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Estudo clínico-epidemiológico e avaliação do desfecho neuropsicológico e da qualidade do sono de pacientes pediátricos com traumatismo cranioencefálico (2024)

  • Authors:
  • Autor USP: TAVARES, TABATA LUNA GARAVAZZO - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • DOI: 10.11606/T.17.2024.tde-23012025-100455
  • Subjects: CRIANÇAS; NEUROLOGIA; SONO; TRAUMATISMOS CRANIOCEREBRAIS; CRÂNIO
  • Keywords: Child; Criança; Desfecho neurológico; Neurological outcome; Sequela; Sequela; Sleep; Sono; Trauma cranioencefálico; Traumatic brain injury
  • Agências de fomento:
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: O traumatismo cranioencefálico (TCE) acomete cerca de 500 mil crianças por ano, sendo responsável por quase 40 mil hospitalizações e atinge letalidade de 7% nos casos mais graves. O TCE pode ter impacto negativo no desfecho neurológico e neuropsicológico desses pacientes, e os fatores de mau prognóstico não estão claramente definidos para os pacientes pediátricos. A avaliação do desfecho neurológico e neuropsicológico se faz necessária para a identificação de possíveis déficits e para o planejamento da reabilitação dos pacientes pediátricos. Objetivos: 1. Estudar as características clínicas e epidemiológicas e o desfecho em curto-médio prazo de pacientes pediátricos admitidos por TCE na UE do HCFMRP-USP no período de um ano e verificar a associação do desfecho neurológico e neuropsicológico com a gravidade do trauma e o tratamento hospitalar; 2. Avaliar a evolução neurológica e neuropsicológica das vítimas pediátricas de TCE ao longo do tempo; 3. Avaliar o desempenho dos pacientes na escala NOS-TBI em comparação com as escalas KOSCHI e FSS e os indivíduos controle; 4. Avaliar a consistência interna dos itens da escala NOS-TBI e a concordância interexaminadores; 5. Avaliar a qualidade do sono nas vítimas de TCE em comparação aos indivíduos do grupo controle. Materiais e métodos: A primeira fase refere-se à elaboração de um banco de dados de nome RETEPE (Registro de Traumatismo Encefálico em Pediatria). A segunda etapa do projeto consistiu em estudo observacional, prospectivo, sem intervenções, no qual os pacientes admitidos com TCE na Unidade de Emergência do HCFMRP-USP entre 0-16 anos foram incluídos no estudo e seguidos até o desfecho. Foram colhidos dados obtidos à admissão, durante a internação e na alta hospitalar. Para avaliação da gravidade e da presença de lesões associadas ao trauma foram utilizados os escoresInjury Severity Score (ISS), Pediatric Trauma Score (PTS) e Pediatric Risk of Mortality - 3 (PRISM 3). As seguintes ferramentas foram utilizadas para avaliação do desfecho neurológico: King's Outcome Scale for Childhood Head Injury (KOSCHI), Functional Status Scale (FSS) e Neurological Outcome Scale for Traumatic Brain Injury (NOS-TBI). A qualidade do sono foi avaliada pela Escala de Distúrbios do Sono na Criança (EDSC). Para avaliação do desfecho neuropsicológico, foram aplicadas as seguintes escalas: Denver II, em crianças de até 5 anos de idade e Escala Wechsler de Inteligência para Crianças (WISC) - versão IV, em pacientes de 6 a 16 anos. As avaliações do desfecho foram realizadas no momento da alta hospitalar e após cerca de 1 ano após a alta. Resultados: O banco de dados RETEPE registrou 370 crianças com TCE, sendo 68 pacientes incluídos na análise. A maioria dos TCEs foi leve, predominando em meninos e em crianças pequenas. As quedas foram o principal mecanismo de trauma. Somente 21% das crianças usavam dispositivos de proteção durante o trauma, e lesões associadas foram identificadas em 16,7% dos casos. Três pacientes foram a óbito (0,8%). A mediana da pressão intracraniana (PIC) nos pacientes com TCE grave internados na UTI manteve-se abaixo de 20 mmHg, indicando tratamento eficaz. Reavaliações neurológicas e neuropsicológicas foram realizadas em 45 pacientes, cerca de 1 ano após a alta. Aproximadamente 25% dos pacientes apresentaram algum comprometimento funcional. O teste Denver II revelou atrasos em diversas áreas do desenvolvimento. Comparações entre TCE leve e moderado/grave utilizando o WISCIV e o Denver-II não mostraram diferenças significativas entre os grupos, demonstrando que mesmo os casos de TCE leve podem apresentar alterações neurocognitivas. Comparações com o grupo controle mostraram recuperação funcional mais rápida em casosde TCE leve. Analisaram-se fatores de risco para má recuperação, sendo que pacientes com TCE grave apresentaram risco significativamente maior de má recuperação. Em relação à utilização da escala NOS TBI, a concordância interavaliador foi substancial (Kappa de 0,78), apresentando concordância discreta com o desfecho neurológico segundo a KOSCHI e moderada quando comparada à FSS. A confiabilidade geral da escala foi boa na alta (Alfa de Cronbach de 0,87), mas menor na reavaliação (0,42). Conclusão: A maioria dos TCE em crianças e adolescentes ocorre em meninos e é de gravidade leve. Apenas uma pequena parcela necessita de UTI e ventilação mecânica, mas a gravidade do trauma é um fator de risco significativo para sequelas. Crianças de 0 a 5 anos geralmente apresentam boa recuperação, embora algumas sofram comprometimentos funcionais e neuropsicológicos, especialmente na linguagem. Pacientes de 6 a 16 anos frequentemente não se recuperam completamente e têm comprometimento cognitivo significativo, com algumas também apresentando alterações no sono. A escala NOSTBI demonstrou boa confiabilidade para a triagem de sequelas neurológicas, reforçando a importância do acompanhamento hospitalar e pós-alta
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 12.09.2024
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/T.17.2024.tde-23012025-100455 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo NÃO é de acesso aberto

    How to cite
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    • ABNT

      TAVARES, Tabata Luna Garavazzo. Estudo clínico-epidemiológico e avaliação do desfecho neuropsicológico e da qualidade do sono de pacientes pediátricos com traumatismo cranioencefálico. 2024. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2024. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17144/tde-23012025-100455/. Acesso em: 22 jan. 2026.
    • APA

      Tavares, T. L. G. (2024). Estudo clínico-epidemiológico e avaliação do desfecho neuropsicológico e da qualidade do sono de pacientes pediátricos com traumatismo cranioencefálico (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17144/tde-23012025-100455/
    • NLM

      Tavares TLG. Estudo clínico-epidemiológico e avaliação do desfecho neuropsicológico e da qualidade do sono de pacientes pediátricos com traumatismo cranioencefálico [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 22 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17144/tde-23012025-100455/
    • Vancouver

      Tavares TLG. Estudo clínico-epidemiológico e avaliação do desfecho neuropsicológico e da qualidade do sono de pacientes pediátricos com traumatismo cranioencefálico [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 22 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17144/tde-23012025-100455/


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