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Efeito do Extrato Padronizado de Própolis (EPP-AF) sobre a atividade in vivo da Glicoproteína-P: estudo clínico em voluntários sadios (2014)

  • Authors:
  • Autor USP: VALE, GABRIEL TAVARES DO - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RFA
  • Subjects: PRÓPOLIS (EFEITOS); EXTRATOS (FORMAS FARMACÊUTICAS); FARMACOCINÉTICA; PLASMA
  • Language: Português
  • Abstract: O efeito de um determinado fármaco está intimamente ligado à sua concentração plasmática. Quando administrado via oral, a concentração plasmática de um determinado fármaco será influenciada por sua absorção, metabolismo, distribuição e excreção. A disposição cinética de fármacos pode ser afetada por modificações no seu metabolismo e na sua excreção. Entretanto, modificações na atividade de diversos transportadores de membrana podem, igualmente, influenciar em propriedades farmacocinéticas. Dentre estes transportadores, a glicoproteína P (P-gP) é uma proteína de extrusão ATP-dependente amplamente expressa em diferentes tecidos e tem sido associada a processos de excreção biliar e renal, assim como na absorção intestinal. A fexofenadina, um anti-histamínico da classe das piperidinas de segunda geração, é um importante marcador da atividade da PgP por ser um fármaco que sofre mínima metabolização pelos CYPs (Citrocromo P450) e ser principalmente transportado por essa enzima. Está distribuído na clínica na forma de mistura racêmica dos enantiômeros (R)-(+) e S-(-), sendo o S-(-) responsável por uma atividade farmacológica maior e melhor afinidade pela Pg-P. O própolis, fármaco de estudo deste trabalho, é uma resina coletada de diversas partes das plantas, por abelhas da espécie Apis melífera. Apresenta várias propriedades biológicas e farmacológicas, entre elas propriedades imunomodulatórias, antitumorais, antiinflamatórias, antioxidantes, antibacterianas, antivirais, antifúngicas e antiparasitárias. A partir da importância farmacológica apresentada pelo extrato padronizado de própolis (EPP-AF®), o presente projeto teve como objetivo principal a avaliação do potencial deste extrato em alterar a função “in vivo” da glicoproteína P (P-gP), utilizando como marcador a disposição cinética da fexofenadina. Para isso, foi feito um estudofarmacocinético aberto e cruzado com 14 voluntários sadios em duas fases, uma com fexofenadina 120mg racêmica e a outra com fexofenadina 120mg racêmica + EPP-AF, após 7 dias de uso do extrato da própolis. Em ambas as fases, foram colhidas amostras seriadas de sangue imediatamente antes da administração da fexofenadina, e em 0,5; 1; 1,5; 2; 3; 4; 6; 8; 12; 16 e 24 horas após a administração do fármaco. Para análise dos plasmas obtidas (tempos 0,5; 1; 1,5; 2; 3; 4; 6; 8; 12; 16 e 24 horas), foi desenvolvida um método analítico em HPLC com uso de uma coluna quiral (Chirobiotic V) e fase móvel constituída de 97% de metanol e 3% de acetato de amónio 7mmol/L em pH de 4,25 na vazão de 0,7 mL/min. O sistema de detecção utilizado foi espectrometria de massas (MS/MS). A curva analítica foi composta pelos pontos 0,05, 0,1, 1, 10, 50, 100 e 200 ng de cada enantiômero da fexofenadina/ mL de plasma. O método foi considerado linear, preciso, exato e isento de efeito matriz, além de estável para análises de até 48 horas pós-processamento das amostras. Após a comparação da disposição farmacocinética dos enantiômeros da fexofenadina foi possível perceber que a glicoproteína-P é uma enzima enantiosseletiva, tendo maior afinidade pelo enantiômero S, apresentando uma razão de AUC (Área sob a curva) R/S de 1,96. Além disso, houve redução significativa da AUC (700,4 vs 425,2 ng*h/mL da S-Fexofenadina; 1377 vs 787,6 ng*h/mL da R-Fexofenadina) e do Cmax (133 vs 84,5 ng/mL para S-Fexofenadina; 244,3 vs 149,4 ng/mL para R-Fexofenadina) da fexofenadina, ao mesmo tempo em que se observou um aumento significativo do Clearance (171,3 vs 282,3 para a S-Fexofenadina; 87,15 L/h vs 151,4 L/h para a R-Fexofenadina). Estes dados sugerem uma possível indução enzimática da glicoproteína-P pelo EPP-AF, mostrando que medicamentos de origem da bioflora, mesmo em uso popular podem apresentar potencialclinicamente significativo de interação medicamentosa
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 04.02.2014

  • How to cite
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    • ABNT

      VALE, Gabriel Tavares; COELHO, Eduardo Barbosa; LANCHOTE, Vera Lucia. Efeito do Extrato Padronizado de Própolis (EPP-AF) sobre a atividade in vivo da Glicoproteína-P: estudo clínico em voluntários sadios. 2014.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2014.
    • APA

      Vale, G. T., Coelho, E. B., & Lanchote, V. L. (2014). Efeito do Extrato Padronizado de Própolis (EPP-AF) sobre a atividade in vivo da Glicoproteína-P: estudo clínico em voluntários sadios. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Vale GT, Coelho EB, Lanchote VL. Efeito do Extrato Padronizado de Própolis (EPP-AF) sobre a atividade in vivo da Glicoproteína-P: estudo clínico em voluntários sadios. 2014 ;
    • Vancouver

      Vale GT, Coelho EB, Lanchote VL. Efeito do Extrato Padronizado de Própolis (EPP-AF) sobre a atividade in vivo da Glicoproteína-P: estudo clínico em voluntários sadios. 2014 ;


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