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Contribuição para a produção de etanol a partir de milho no Brasil (2024)

  • Autor:
  • Autor USP: BAPTISTA, ANTONIO SAMPAIO - ESALQ
  • Unidade: ESALQ
  • Sigla do Departamento: LAN
  • DOI: 10.11606/D.11.2024.tde-14082024-104614
  • Subjects: BALANÇO DE ENERGIA; BIOENERGIA; CANA-DE-AÇÚCAR; ETANOL; MILHO; SUSTENTABILIDADE
  • Keywords: Coprodutos
  • Agências de fomento:
  • Language: Português
  • Abstract: A expectativa é que humanidade deve atingir a população de 9,7 bilhões de pessoas em 2050. Esse aumento no número de pessoas deve demandar crescimento na oferta de alimentos, insumos, infraestrutura e energia. De modo que, um dos grandes desafios atuais é reduzir a dependência por combustíves fósseis e emissões de gases de efeito estufa (GEE). Neste contexto, as energias renováveis são excelentes alternativas para atender essa demanda. Dentre as quais, os biocombustíveis merecem lugar de destaque e, em especial, o etanol, o qual em todo mundo se produz mais de 100 bilhões de litros. No Brasil, atualmente, a produção de etanol é majoritaria a partir de cana-de-cana. Recentemente, a indústria de etanol a partir de milho está crescendo rapidamente, de modo que, atualmente, a produção de etanol a partir de milho já representa 15% da produção nacional e pode atingir 20 % em até 2030. A indústria nacional de etanol de milho encontrou um cenário ideal no Brasil, desenvolvendo-se integrada de forma harmonica com a produção de biomassa de florestas energética e a cadeia de proteina animal. Os objetivos deste estudo foram: a) apresentar uma visão geral da indústria de etanol de milho no Brasil; b) Investigar o potencial de uso da cana energia como fonte de biomassa e de açúcares para a indústria do etanol de milho; c) avaliar os efeitos da elaboração de mosto misto obtido a partir de cana e milho sobre a fermentação alcoólica; d) investigar uma estratégia para reduzir os efeitosdeletérios de aflatoxinas que podem estar presentes no milho utilizado para a produção de etanol. Este trabalho foi organizado em 5 seções. No primeiro capítulo foi feita uma revisão da literatura na qual pode-se destacar que a produção atual de etanol de milho no país é de 4,5 bilhões de litros e deve atingir 10 bilhões de litros até 2030. No Brasil são utilizados três modelos de usinas de etanol de milho conhecidos como Usina Flex, Usina Flex Integrada e Usina Full. As fontes de energia primária adotadas por essas usinas são biomassas florestas energéticas e de cana-de-açúcar. A cana energia, pode ser aproveitada como fonte de biomassa para a geração de energia na indústria de etanol de milho, ela pode fornecer cerca de 39 toneladas de biomassa seca/ha/ano. Este potencial de produção de biomassa é 25,8% maior do que o sorgo biomassa e 278 % maior do que o eucalipto. O caldo da cana energia pode ser utilizado como uma fonte de água no preparo do particulado de milho, previamente a hidrólise do amido, podendo substituir 89% da água necessária nesta etapa do processo. Além disso, fornecer 10,5% dos açúcares redutores totais do mosto, que pode aumentar a produção de etanol. As fermentações realizadas com o uso de mosto misto, elaborado a partir de cana e milho, demonstraram rendimentos e formação de metabólitos secudários semelhantes às fermentações do mosto convencional de hidrolisado de milho. Além disso, promoveu maior produtividade das fermentações do que o mostoconvencional, possivelmente porque além água e açúcares, também deve ter suplementado alguns nutrientes as leveduras que se encontravam em concentrações deficientes no hidrolisado convencional. A produção de WDG (Wet Distillers Grains) e DDGS (Distillers Dried Grains with Solubles) é essencial para o desenvolvimento das usnia de etanol de milho no Brasil, sendo que anualmente são produzidos aproximadamente 3,2 milhões de toneladas desses coprodutos que são destinados à alimentação animal, com alto valor de mercado. Entretanto, micotoxinas, como as aflatoxinas podem ser detectadas nestes produtos. O aproveitamento de levedura vivas, na forma de probiótico, demonstrou habilidade de reduzir os efeitos hepatotóxicos em animais que receberam dietas contaminadas com aflatoxinas. De modo que, os potenciais danos da presença de micotoxinas no WDG ou DDGS podem ser minimizados com a utilização de leveduras vivas na forma de probiótico par a alimentação animal
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 28.02.2024
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/D.11.2024.tde-14082024-104614 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo NÃO é de acesso aberto

    How to cite
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    • ABNT

      BAPTISTA, Antonio Sampaio. Contribuição para a produção de etanol a partir de milho no Brasil. 2024. Tese (Livre Docência) – Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2024. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/livredocencia/11/tde-14082024-104614/. Acesso em: 10 fev. 2026.
    • APA

      Baptista, A. S. (2024). Contribuição para a produção de etanol a partir de milho no Brasil (Tese (Livre Docência). Universidade de São Paulo, Piracicaba. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/livredocencia/11/tde-14082024-104614/
    • NLM

      Baptista AS. Contribuição para a produção de etanol a partir de milho no Brasil [Internet]. 2024 ;[citado 2026 fev. 10 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/livredocencia/11/tde-14082024-104614/
    • Vancouver

      Baptista AS. Contribuição para a produção de etanol a partir de milho no Brasil [Internet]. 2024 ;[citado 2026 fev. 10 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/livredocencia/11/tde-14082024-104614/


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