Identificação das práticas de gestão do relacionamento e da colaboração em ecossistemas de empreendedorismo e inovação (2024)
- Autor:
- Autor USP: ANDRADE, HERLANDÍ DE SOUZA - EEL
- Unidade: EEL
- Subjects: INOVAÇÃO; EMPREENDEDORISMO; ECOSSISTEMAS
- Keywords: Relacionamento
- Language: Português
- Abstract: CONTEXTUALIZAÇÃO: A crescente complexidade do cenário global e a intensificação da competição têm impulsionado as organizações a buscarem novas formas de inovar e gerar valor. Nesse contexto, os ecossistemas de inovação emergem como ambientes propícios para a cocriação e o desenvolvimento de soluções disruptivas. Baseado em Machado et. al (2024), Pushpananthan e Elmquist (2022), Kapoor (2018), Walrave et. Al (2017), Isenberg (2010), Adner (2006) e Cohen (2006), um ecossistema de inovação consiste na interação entre diversos atores (governo, universidades, centros industriais, agências de fomento, escolas e empresas de negócios, investidores, organizações não governamentais, associações, entidades assistenciais) localizados em um determinado espaço geográfico e que possuem natureza evolutiva e interdependente, com o objetivo de promover um ambiente propício à inovação, a criação de novos negócios e de estimular o surgimento de inovações sociais ou tecnológicas, que agregue e crie valor para os demais atores e para os clientes. A gestão dos relacionamentos em ecossistemas de inovação compreende um conjunto de práticas e estratégias que visam fortalecer as conexões entre os diversos atore do ecossistema. No entanto, a efetividade desses ecossistemas depende, em grande medida, da qualidade das relações estabelecidas entre seus diversos atores.OBJETIVO: O objetivo desta pesquisa é identificar as melhores práticas de gestão do relacionamento e da colaboração entre os diversos atores de um ecossistema de empreendedorismo e inovação. MÉTODO: O método aplicado nesta pesquisa, em andamento, é a revisão sistemática da literatura. A revisão está em andamento e é realizada por meio de busca na base dados Google Acadêmico.RESULTADOS: Para Miri e Macke (2024), o ecossistema de inovação é um conceito que engloba uma rede complexa de atores, organizações e instituições que colaboram para disseminar conhecimento, tecnologia e promover a inovação. Por outro lado, a teoria das trocas sociais explora como as pessoas avaliam os benefícios e riscos em seus relacionamentos. Para estes autores os pontos a seguir são importantes para formação do relacionamento: “1) Planejamento Geral: Os ecossistemas de inovação requerem um planejamento estratégico que envolva diversos atores, como empresas, universidades, governos e startups. Essa colaboração é fundamental para criar um ambiente propício à inovação; 2) Atores do Ecossistema: Os participantes do ecossistema incluem empreendedores individuais, empresas estabelecidas, incubadoras, aceleradoras e investidores. A interação entre esses atores promove confiança, cooperação e colaboração; 3) Ações dos Atores: As ações dos atores no ecossistema variam desde a transferência de conhecimento até o compartilhamento de recursos. Essas ações são essenciais para o desenvolvimento de novos produtos e serviços; 4) Tecnologia e Pesquisa: A inovação está intrinsecamente ligada à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico. Ecossistemas de inovação bem-sucedidos incentivam a colaboração nesses campos; e, 5) Características das Trocas Sociais: As trocas sociais no ecossistema de inovação envolvem interações, confiança e cooperação. Esses elementos criam um ambiente favorável à geração de ideias e à implementação de soluções inovadoras”.Adler et al. (2004) enfatizam a importância do capital social e das redes de relacionamento para a geração de inovação, destacando que a colaboração entre diferentes atores pode acelerar o processo de desenvolvimento de novos produtos e serviços. Powell et al. (1996) argumentam que as redes de aprendizado são fundamentais para a inovação, permitindo a troca de conhecimento e a disseminação de melhores práticas. Cohen e Levinthal (1989) complementam essa perspectiva ao destacar a importância da capacidade das empresas de absorver conhecimento externo para impulsionar a inovação. A inovação aberta e os processos de comercialização de tecnologia protegida por meio de propriedade intelectual, conforme descrito por Andrade (2016) e Andrade et. Al (2017a, 2017b, 2016a, 2016b, 2016c), possuem participação relevante na construção do ecossistema. No entanto, a construção e manutenção de relacionamentos em ecossistemas de inovação são desafiadoras. A heterogeneidade dos atores, a diversidade de interesses e a dinâmica complexa desses ambientes exigem o desenvolvimento de habilidades específicas e a adoção de estratégias adequadas.
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- Título: Anais do Simpósio Acadêmico de Engenharia de Produção (SAEPRO) da EEL-USP
- Volume/Número/Paginação/Ano: p.1-5, 2024
-
ABNT
ANDRADE, Herlandí de Souza. Identificação das práticas de gestão do relacionamento e da colaboração em ecossistemas de empreendedorismo e inovação. 2024, Anais.. EEL/USP: Even3, 2024. p. 1-5. Disponível em: https://static.even3.com/anais/994517.pdf. Acesso em: 23 fev. 2026. -
APA
Andrade, H. de S. (2024). Identificação das práticas de gestão do relacionamento e da colaboração em ecossistemas de empreendedorismo e inovação. In Anais do Simpósio Acadêmico de Engenharia de Produção (SAEPRO) da EEL-USP (p. 1-5). EEL/USP: Even3. Recuperado de https://static.even3.com/anais/994517.pdf -
NLM
Andrade H de S. Identificação das práticas de gestão do relacionamento e da colaboração em ecossistemas de empreendedorismo e inovação [Internet]. Anais do Simpósio Acadêmico de Engenharia de Produção (SAEPRO) da EEL-USP. 2024 ;1-5.[citado 2026 fev. 23 ] Available from: https://static.even3.com/anais/994517.pdf -
Vancouver
Andrade H de S. Identificação das práticas de gestão do relacionamento e da colaboração em ecossistemas de empreendedorismo e inovação [Internet]. Anais do Simpósio Acadêmico de Engenharia de Produção (SAEPRO) da EEL-USP. 2024 ;1-5.[citado 2026 fev. 23 ] Available from: https://static.even3.com/anais/994517.pdf - A Comparative Analysis of Strategic Planning Based on a Systems Engineering Approach
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