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Atuação do fonoaudiólogo na saúde ambiental (2012)

  • Autor:
  • Autor USP: LOPES, ANDRÉA CINTRA - FOB
  • Unidade: FOB
  • Subjects: FONOAUDIÓLOGOS; SAÚDE AMBIENTAL; CIRURGIÕES-DENTISTAS
  • Language: Português
  • Abstract: Os profissionais da área da saúde estão expostos a vários riscos, entre eles: físicos, químicos, biológicos e psicológicos. Na prática odontológica, o cirurgião está sujeito aos efeitos nocivos provocados por diversos agentes, entre eles o ruído provocado pelo motor de alta e baixa rotação, compressor, ar condicionado, amalgamador, sugador, instrumentos como brocas de alta velocidade e sistemas de ejeção. Entre outros instrumentos ruidosos estão às máquinas ultra-sônicas, cortadores de modelos, equipamentos de alta velocidade de sucção e vibração, entre outros. A preocupação com medidas preventivas já é bastante antiga, a American Dental Association, desde 1959 recomendava avaliações audiométricas periódicas e uso de proteção auditiva. Dessa forma, este estudo investigou os limiares de audibilidade de cirurgiões dentistas, auxiliares e protéticos. Participaram deste estudo 108 participantes, subdivididos em diferentes grupos, sendo três grupos experimentais, sendo o (G I) formado por cirurgiões dentistas, (G II) formado por protéticos e (G III) por auxiliares. Para todos os indivíduos foram aplicadas as seguintes provas: Entrevista específica, Inspeção otológica clínica, Medidas da imitância acústica, ATL e AT-AF, Logoaudiometria, EOE-t e EOE-PD. Os resultados evidenciaram que a média de idade do GI foi de 34,05 anos, a média dos limiares variam de 5,68 dB a 21,59dB para OD e 3,64 dB a 23, 07 dB para OE, no G II a média de idade foi de 37,94 anos, a média dos limiares variam de 5,42 dB a 32,78 dB para OD e 5,42 dB a 59,14 dB para OE, no G III a média de idade foi de 35, 07 anos, a média dos limiares variam de 8,39 dB a 25,18 dB para OD e 4,64 dB a 25,18 dB para OE. Houve correlação estatisticamente significante entre o limiar de audibilidade e a presença e ausência das emissões otoacústicas transientes e por produto de distorção.O nível de ruído das clínicas odontológicas variou de 72 a 86 dBNPS, o nível de ruído da caneta de alta rotação variou de 76 as 86 dB e o ultra-som variou de 71 a 82 dB. Conclusão: a avaliação audiológica convencional não identificou exames alterados para os três grupos testados, no entanto, os exames da avaliação audiológica complementar indicaram comprometimento do sistema auditivo, portanto indicam maior sensibilidade na detecção precoce de alterações auditivas. A medição do nível de pressão sonora neste ambiente de trabalho pode provocar alteração dos limiares auditivos com o tempo de trabalho durante os anos de atuação na profissão, visto que, outro fator que pode comprometer ainda mais este quadro é em relação à proximidade do cirurgião dentista à fonte geradora de ruído.
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  • Source:
  • Conference titles: Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia

  • How to cite
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    • ABNT

      LOPES, Andréa Cintra. Atuação do fonoaudiólogo na saúde ambiental. Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. São Paulo: Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. . Acesso em: 25 jan. 2026. , 2012
    • APA

      Lopes, A. C. (2012). Atuação do fonoaudiólogo na saúde ambiental. Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. São Paulo: Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia.
    • NLM

      Lopes AC. Atuação do fonoaudiólogo na saúde ambiental. Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. 2012 ; 17[citado 2026 jan. 25 ]
    • Vancouver

      Lopes AC. Atuação do fonoaudiólogo na saúde ambiental. Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. 2012 ; 17[citado 2026 jan. 25 ]


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