Profissionais de educação física: há relação entre queixa vocal e sintomas vocais e laringofaríngeos? (2021)
- Authors:
- USP affiliated authors: BRASOLOTTO, ALCIONE GHEDINI - FOB ; SILVERIO, KELLY CRISTINA ALVES - FOB ; LIMA, CATARINA AGUIAR FERREIRA - FOB ; DIEDIO, POLLYANA NASCIMENTO - FOB ; ANTONETTI, ANGÉLICA EMYGDIO DA SILVA - FOB
- Unidade: FOB
- Subjects: CORDAS VOCAIS; DISFONIA FUNCIONAL; VOZ
- Language: Português
- Abstract: Introdução: Os profissionais da Educação Física são considerados profissionais da voz, a qual é fundamental para exercerem sua atividade laboral. Esta população pode apresentar elevado risco de desenvolvimento de disfonias, pois aplicam grande intensidade vocal para compensar a acústica desfavorável do ambiente de trabalho e ruídos competitivos. Clinicamente, observa-se pouca procura destes profissionais por ajuda especializada, mesmo quando há presença de alteração vocal. Estudos envolvendo profissionais da Educação Física são importantes para melhor compreender esta população e auxiliar nas decisões e intervenções clínicas. Objetivo: Investigar a presença de queixa vocal, analisar sintomas vocais/laringofaríngeos em profissionais da Educação Física e verificar se há relação entre esses aspectos. Método: Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa da instituição, sob o parecer 4.078.291/2020. Compõem a amostra educadores físicos entre 18 e 50 anos de idade, de ambos os sexos, que exercem a profissão por ao menos um ano em academias e que não tenham sido submetidos a tratamento/cirurgia vocal/laríngea. Os participantes responderam um questionário online na plataforma Google Forms contendo Termo Livre e Esclarecido, identificação, investigação dos critérios de inclusão/exclusão, presença/ausência de queixas vocais (e sua descrição) e investigação dos sintomas vocais/laringofaríngeos. Esses sintomas foram mensurados pelo Índice de Triagem de Distúrbios de Voz - ITDV. Este instrumento investiga a frequência de 12 sintomas vocas/laringofaríngeos, em quatro opções de resposta: nunca, raramente, às vezes e sempre. Para cada resposta “às vezes” ou “sempre”, atribui-se um ponto. Se a somatória simples totalizar cinco pontos ou mais, há indicação de distúrbio vocal que deve ser melhor avaliado.Para análise dos dados utilizou-se Teste de Correlação de Spearman (p<0,005). Resultados: Participaram do estudo 22 indivíduos: 11 mulheres e 11 homens, com idade média de 29 anos. Nove (49,5%) apresentaram queixas vocais, relatando: “ardência na garganta” (22,2%), “rouquidão” (44,4%), “cansaço ao falar” (33,3%), “garganta raspando” (22,2%), “garganta seca” (11,1%) e “dores na garganta” (11,1%). Quanto ao ITDV, os participantes com queixa vocal apresentaram primeiro quartil, mediana e terceiro quartil de 3,0, 4,0 e 6,0 pontos, enquanto que os sem queixa apresentaram primeiro quartil e mediana 0 ponto e terceiro quartil de 4,0 pontos. Houve correlação positiva e moderada entre presença/ausência de queixa vocal e ITDV (p=0,015; r=0,509). Ao observar a distribuição dos escores do ITDV, houve educadores físicos que declararam possuir queixa vocal, mas apresentaram escores baixos do protocolo. A situação inversa também foi observada: houve respostas negativas para queixas vocais, mas com escore do ITDV elevado, indicando inconsistência nos dados e provocando correlação de nível moderado. Conclusão: Conforme os dados preliminares podem-se concluir que as queixas vocais mais citadas pelos profissionais da Educação Física foram: ardência na garganta, rouquidão e cansaço ao falar; houve correlação positiva entre o ITDV e presença/ausência de queixa vocal, pois os profissionais que apresentaram queixa vocal obtiveram maiores escores no ITDV. Contudo, observou-se inconsistência nos dados, apontando que essa população pode apresentar dificuldades na percepção vocal, o que atrasaria a busca de tratamento fonoaudiológico.
- Imprenta:
- Publisher: Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo
- Publisher place: Bauru
- Date published: 2021
- Source:
- Conference titles: COFAB - Congresso Fonoaudiológico de Bauru “Profª Drª Alcione Ghedini Brasolotto”
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ABNT
LIMA, Catarina Aguiar Ferreira et al. Profissionais de educação física: há relação entre queixa vocal e sintomas vocais e laringofaríngeos? 2021, Anais.. Bauru: Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo, 2021. Disponível em: https://repositorio.usp.br/directbitstream/f027dabb-3875-4dfa-a869-e494c5977841/3087538.pdf. Acesso em: 09 jan. 2026. -
APA
Lima, C. A. F., Diedio, P. N., Brasolotto, A. G., Antonetti, A. E. da S., & Silvério, K. C. A. (2021). Profissionais de educação física: há relação entre queixa vocal e sintomas vocais e laringofaríngeos? In Anais. Bauru: Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo. Recuperado de https://repositorio.usp.br/directbitstream/f027dabb-3875-4dfa-a869-e494c5977841/3087538.pdf -
NLM
Lima CAF, Diedio PN, Brasolotto AG, Antonetti AE da S, Silvério KCA. Profissionais de educação física: há relação entre queixa vocal e sintomas vocais e laringofaríngeos? [Internet]. Anais. 2021 ;[citado 2026 jan. 09 ] Available from: https://repositorio.usp.br/directbitstream/f027dabb-3875-4dfa-a869-e494c5977841/3087538.pdf -
Vancouver
Lima CAF, Diedio PN, Brasolotto AG, Antonetti AE da S, Silvério KCA. Profissionais de educação física: há relação entre queixa vocal e sintomas vocais e laringofaríngeos? [Internet]. Anais. 2021 ;[citado 2026 jan. 09 ] Available from: https://repositorio.usp.br/directbitstream/f027dabb-3875-4dfa-a869-e494c5977841/3087538.pdf - Investigação de sintomas vocais autorreferidos e fadiga vocal após COVID-19 leve na população brasileira
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| Tipo | Nome | Link | |
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