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Decidindo (não) decidir: instrumentos de influência individual na definição da agenda e do tempo dos julgamentos no STF (2020)

  • Authors:
  • Autor USP: BARBOSA, ANA LAURA PEREIRA - FD
  • Unidade: FD
  • Sigla do Departamento: DES
  • DOI: 10.11606/D.2.2020.tde-01052021-202731
  • Subjects: TRIBUNAL SUPREMO; PODER JUDICIÁRIO; DECISÃO JUDICIAL; JULGAMENTO; CONTROLE DA CONSTITUCIONALIDADE
  • Language: Português
  • Abstract: O caráter imprevisível da agenda de julgamentos do STF gera uma perplexidade. Em razão das regras regimentais e da prática consolidada, os ministros do STF têm o potencial de, individualmente, impedir a apreciação de casos por quanto tempo desejarem e até mesmo influenciar no resultado de julgamentos. A decisão sobre o que será julgado em cada sessão de julgamento depende da escolha do relator, ao liberar o caso para julgamento, do presidente, ao incluí-lo em pauta, e de todos os demais ministros, ao optarem por interromper um julgamento com pedido de vista. Esse elemento do desenho institucional tem implicações normativas. O objetivo deste trabalho é avaliar as consequências da existência dessas ferramentas para o grau de legitimidade democrática do tribunal. O referencial teórico será, portanto, as distintas teorias normativas presentes no debate que discute porque cortes são legítimas para decidir desacordos de direitos. A raiz deste debate é uma questão institucional, isto é, saber se faz ou não sentido ter uma instituição responsável por realizar o controle de constitucionalidade. Apesar disso, os elementos institucionais que caracterizam uma corte constitucional e regulam seu processo decisório raramente são explicitados nas teorias normativas. Por isso, a opção por esse referencial teórico demandou uma identificação de premissas institucionais em cada uma das teorias normativas. A reconstrução das principais teorias normativas do debate permitiu a identificação de elementos institucionais presentes como premissa em cada uma delas e, com isso, como pressuposto para a legitimidade da instituiçãoEssa ponte entre teoria e desenho institucional permitiu verificar se o desenho institucional dos poderes de agenda passa no teste de legitimidade de cada uma das teorias normativas, e se existiriam razões para justificar a existência deste elemento institucional. A conclusão indica que existem boas razões para que um tribunal controle sua própria agenda. Mas o desenho institucional específico dos poderes de agenda no STF deixa de passar até mesmo no teste das teorias normativas menos exigentes em termos institucionais
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 06.11.2020
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/D.2.2020.tde-01052021-202731 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo NÃO é de acesso aberto

    How to cite
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    • ABNT

      BARBOSA, Ana Laura Pereira. Decidindo (não) decidir: instrumentos de influência individual na definição da agenda e do tempo dos julgamentos no STF. 2020. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2020. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2134/tde-01052021-202731/. Acesso em: 16 fev. 2026.
    • APA

      Barbosa, A. L. P. (2020). Decidindo (não) decidir: instrumentos de influência individual na definição da agenda e do tempo dos julgamentos no STF (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2134/tde-01052021-202731/
    • NLM

      Barbosa ALP. Decidindo (não) decidir: instrumentos de influência individual na definição da agenda e do tempo dos julgamentos no STF [Internet]. 2020 ;[citado 2026 fev. 16 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2134/tde-01052021-202731/
    • Vancouver

      Barbosa ALP. Decidindo (não) decidir: instrumentos de influência individual na definição da agenda e do tempo dos julgamentos no STF [Internet]. 2020 ;[citado 2026 fev. 16 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2134/tde-01052021-202731/


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