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A influência do treinamento de força em parâmetros biomecânicos, morfológicos e inflamatórios de portadores de dor lombar crônica (2017)

  • Authors:
  • Autor USP: PENNONE, JULIANA - EEFE
  • Unidade: EEFE
  • Sigla do Departamento: EFB
  • Subjects: BIOMECÂNICA; TREINAMENTO DE FORÇA; DOR LOMBAR
  • Keywords: Biomarcadores inflamatórios; Biomechanics; Chronic low back pain; Inflammatory biomarkers; Strength training
  • Language: Português
  • Abstract: Apesar de ser reconhecidamente gerada por causas multifatoriais, as investigações a respeito da dor lombar crônica (DLC) são em sua maioria unidirecionais, dificultando uma visão mais ampla desse quadro. A proposta desse estudo foi investigar a DLC a partir de uma abordagem multidisciplinar, analisando parâmetros biomecânicos, morfológicos e inflamatórios. O experimento 1 objetivou a caracterização de portadores de DLC; e o Experimento 2, a influência de dois protocolos de treinamento de força na DLC, um de baixa intensidade e baixo volume (TB) e outro de alta intensidade e alto volume (TA). Em ambos os experimentos foram analisados intensidade de dor e nível de incapacidade funcional (escala analógica de dor e Índice Oswestry), Força de Reação de Solo (FRS - plataformas de força AMTI BP600900 - 2000), cinemática de membros inferiores (centrais inerciais - Noraxon) e atividade muscular do reto abdominal, oblíquos externos, multífidos lombares, glúteo médio, vasto lateral e bíceps femoral (TeleMyoDTS), durante a marcha e o sentar e levantar, citocinas inflamatórias por Multiplex em amostras de sangue e área de secção transversa (AST) dos multífidos lombares por imagem de ultrassom. No experimento 1, o grupo de portadores de DLC (n=35) em comparação ao grupo controle (n=20) apresentou maior inflamação sistêmica evidenciada por concentrações elevadas de Eotaxina e MCP-1, menor AST de multífidos lombares (8.11±0.98 vs 9.942±1.05cm²), maior e antecipado primeiro pico da FRS durante a marcha (1.19±0.11 vs 1.09±0.09 PC; 0.16±0.032 vs 0.18±0.031s), menor flexão de quadril (99.47±12.3 vs 107.44±8.46º) e menor atividade de multífidos lombares (41.08±16.15 vs 52.25±12.97 RMS) no sentar e levantar. (Continua)(Continuação) Os resultados mostraram que os portadores de DLC apresentaram alterações biomecânicas relacionadas ao controle de carga mecânica, inflamação sistêmica aumentada e menor AST de multífidos, apontando para um ambiente catabólico associado a prejuízos nas funções do aparelho locomotor. No experimento 2, embora o grupo TA (n=13) tenha apresentado maior decréscimo no score do Índice Oswestry em relação ao grupo TB (n=13), (24.31±7.89 TA pré vs 9.69±6.97 TA pós; 25.15±9.05 TB pré vs 19.73±13.35 TB pós), ambos apresentaram resultados muito semelhantes nos parâmetros analisados após intervenção: as citocinas inflamatórias foram moduladas numa direção anti-inflamatória, a AST dos multífidos lombares aumentou 15,63% e o primeiro pico da FRS diminuiu na marcha (1.21±0.03 TA pré vs 1.19±0.03 TA pós, 1.15±0.07 TB pré vs 1.09±0.07 PC TB pós), a atividade de reto abdominal diminuiu na fase de balanço da marcha (41.38±12.9 TA pré vs 24.87±12.9 TA pós; 38.86±14.13 TB pré vs 32.5±14.13 RMS TB pós) e os multífidos lombares apresentaram atividade aumentada no sentar e levantar (27.25±2.36 TA pré vs 37.59±2.36 TA pós; 30.16±2.75 TB pré vs 30.72±2.75 RMS TB pós). Assim, independentemente de intensidade e volume estudados, o treinamento de força não apenas reduziu a percepção dedor e a inflamação sistêmica, como também afetou posistivamente parâmetros biomecânicos indicativos de desempenho e controle de carga
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 22.03.2017
  • Acesso à fonte
    How to cite
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    • ABNT

      PENNONE, Juliana; SERRÃO, Julio Cerca. A influência do treinamento de força em parâmetros biomecânicos, morfológicos e inflamatórios de portadores de dor lombar crônica. 2017.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39135/tde-01062017-152303/ >.
    • APA

      Pennone, J., & Serrão, J. C. (2017). A influência do treinamento de força em parâmetros biomecânicos, morfológicos e inflamatórios de portadores de dor lombar crônica. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39135/tde-01062017-152303/
    • NLM

      Pennone J, Serrão JC. A influência do treinamento de força em parâmetros biomecânicos, morfológicos e inflamatórios de portadores de dor lombar crônica [Internet]. 2017 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39135/tde-01062017-152303/
    • Vancouver

      Pennone J, Serrão JC. A influência do treinamento de força em parâmetros biomecânicos, morfológicos e inflamatórios de portadores de dor lombar crônica [Internet]. 2017 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39135/tde-01062017-152303/

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