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Avaliação longitudinal de fatores inflamatórios e linfócitos T reguladores em pacientes sépticos (2018)

  • Authors:
  • Autor USP: GOZZI, ALINE - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RCM
  • Subjects: SEPSE; LINFÓCITOS T; CITOCINAS
  • Keywords: Sepse; Citocinas inflamatórias; Linfócitos T reguladores; Sepsis; Inflammatory cytokines; Regulatory T lymphocytes
  • Language: Português
  • Abstract: A sepse é descrita como uma disfunção orgânica ameaçadora à vida secundária à resposta desregulada do organismo a uma infecção, e é responsável por uma alta e crescente taxa de internação hospitalar no Brasil e no mundo. Apesar da diminuição da mortalidade ao longo do tempo, efeitos da doença a longo prazo como infecções secundárias e mortes tardias têm sido observadas. A sepse caracteriza-se pela liberação de mediadores inflamatórios e posterior imunossupressão compensatória, e o distúrbio na homeostase pode causar danos às células e órgãos levando a um estado mais grave da doença. Os linfócitos T reguladores (Tregs) são células responsáveis pela tolerância periférica e modulação de processos inflamatórios e são essenciais na imunossupressão observada na sepse. Este trabalho teve por objetivo estudar a relação entre a atividade imunológica (quantificação de Tregs, monócitos e citocinas inflamatórias) e a susceptibilidade a novas infecções e mortalidade em pacientes sépticos admitidos na Unidade de Emergência do HC-FMRP-USP. Foram incluídos 33 pacientes sépticos e 34 controles saudáveis, entre outubro de 2014 e novembro de 2015. Os pacientes foram acompanhados durante a internação na admissão (D0), D2, D7, D14, D21 e D28, e 12 pacientes retornaram para avaliação pelo menos três meses após a alta. Os pacientes tiveram porcentagens de Treg em linfócitos CD4+ elevados em relação aos controles nos momentos D2 e retorno (p = 0,0004), sendo que no D2 pacientes que desenvolveramcomplicação infecciosa tiveram porcentagens significativamente menores que os que não desenvolveram complicação (p = 0,0015). Além disso, porcentagens altas de Treg na admissão (D0) correlacionaram-se inversamente com o tempo de internação dos pacientes sobreviventes (p = 0,0271). Valores absolutos de Treg nos pacientes estiveram significativamente elevados no retorno em relação à admissão (p = 0,0074). Pacientes no retorno tiveram maior porcentagem de monócitos CD163+ em relação aos controles (p = 0,036). Pacientes na admissão tiveram menor porcentagem demonócitos HLA-DR+ em relação aos controles e aos pacientes no retorno (p = 0,0057). Pacientes tiveram valores de IL-6, IL-8, IL-10 e ST2 superiores em relação aos controles em diversos momentos da internação e retorno (p < 0,0001, p < 0,0001, p = 0,0030 e p < 0,0001, respectivamente). Valores de ST2 na admissão correlacionaram-se com o escore SOFA (p = 0,0252), tempo de internação (p = 0,0105), presença de complicação infecciosa (p = 0,0356) e mortalidade (p = 0,0114) dos pacientes. Valores de IL-8 na admissão também se correlacionaram com a presença de complicação infecciosa (p = 0,0387). Podemos inferir, portanto, que apesar de uma inflamação exacerbada já na admissão dos pacientes, evidenciada por altos valores de citocinas inflamatórias, há um aumento posterior de células Treg, imunorreguladoras, no D2, e o mesmo foi benéfico em relação à recuperação mais rápida dos pacientes e instalação de uma nova infecção. Porém, aimunossupressão continua sendo exibida mesmo após a alta dos pacientes, como podemos observar com a alta porcentagem de Tregs e monócitos CD163+ e valores de IL-10 nos pacientes em retorno em relação aos controles. Além disso, muitos dos pacientes sobreviventes à primeira internação foram internados novamente, e alguns deles foram a óbito no ano seguinte
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 07.05.2018
  • Acesso à fonte
    How to cite
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    • ABNT

      GOZZI, Aline; BORGES, Marcos de Carvalho. Avaliação longitudinal de fatores inflamatórios e linfócitos T reguladores em pacientes sépticos. 2018.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2018. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-19072018-111626/ >.
    • APA

      Gozzi, A., & Borges, M. de C. (2018). Avaliação longitudinal de fatores inflamatórios e linfócitos T reguladores em pacientes sépticos. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-19072018-111626/
    • NLM

      Gozzi A, Borges M de C. Avaliação longitudinal de fatores inflamatórios e linfócitos T reguladores em pacientes sépticos [Internet]. 2018 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-19072018-111626/
    • Vancouver

      Gozzi A, Borges M de C. Avaliação longitudinal de fatores inflamatórios e linfócitos T reguladores em pacientes sépticos [Internet]. 2018 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-19072018-111626/


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