Influência do LPS e do zinco na interação mãe e filhote (2016)
- Authors:
- Autor USP: NASCIMENTO, AMANDA FLORENTINA DO - FMVZ
- Unidade: FMVZ
- Sigla do Departamento: VPT
- Subjects: COMPORTAMENTO ANIMAL; ECOLOGIA ANIMAL; NEUROQUÍMICA DE ANIMAL
- Keywords: Comportamento maternal; Febre; Fever; Lipopolissacarídeo; Lipopolysaccharide; Maternal behavior; Zinc; Zinco
- Language: Português
- Abstract: O comportamento materno consiste em um conjunto de mudanças comportamentais e fisiológicas, exercidas pelos indivíduos adultos em torno dos indivíduos reprodutivamente imaturos, garantindo sua sobrevivência e a propagação de sua espécie. A interação mãe e filhote é tida tipicamente como simbiótica. Os filhotes quando separados da mãe sinalizam para serem recolhidos através de dicas olfativas, visuais e da vocalização que representa uma forma de comunicação filhote e mãe. O modelo de febre clássico e amplamente empregado envolve a utilização do lipopolissacarídeo (LPS), principal componente da parede celular de bactérias Gram-Negativas. Além da febre, as infecções apresentam uma cadeia de respostas não especificas do hospedeiro que se sabe estarem envolvidos em muitas das funções vitais, incluindo a resposta imune estas incluem a hipozinquemia. Sendo assim, fêmeas virgens, gestantes e lactantes receberam LPS (100 µg/kg, i.p.) e foram tratadas com zinco (2 mg/kg, s.c.) O peso corporal, consumo de água, ração, e a temperatura corporal foram medidas por noventa e seis horas, duas horas após a administração do LPS. No quinto dia de lactação foram observados o comportamento maternal, a atividade geral em campo aberto e a vocalização ultrassônica nos filhotes. No dia do desmame os filhotes dessas fêmeas receberam um desafio com LPS (50 µg/kg, i.p.) e duas horas após a administração, foram observados a atividade geral em campo aberto, e o burst e fagocitose deneutrófilos. Observamos que: 1) Em ratas virgens, gestantes e lactantes, a exposição ao LPS e o tratamento com zinco modificou de forma específica a temperatura e peso corporal, consumo de água e ração e a atividade geral observadas em campo aberto; 2) No período de lactação, houve redução da latência para busca do primeiro filhote. Na prole das fêmeas lactantes verificou-se que: 3) Houve alteração no padrão de vocalização dos filhotes; 4) houve alteração na atividade geral observada em campo aberto e no burst e fagocitose de neutrófilos no vigésimo primeiro dia pós natal, após um desafio com a endotoxina, Assim, os resultados indicam que a administração de LPS e o tratamento com zinco têm seus efeitos modulados conforme o estágio fisiológico em que a fêmea se encontra, e interfere com a interação mãe/filhote, resultando em efeitos de curto e longo prazo sobre o comportamento dos filhotes. A partir deste trabalho, a possibilidade da exposição de mães à endotoxina bacteriana e da modulação de seus efeitos pelo zinco programar as respostas inflamatórias dos filhos torna-se factível
- Imprenta:
- Data da defesa: 25.02.2016
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ABNT
NASCIMENTO, Amanda Florentina do. Influência do LPS e do zinco na interação mãe e filhote. 2016. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2016. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10133/tde-04052016-152636/. Acesso em: 09 maio 2026. -
APA
Nascimento, A. F. do. (2016). Influência do LPS e do zinco na interação mãe e filhote (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10133/tde-04052016-152636/ -
NLM
Nascimento AF do. Influência do LPS e do zinco na interação mãe e filhote [Internet]. 2016 ;[citado 2026 maio 09 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10133/tde-04052016-152636/ -
Vancouver
Nascimento AF do. Influência do LPS e do zinco na interação mãe e filhote [Internet]. 2016 ;[citado 2026 maio 09 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10133/tde-04052016-152636/
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