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Apneia Obstrutiva do Sono e Aterosclerose: uma abordagem translacional (2015)

  • Autor:
  • Autor USP: DRAGER, LUCIANO FERREIRA - FM
  • Unidade: FM
  • Sigla do Departamento: MCP
  • Subjects: SONO; APNEIA; ARTERIOSCLEROSE; DOENÇAS CARDIOVASCULARES; CAMUNDONGOS
  • Language: Português
  • Abstract: A apneia obstrutiva do sono (AOS) é uma condição clínica muito comum caracterizada por episódios recorrentes de obstrução parcial ou completa das vias aéreas superiores durante o sono. Por causa dos eventos respiratórios, importantes fenômenos ocorrem tais como a redução abrupta da pressão intratorácica, a hipóxia intermitente e fragmentação do sono. Evidências crescentes apontam que a AOS está relacionada com um aumento no risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, incluindo o infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral. Neste texto sistematizado apresento de forma cronológica a evolução de uma linha de pesquisa sobre o impacto da AOS sobre a lesão vascular, com especial enfoque na aterosclerose. Nos estudos iniciais, demonstramos que a AOS estava associada à presença de sinais precoces de aumento da rigidez arterial e aterosclerose em pacientes sem co-morbidades, pacientes com hipertensão arterial e na síndrome metabólica. Realizamos um estudo randomizado em que tratamos a AOS com a pressão positiva contínua de vias aéreas superiores (CPAP), considerado o tratamento de escolha da AOS, por 4 meses. Comparado ao grupo controle (pacientes com AOS que não fizeram nenhuma intervenção), pacientes tratados com o CPAP apresentaram reduções significantes da rigidez arterial e da espessura da camada íntima-média da carótida. Estes dados apontavam que a AOS estava mais do que associada com a aterosclerose. No intuito de explorar potenciais mecanismos que poderiam ajudar a explicar comoa AOS promovia a lesão vascular, realizei um Pós-Doutorado em pesquisa experimental onde utilizei um modelo que induzia hipóxia intermitente em camundongos no intuito de mimetizar as dessaturações de oxigênio observadas nas formas importantes da AOS. Um dos focos de atenção era explorar a remoção (clearance) de lipoproteínas ricas em triglicérides na circulação, pois trabalhos prévios sugeriam que a hipóxia intermitente era caracterizada pelo aumento dos triglicérides e pelas lipoproteínas de muito baixa densidade (VLDL). De fato, mostramos que a indução crônica de hipóxia intermitente em camundongos promoveu uma redução da remoção de lipoproteínas e uma inibição significante da lipase lipoproteica (LPL) no tecido adiposo, uma importante enzima responsável pela hidrólise de quilomicroms e VLDL. Em paralelo, observamos que a hipóxia intermitente promoveu um aumento da Angiopoietina-4, um potente inibidor da LPL. Usando uma abordagem mecanística, utilizamos anticorpos neutralizantes contra a Angiopoietina-4 na prevenção da dislipidemia e da aterosclerose induzida pela hipóxia intermitente. Ao usarmos camundongos susceptíveis à aterosclerose, mostramos que a hipóxia intermitente exacerbava a dislipidemia e acelerava o processo de aterosclerose nestes animais, mas estes eventos eram abolidos quando usávamos os anticorpos neutralizantes contra a Angiopoietina-4. Em conjunto, os dados obtidos com estudos clínicos e experimentais sugerem um importante papel da AOS no desenvolvimento da aterosclerose.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 11.11.2015

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    • ABNT

      DRAGER, Luciano Ferreira. Apneia Obstrutiva do Sono e Aterosclerose: uma abordagem translacional. 2015.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015.
    • APA

      Drager, L. F. (2015). Apneia Obstrutiva do Sono e Aterosclerose: uma abordagem translacional. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Drager LF. Apneia Obstrutiva do Sono e Aterosclerose: uma abordagem translacional. 2015 ;
    • Vancouver

      Drager LF. Apneia Obstrutiva do Sono e Aterosclerose: uma abordagem translacional. 2015 ;


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