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Uma macrofisiologia em caranguejos neotropicais do entremarés: temperatura e filogenia na evolução de compromissos funcionais (2015)

  • Authors:
  • Autor USP: FARIA, SAMUEL COELHO DE - FFCLRP
  • Unidade: FFCLRP
  • Sigla do Departamento: 592
  • Subjects: CRUSTÁCEOS; CARANGUEJO; FISIOLOGIA ANIMAL; EXPRESSÃO GÊNICA
  • Language: Português
  • Abstract: A temperatura é um fator determinante na evolução biogeográfica dos ectotermos pela ubiquidade de efeitos expressos em todos os níveis de organização biológica. Contudo, padrões macrofisiológicos são historicamente discutidos negligenciando-se o papel do componente filogenético na variação fisiológica térmica total. Espécies de caranguejos Eubrachyura distribuem-se por toda a região neotropical, sendo aquelas do entremarés ocorrentes nas províncias zoogeográficas brasileira (T média anual de 26 °C), argentina (T=15 °C) e/ou magalhânica (T=9 °C). Estas são definidas, principalmente, com base na temperatura da água costeira Nesse agrupamento, procurou-se responder (i) se existe um padrão filogenético da fisiologia térmico-metabólica, e em que nível da filogenia ele é revelado; (ii) se temperatura dirige tal evolução fisiológico, e em quais níveis de organização; e (iii) como mecanismos subcelulares e sistêmicos integram-se, e como respondem conjuntamente às pressões ambientais e aos compromissos funcionais. Para isso, em 12 espécies de eubraquiúros coligidas no verão das 3 províncias, determinaram-se os limites térmicos críticos inferior (LI50) e superior (LS50); e caracterizaram-se os parâmetros sistêmicos 'consumo massa-específico de oxigénio' (QO2) e 'concentração de lactato hemolinfático' ([lac]), bem como os cinéticos KmPyr, coeficiente catalítico e atividade específica máxima (Vm) da LDH. Apresentou-se, também, a expressão do RNAm da LDH e HSP70 em 5 delas. Foi conduzida uma análise cladística por Maximum likelihood do gene 16S, considerando também outras espécies representativas, para análises comparativas filogenéticas subsequentes. As temperaturas do micro-habitat (TMH) foram bastante consistentes entre as espécies das províncias brasileira e argentina, essas maiores que aquela média da província magalhânica. O LI50 demonstrou umaevolução mais plástica, com picos adaptativos mentidos por seleção estabilizadora, enquanto o LS50 demonstrou-se correlacionado à filogenia, possivelmente como efeito de evolução neutra. Não foi demonstrado um padrão filogenético do QO2, mas sim uma evolução dirigida por província zoogeográfica sob seleção estabilizadora, enquanto a [lac] mostrou-se correlacionado à filogenia e sem efeito província. A menor tolerância à elevadas temperaturas pelas espécies da patagônia decorre da combinação do limitado escopo aeróbico à insuficiência energética pela proeminente anaerobiose, esta possivelmente dirigida pela demanda por oxigênio sistêmico. A expressão do RNAm da HSP70 nas temperaturas controle foi consistentemente menor que aquela observado na exposição aos subcríticos inferior e superior, e também menor nas espécies da província argentina, em relação àquelas da brasileira. A 'temperatura ótima' da Vm da LDH foi ≈ 50 °C e, na fixa de 25 °C, houve uma tendência de menores atividades em espécies de províncias de maiores latitudes. Contudo, os menores níveis de RNAm da LDH em espécies da província argentina sugere menor concentração enzimática intracelular em espécies de regiões mais frias, o que tenderia a elevar a atividade específica (compensação térmica). Observou-se uma evolução de maiores poderes catalíticos em espécies de menores TMH, e uma conservação da afinidade (KmPyr) nas respectivas TMH e no controle das províncias brasileira e argentina: um compromisso na evolução cinética da LDH com a manutenção da capacidade ligante pela alteração da eficiência catalítica Nota-se, assim, que tais padrões macrofisiológicos em Eubrachyura resultam de um continuo de funções comprometidas umas às outras, essas dirigidas pela temperatura ambiental mas com significativo efeito de herança compartilhada
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 31.08.2015

  • How to cite
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    • ABNT

      FARIA, Samuel Coelho de; MCNAMARA, John Campbell. Uma macrofisiologia em caranguejos neotropicais do entremarés: temperatura e filogenia na evolução de compromissos funcionais. 2015.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2015.
    • APA

      Faria, S. C. de, & McNamara, J. C. (2015). Uma macrofisiologia em caranguejos neotropicais do entremarés: temperatura e filogenia na evolução de compromissos funcionais. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Faria SC de, McNamara JC. Uma macrofisiologia em caranguejos neotropicais do entremarés: temperatura e filogenia na evolução de compromissos funcionais. 2015 ;
    • Vancouver

      Faria SC de, McNamara JC. Uma macrofisiologia em caranguejos neotropicais do entremarés: temperatura e filogenia na evolução de compromissos funcionais. 2015 ;


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