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Subjetividade em discursos de livros de autoajuda (2013)

  • Authors:
  • Autor USP: CHIARETTI, PAULA - FFCLRP
  • Unidade: FFCLRP
  • Sigla do Departamento: 594
  • Subjects: SUBJETIVIDADE; DISCURSO; LIVROS; AUTOAJUDA; SINTAXE; SUJEITO
  • Language: Português
  • Abstract: Esta pesquisa objetiva investigar o discurso de livros de autoajuda. Partindo do paradoxo semântico encontrado no sintagma livros de auto ajuda, retraçamos o caráter inevitavelmente contraditório da constituição subjetiva por conta da sua sujeição ao inconsciente e à ideologia. Contraditório, pois a sujeição é contemporânea à sua própria dissimulação, resultando um eu aparentemente autónomo e livre. A fim de destacar os traços específicos desse discurso, recorremos a uma analise discursiva de diversos títulos de livros de autoajuda que toma como ponto de partida a escolha sintático. Foram destacadas e analisadas com maior profundidade três ocorrências sintáticas: o advérbio corno seguido de verbo no infinitivo, o verbo conjugado no imperativo e as construções nas quais está presente o pronome reflexivo se. Dado que não exista um discurso completamente novo, os traços formais destacados nessa análise pretendem estabelecer uma genealogia desse discurso ao relacioná-lo a outros anteriores e prescritivos. Apoiados em um contexto histórico, no qual a autonomia e a liberdade de escolha se encontram em evidência, e em funcionamentos específicos de instâncias psíquicas, como é o caso do imperativo superegóico e a orientação em direção ao Eu ideal, por exemplo, esses discursos prescritivos encontrariam atualmente um terreno fértil para sua produção. Observou-se que ao contrario do caráter conflitivo da subjetividade apontado por Freud, Lacan e Pêcheux, os livros de autoajuda contam com uma subjetividade na qual a livre escolha e a autonomia não são somente possíveis, mas desejáveis. Dessa maneira, tomamos esse discurso como um indício de um sintoma social a partir do qual podemos também ler alguns aspectos da contemporaneidade, como alta incidência de diagnósticos de depressão, medicalização e o direito à felicidade, por exemplo, relacionados às transformações das encarnaçõesde Outro. Conclui-se que o capitalismo, o consumo, a ciência e a oportunidade de "ser o que quiser ser" não livraram o homem dos imperativos e das injunções superegóicas. Ao contrário, ao se dissimularem em discursos que alimentam o sentimento de autonomia do eu, se tornaram mais poderosos que nunca
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 24.04.2013

  • How to cite
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    • ABNT

      CHIARETTI, Paula. Subjetividade em discursos de livros de autoajuda. 2013. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2013. . Acesso em: 10 jan. 2026.
    • APA

      Chiaretti, P. (2013). Subjetividade em discursos de livros de autoajuda (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Chiaretti P. Subjetividade em discursos de livros de autoajuda. 2013 ;[citado 2026 jan. 10 ]
    • Vancouver

      Chiaretti P. Subjetividade em discursos de livros de autoajuda. 2013 ;[citado 2026 jan. 10 ]

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