Papel da resistina via CAP1 nas alterações vasculares mediadas pelo tecido adiposo perivascular em modelo experimental de artrite reumatoide (2022)
- Authors:
- Autor USP: FEDOCE, ALINE GARCIA - FMRP
- Unidade: FMRP
- Sigla do Departamento: RFA
- DOI: 10.11606/T.17.2022.tde-10042023-160053
- Subjects: ARTRITE REUMATOIDE; SISTEMA CARDIOVASCULAR; DOENÇA CRÔNICA
- Keywords: Disfunção do PVAT; Disfunção vascular; PVAT dysfunction; Resistin; Resistina; Rheumatoid arthritis; Vascular dysfunction
- Agências de fomento:
- Language: Português
- Abstract: Doenças cardiovasculares (DCV) são a maior causa de mortalidade na artrite reumatoide (AR). A inflamação crônica promove a disfunção do tecido adiposo perivascular (PVAT), resulta na perda do seu efeito anti-contrátil e contribui para as DCV. A adipocina resistina via receptores para proteína associada a adenilato ciclase 1 (CAP1) em monócitos/macrófagos promove inflamação do tecido adiposo com aumento da liberação de quimiocitocinas e recrutamento de macrófagos, eventos intimamente associados à disfunção do PVAT. Além disso, as concentrações circulantes e sinoviais de resistina estão aumentadas na AR. Portanto, neste estudo testamos a hipótese que a resistina via CAP1 contribui para a disfunção do PVAT, pelo aumento de mediadores inflamatórios e recrutamento misto de macrófagos na vasculatura, em modelo experimental de artrite induzida por antígeno (AIA). Camundongos nocautes para a resistina murina (RTN- / - ), camundongos que não expressam resistina murina, mas que expressam resistina humana em monócitos e macrófagos (hRTN+ / - / - ) e respectivos controles, machos e fêmeas, ([Wild type: (WT) C57bl/6]) foram submetidos a AIA, em modelo crônico com 2 imunizações seguido de 5 injeções intra-articulares. Parâmetros de avaliação da AIA incluindo frequência de células T CD4+ e interlecuina-17 (IL-17) nos linfonodos, diâmetro articular, hipernocicepção mecânica e escore histopatológico não diferiram entre os grupos RTN- / - , hRTN+ / - / - e WT. Na imunização, o PVAT ainda manteve seu efeito anticontrátil, avaliado em resposta à fenilefrina (FE) e vasodilatação à acetilcolina (ACh). Entretanto, na AIA o PVAT perdeu completamente o efeito anti-contrátil, independentemente do endotélio, e a resposta vasodilatadora a ACh, em machos e fêmeas WT, foi comprometida, de modo independente do PVAT. A potência ao nitroprussiato desódio (NPS) também foi menor nas artérias com PVAT de animais WT AIA. A expressão da resistina aumentou no PVAT e soro de animais WT AIA. A incubação com resistina murina ou resistina humana gerou disfunção do PVAT em animais WT e hRTN+/ - / - , similar ao observado na AIA. Ademais, animais RTN- / - AIA foram protegidos da disfunção do PVAT, enquanto animais hRTN+ / - / - AIA perderam o efeito anti-contrátil similar ao observado em WT AIA. Não houve diferenças morfológicas em artérias ou adipócitos entre os grupos com AIA. A expressão gênica de marcadores de macrófagos do tipo 1 (M1) e e do tipo 2 (M2) foi mais pronunciada em animais hRTN+/ - / - AIA comparados aos WT AIA, RTN- / - AIA e controle. As concentrações proteicas de marcadores inflamatórios TNF-α, IL-1β, IL-17, IL-6 e IL10 foram maiores no grupo hRTN+ / - / - AIA em comparação ao WT AIA, RTN- / - AIA e controle. Entretanto, a deleção da resistina, grupo RTN- / - AIA, preveniu o aumento destes marcadores inflamatórios no PVAT. A ICAM1 e IL-17 estavam aumentadas no plasma de animais WT AIA e hRTN+/ - / - AIA em comparação aos grupos controle e RTN- / - AIA. Demonstramos também que a expressão gênica de mediadores macrófagos M1 e M2 estava com aumento exacerbado no PVAT dos animais hRTN+ / - / - AIA. O número absoluto de M1 (F4/80+CD11c+ ) aumentou no PVAT de animais WT, RTN- / - , hRTN + / - / - com AIA em comparação ao controle WT. Porém, o número absoluto de M2 (F4/80+ CD206+ ) aumentou somente nos grupos WT AIA e hRTN+/ - / - AIA em comparação ao controle WT. A expressão de CAP1 foi maior nos M1 e M2 dos animais hRTN+/ - / - AIA comparada àquela aos demais grupos do estudo. Desta forma, concluímos que a resistina humana possivelmente via CAP1 promove disfunção do PVAT pelo aumentomisto de macrófagos M1 e M2 e pela amplificação de mediadores inflamatórios, contribuindo assim para a disfunção vascular na AIA
- Imprenta:
- Publisher place: Ribeirão Preto
- Date published: 2022
- Data da defesa: 13.12.2022
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
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-
ABNT
FEDOCE, Aline Garcia. Papel da resistina via CAP1 nas alterações vasculares mediadas pelo tecido adiposo perivascular em modelo experimental de artrite reumatoide. 2022. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2022. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17133/tde-10042023-160053/. Acesso em: 27 mar. 2026. -
APA
Fedoce, A. G. (2022). Papel da resistina via CAP1 nas alterações vasculares mediadas pelo tecido adiposo perivascular em modelo experimental de artrite reumatoide (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17133/tde-10042023-160053/ -
NLM
Fedoce AG. Papel da resistina via CAP1 nas alterações vasculares mediadas pelo tecido adiposo perivascular em modelo experimental de artrite reumatoide [Internet]. 2022 ;[citado 2026 mar. 27 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17133/tde-10042023-160053/ -
Vancouver
Fedoce AG. Papel da resistina via CAP1 nas alterações vasculares mediadas pelo tecido adiposo perivascular em modelo experimental de artrite reumatoide [Internet]. 2022 ;[citado 2026 mar. 27 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17133/tde-10042023-160053/ - Contribuição do IL-1RI na disfunção e remodelamento vascular na hipertensão por angiotensina II
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