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Perfil audiológico de jovens: exposição a música amplificada (2017)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: LOPES, ANDRÉA CINTRA - FOB
  • Unidades: FOB
  • Subjects: PERFIL DE SAÚDE; AUDIÇÃO; JOVENS; SOM (MÚSICA)
  • Language: Português
  • Abstract: No Brasil, são escassos os estudos crianças e adolescentes no âmbito da audição, bem como seu perfil audiológico e suas queixas não auditivas. Hoje se sabe que os jovens estão expostos a uma intensidade que varia de 78 a 120 dBNPS tanto em casas noturnas quanto por meio de fones auriculares. Há séculos, autores se preocupam em descrever a associação à exposição ao ruído e as perdas auditivas relacionadas ao trabalho, já estudos sobre os efeitos da música amplificada e a audição tiveram início na década de 60. A partir daí, houve o questionamento se os elevados níveis sonoros produzidos por equipamentos de amplificação sonora utilizada pelas bandas de pop e rock and roll, seriam prejudiciais à audição e causar uma lesão auditiva permanente. Estudos evidenciaram, que os lugares frequentados por adolescentes, a intensidade do ruído variou de 78 dB à 111 dBNPS os quais excediam os níveis seguros, Outro fator habitual importante entre os jovens é o alto número de uso de Mp3 players. Atualmente o uso de fones entre os adolescentes tem tido um percentual elevado, muitas vezes esse uso é feito de forma incorreta, sendo utilizados por muitas horas, em forte intensidade. São dois os motivos mais preocupantes sobre este uso: a grande capacidade de memória e alta durabilidade da bateria, o que favorece seu uso por horas. O design dos fones, como os fones de inserção são os mais prejudiciais, pois são capazes de concentrar toda a energia sonora produzida dentro do conduto auditivo externo. Estudos mostraram, que a intensidade destes equipamentos podem atingir 120 dB, o que é suficiente para acarretar uma lesão adutiva. É de extrema importância considerar a evidência da perda auditiva induzida por música (PAIM) a que uma pessoa é exposta em suas atividades de lazer, entre elas a música.Nossos resultados sugerem que esta população está exposta a música amplificada tanto pelo uso dos equipamentos estéreos pessoais quanto nas atividades sociais e de lazer, como discotecas, shows e bares e sugerem também que em sua maioria o uso é feito de forma incorreta. Quanto ao conhecimento sobre música amplificada e perda auditiva, muitos acreditem que a música amplificada pode causar danos a audição, destes, muitos tiveram algum tipo de informação prévia, porém não sabem detectar exatamente os sintomas auditivos que tal exposição causa, e não tem certezas quanto a este risco. Outro fato importante é que os jovens não se preocupam com os danos que podem ser causados a longo prazo, e sim, preferem os benefícios e sensações momentâneas do uso incorreto da música amplificada. Embora tenham algumas informações, não mostraram a vontade de mudar seu comportamento. Mais estudos envolvendo música amplificada e audição são necessários, para que se possam achar os pontos de interesses estratégicos entre os jovens, e usar em campanhas efetivas quanto ao assunto. Este estudo considera que devam ser disseminadas informações consistentes e completas sobre a música amplificada, a audição e os danos que esta exposição pode trazer, a esta população de forma a atingi-los, seja pela mídia, escola ou outros meios sociais.
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  • Conference title: EIA - Encontro Internacional de Audiologia

  • How to cite
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    • ABNT

      LOPES, Andréa Cintra. Perfil audiológico de jovens: exposição a música amplificada. Anais.. São Paulo: Academia Brasileira de Audiologia, 2017.
    • APA

      Lopes, A. C. (2017). Perfil audiológico de jovens: exposição a música amplificada. In . São Paulo: Academia Brasileira de Audiologia.
    • NLM

      Lopes AC. Perfil audiológico de jovens: exposição a música amplificada. 2017 ;
    • Vancouver

      Lopes AC. Perfil audiológico de jovens: exposição a música amplificada. 2017 ;


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