feitas análises de Modelagem de Equações Estruturais (SEM) para checar a relação entre as variáveis de interesse e, também, uma análise centrada na pessoa, por meio do agrupamento em clusters em função dos níveis de autocontrole. Verificou-se que o vínculo familiar e a supervisão parental predizem significativamente a impulsividade e a busca por sensações, sendo que o vínculo influencia as duas dimensões do autocontrole e a supervisão tem um efeito mais forte na busca por sensações, a qual foi o único preditor significativo de delitos gerais e violentos. Com relação aos clusters, os indivíduos com menor autocontrole também apresentaram menores índices de vínculo e supervisão, além de reportarem mais delitos, do que os com maiores níveis de autocontrole. O grupo com maior busca por sensações relatou mais delitos que os impulsivos e que os com alto autocontrole, sugerindo que a busca por sensações possa ter mais peso no cometimento de delitos por colocá-los em contextos mais criminogênicos e afastados da supervisão parental. De modo geral, os resultados indicam que a TGC oferece uma explicação parcial para o envolvimento de adolescentes brasileiros em atividades delituosas. O estudo traz contribuições relevantes, do ponto de vista teórico e científico, à medida em que auxilia no entendimento dos diferentes papéis das dimensões do autocontrole na conduta infracional e enfatiza a importância da socialização familiar adequada para o desenvolvimento social e cognitivo dos jovens
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 09.01.2025
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/D.59.2025.tde-10032025-110317 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo NÃO é de acesso aberto

    How to cite
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    • ABNT

      SCHIAVONE, Ana Beatriz do Prado. Relações familiares, autocontrole e delinquência: um teste empírico da teoria geral do crime. 2025. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2025. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59141/tde-10032025-110317/. Acesso em: 25 jan. 2026.
    • APA

      Schiavone, A. B. do P. (2025). Relações familiares, autocontrole e delinquência: um teste empírico da teoria geral do crime (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59141/tde-10032025-110317/
    • NLM

      Schiavone AB do P. Relações familiares, autocontrole e delinquência: um teste empírico da teoria geral do crime [Internet]. 2025 ;[citado 2026 jan. 25 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59141/tde-10032025-110317/
    • Vancouver

      Schiavone AB do P. Relações familiares, autocontrole e delinquência: um teste empírico da teoria geral do crime [Internet]. 2025 ;[citado 2026 jan. 25 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59141/tde-10032025-110317/

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