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O que quer uma mulher segundo o discurso da revista feminina (2008)

  • Authors:
  • Autor USP: CHIARETTI, PAULA - FFCLRP
  • Unidade: FFCLRP
  • Sigla do Departamento: 594
  • Subjects: ANÁLISE DO DISCURSO; PSICANÁLISE; MULHERES; SUBJETIVIDADE
  • Keywords: Análise do discurso Pêcheutiana; Revista feminina; Discourse analysis; Feminine magazine; Psychoanalysis; Woman
  • Language: Português
  • Abstract: As revistas femininas surgem como um saber oficial que, de forma "objetiva e imparciar, produz um efeito de transparência de sentido e de verdade sobre a mulher. Segundo a Análise do Discurso Pêcheutiana -AD (referencial teórico-metodológico adotado nesta pesquisa), este apagamento do processo de constituição do sentido faz com que o sujeito se reconheça e venha a ocupar o lugar ao qual é chamado no discurso. O sujeito é, nessa perspectiva, uma posição discursiva. Interpelado pela ideologia, o sujeito cria sentidos. Isto porque há uma necessidade de que os sentidos se sedimentem de modo a formar um universo logicamente estabilizado. Entretanto, Freud ao final da sua obra se pergunta "o que quer a mulher?", enquanto que lacan, no retorno à obra freudiana, propõe sua provocante fórmula "A mulher não existel/. Esta dissertação tem como objetivo analisar recortes de revistas femininas de diversas épocas (de 1917 a 2007) a fim de propor como estas revistas constroem sentidos sobre o que é e o que quer a mulher a partir das condições de produção do discurso. Como a AD se interessa pela determinação histórica dos processos de significação, torna-se importante retomar a história do feminismo e textos acadêmicos de feministas, ambos tomados aqui como um interdiscurso presente no discurso das revistas femininas. Enquanto a Psicanálise tenta investigar como A mulher se constitui, a preocupação das revistas femininas é descrever a mulher e suas condutas,sedimentando e naturalizando sentidos e dando origem a uma norma de identificação. A Psicanálise trata de A mulher como uma posição do sujeito diante do gozo e da submissão à norma fálica (não-toda), de forma que A mulher não formaria uma regra como o homem, elas somente poderiam ser contadas uma a uma. Na via contrária, as revistas femininas constroem sentidos por meio de genéricos discursivos (fórmulas encapsuladas que codificam valores e crenças), naturalizando os sentidos atribuídos à mulher e suas atividades. Concluímos que tanto o movimento feminista, a fim de que funcione promovendo mudanças e rupturas de toda ordem (moral, religiosa, jurídica), quanto as revistas femininas, ao contrário da Psicanálise, propõem uma positividade de um sujeito universal mulher
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 31.07.2008
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    • ABNT

      CHIARETTI, Paula. O que quer uma mulher segundo o discurso da revista feminina. 2008. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2008. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-20072016-170040/. Acesso em: 16 abr. 2026.
    • APA

      Chiaretti, P. (2008). O que quer uma mulher segundo o discurso da revista feminina (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-20072016-170040/
    • NLM

      Chiaretti P. O que quer uma mulher segundo o discurso da revista feminina [Internet]. 2008 ;[citado 2026 abr. 16 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-20072016-170040/
    • Vancouver

      Chiaretti P. O que quer uma mulher segundo o discurso da revista feminina [Internet]. 2008 ;[citado 2026 abr. 16 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-20072016-170040/

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