A circulação simples como aparência da produção capitalista em "O capital" de Karl Marx (2024)
- Authors:
- USP affiliated authors: PAULANI, LEDA MARIA - FEA ; MOTA, FRANCISCO JOAO ALVES - FEA
- Unidade: FEA
- Subjects: CAPITALISMO; SOCIOLOGIA; TRABALHADORES
- Agências de fomento:
- Language: Português
- Abstract: A pesquisa tem como ponto de partida a questão do significado da seção I do livro primeiro de O Capital de Karl Marx, onde é apresentada a teoria da circulação simples. Ao longo do século XX, consolidaram-se duas teses antinômicas sobre o significado da teoria da circulação simples. Por um lado, alguns autores defendem que a mesma consiste em uma elaboração de Marx sobre as sociedades pré-capitalistas, orientadas pelo valor de uso (evidenciada pela fórmula geral da circulação simples M-D-M); por outro, alguns estudiosos argumentam que as categorias apresentadas na seção I não podem existir efetivamente (wirklich) senão na sociedade capitalista, fato que nos parece comprovado por Marx em diversas passagens. Tomando como base a tradição dialética fortemente inspirada pelo filósofo brasileiro Ruy Fausto, o nosso trabalho argumenta que ambos os polos da antinomia conduzem a teses igualmente verdadeiras que são, entretanto, mutuamente excludentes. É preciso, assim, “instalar-se na antinomia” (Fausto, 1983), tomando como fundamento a categoria da contradição dialética (determinada), de modo a escapar da contradição formal que está posta. Acolhendo a contradição no seu discurso, a nossa pesquisa argumenta que a seção I trata e não trata do sistema capitalista, ao mesmo tempo. Mais precisamente, as determinações da circulação simples só existem de maneira plenamente positiva no âmbito da aparência do sistema; na efetividade do sistema (considerada como o entrelaçamento da essência e da aparência), as determinações da circulação simples só existem de forma negada. A seção I é, portanto, uma teoria da aparência do sistema capitalista, que, por sua vez, mostra-se na superfície como um sistema baseado unicamente no livre intercâmbio entre trabalhadores e capitalistas.Com isso, defende-se a leitura de que o livro I de O Capital consiste em uma descida à essência do sistema capitalista, em que a circulação simples não é mais do que mera aparência de um processo forçado de explorção de trabalho alheio: a acumulação de capital, revelada na última seção do livro primeiro
- Imprenta:
- Publisher: Pró-Reitoria de Pesquisa/USP
- Publisher place: São Paulo
- Date published: 2024
- Source:
- Conference titles: Simpósio Internacional de Iniciação Científica da Universidade de São Paulo - SIICUSP
-
ABNT
MOTA, Francisco João Alves e PAULANI, Leda Maria. A circulação simples como aparência da produção capitalista em "O capital" de Karl Marx. 2024, Anais.. São Paulo: Pró-Reitoria de Pesquisa/USP, 2024. Disponível em: https://uspdigital.usp.br/siicusp/siicPublicacao.jsp?codmnu=7210. Acesso em: 22 jan. 2026. -
APA
Mota, F. J. A., & Paulani, L. M. (2024). A circulação simples como aparência da produção capitalista em "O capital" de Karl Marx. In Resumos. São Paulo: Pró-Reitoria de Pesquisa/USP. Recuperado de https://uspdigital.usp.br/siicusp/siicPublicacao.jsp?codmnu=7210 -
NLM
Mota FJA, Paulani LM. A circulação simples como aparência da produção capitalista em "O capital" de Karl Marx [Internet]. Resumos. 2024 ;[citado 2026 jan. 22 ] Available from: https://uspdigital.usp.br/siicusp/siicPublicacao.jsp?codmnu=7210 -
Vancouver
Mota FJA, Paulani LM. A circulação simples como aparência da produção capitalista em "O capital" de Karl Marx [Internet]. Resumos. 2024 ;[citado 2026 jan. 22 ] Available from: https://uspdigital.usp.br/siicusp/siicPublicacao.jsp?codmnu=7210 - A circulação simples como aparência da produção capitalista em "O capital" de Karl Marx
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