Villa-Lobos, do maxixe moderno à forma cíclica: convertendo-se em um músico francês no Rio de Janeiro (2021)
- Autor:
- Autor USP: SALLES, PAULO DE TARSO CAMARGO CAMBRAIA - ECA
- Unidade: ECA
- DOI: 10.5216/mh.v21.61997
- Subjects: MÚSICA; SONATA; MAXIXE (MÚSICA); QUARTETO DE CORDAS; SINFONIA; ANÁLISE MUSICAL
- Keywords: Sonata cíclica; Maxixes modernos
- Agências de fomento:
- Language: Português
- Abstract: Após ensaiar seus primeiros passos como compositor em gêneros variados de música popular de salão e carnaval, e ainda arriscar gêneros “sérios” como ópera, música sacra e música de câmara, Heitor Villa-Lobos (1887-1959) estudou o Cours de Composition Musicale (1909) de Vincent d’Indy, livro ao qual teve acesso em 1914 (CORRÊA DO LAGO, 2010, p. 30-31; 80; NÓBREGA, 1969, p. 14). A Sonata Fantasia n° 2 (1914) para violino e piano, é sua primeira tentativa no domínio da forma cíclica; foi sucedida por obras como o Segundo Trio com piano (1915), a Sonata para violoncelo e piano n° 2 (1916) e o Segundo e Terceiro Quartetos de Cordas (respectivamente de 1915 e 1916). Compostas nesse meio tempo, suas primeiras quatro Sinfonias (entre 1916-1919) são supostamente “escritas no estilo do compositor francês Vincent d’Indy” (MUSEU VILLA-LOBOS, 2010, p. 34). O conceito de “sonata cíclica” não é propriamente questão de “estilo”, mas voltado à questão da estrutura formal; d’Indy fala sobre o “caráter cíclico”, no qual “temas permanentes” e “motivos condutores” estabelecem sentido de dependência entre os movimentos de uma obra musical em larga escala (D’INDY, 1909, p. 375). Segundo d’Indy, essa técnica nasce com o “gênio beethoveniano” e atinge “sua plenitude com César Franck”. O ideal de unidade pode ser atingido apenas por meio de “sinais exteriores, facilmente reconhecíveis” (D’INDY, 1909, p. 378). Este artigo analisa estratégias composicionais usadas por Villa-Lobos em sinfonias e quartetos compostos e estreados entre 1915 e 1919. Como pano de fundo, vemos o processo de “afrancesamento” do compositor, de modo a abrir caminho como compositor sinfônico no meio musical carioca
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- Título: Música Hodie
- ISSN: 2317-6776
- Volume/Número/Paginação/Ano: v. 21, 2021
- Este periódico é de acesso aberto
- Este artigo NÃO é de acesso aberto
-
ABNT
SALLES, Paulo de Tarso. Villa-Lobos, do maxixe moderno à forma cíclica: convertendo-se em um músico francês no Rio de Janeiro. Música Hodie, v. 21, 2021Tradução . . Disponível em: https://doi.org/10.5216/mh.v21.61997. Acesso em: 22 jan. 2026. -
APA
Salles, P. de T. (2021). Villa-Lobos, do maxixe moderno à forma cíclica: convertendo-se em um músico francês no Rio de Janeiro. Música Hodie, 21. doi:10.5216/mh.v21.61997 -
NLM
Salles P de T. Villa-Lobos, do maxixe moderno à forma cíclica: convertendo-se em um músico francês no Rio de Janeiro [Internet]. Música Hodie. 2021 ; 21[citado 2026 jan. 22 ] Available from: https://doi.org/10.5216/mh.v21.61997 -
Vancouver
Salles P de T. Villa-Lobos, do maxixe moderno à forma cíclica: convertendo-se em um músico francês no Rio de Janeiro [Internet]. Música Hodie. 2021 ; 21[citado 2026 jan. 22 ] Available from: https://doi.org/10.5216/mh.v21.61997 - A concisão modernista da Seresta nº 9 (Abril) de Villa-Lobos
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Informações sobre o DOI: 10.5216/mh.v21.61997 (Fonte: oaDOI API)
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