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Remediação de solos como disposição final para lodos de estação de tratamento (2012)

  • Authors:
  • Autor USP: ROSA, LILIAN RODRIGUES - FFCLRP
  • Unidade: FFCLRP
  • Sigla do Departamento: 593
  • Subjects: SOLOS; METAIS; TRATAMENTO DE ÁGUA
  • Language: Português
  • Abstract: O crescimento da demanda por água potável tem implicado em um aumento da quantidade de resíduos nas estações de tratamento de água (ETA). O destino do lodo produzido nas ETAs é um problema de relevância ambiental, já que há muito tempo, o destino destes resíduos vinha sendo os cursos d'água próximos das estações, no entanto, a crescente preocupação e a regulamentação têm restringido ou proibido essa disposição, devido à elevada carga inorgânica presente. Em vista deste fato, foi estudada uma forma de se reutilizar este resíduo na imobilização de metais tóxicos como Pb e Cd em solos contaminados devido a alta quantidade de matéria orgânica e de óxidos de ferro e alumínio que podem atuar como superfícies de adsorção para estes metais. Para isto, neste estudo foram investigadas as características do solo e do lodo; o potencial de adsorção de metais (no lodo e no solo) através do ensaio de adsorção; a concentração total de Pb e Cd nos solos contaminados; a bioacessibilidade dos metais quando diversas quantidades de lodo estão misturadas a estes solos contaminados e através da extração sequencial estudou-se a distribuição destes metais no solo, ou seja, se estão fortemente ligados a estrutura cristalina ou se são facilmente lixiviados. Todas as medidas foram realizadas por espectrometria de absorção atômica com atomização eletrotérmica (ET AAS) e com chama (F AAS) para o ensaio de adsorção. Para o procedimento de digestão ácida foi empregado o método USEPA 3050B, para a extração sequencial utilizou-se o método proposto por Elliott e para o ensaio de bioacessibilidade utilizou-se o procedimento proposto por Yu et al. Foram feitas otimizações do tempo para o ensaio de absorção, sendo 48 horas o melhor tempo para a amostra de solo com Pb e de 24 horas para o restante das amostras. O procedimento de digestão ácida pelo método USEPA 3050B foi validado usando a amostra certificadaTrace metais Domestc Sewage Sludge 3 (CRM031-040) e obteve-se uma boa concordância entre os resultados obtidos com os certificados. Os resultados da caracterização mostraram que o lodo possui granulometria semelhante ao solo, porém, possui uma quantidade de matéria orgânica 3,28 vezes maior que o solo e uma CTC duas vezes maior que a do solo. Os ensaios de adsorção mostraram que o perfil do solo e do lodo (tanto para o Pb quanto para o Cd) seguiu a isoterma de Langmuir, e a partir dela pode-se notar que o lodo consegue reter uma quantidade 5 vezes maior de Pb do que o solo e uma quantidade 1,5 vezes maior de Cd, sendo que estes metais ficam ligados mais fortemente ao Iodo de acordo com os valores da constante relacionada à energia de ligação. Os ensaios de bioacessibilidade mostraram que a primeira etapa (‘saliva mais fluido-gástrico’) possui maior quantidade de extração para ambos os metais se comparada a segunda etapa (‘saliva/fluido-gástrico mais fluido intestinal’) devido ao seu pH ácido. Observou-se que houve queda de 28% na bioacessibilidade do Pb e de 34,5% de Cd após 4 meses de envelhecimento na amostras que continha maior quantidade de Iodo. Na extração sequencial foi observado que o Pb tem maior tendência a se acumular aos óxidos de ferro, manganês e alumínio (etapa 3), sendo que na amostra com maior quantidade de Iodo o percentual (após 4 meses de envelhecimento) foi de 81,05% contra 66,65% na amostra contendo menos Iodo. O Cd na extração sequencial se mostrou um metal com alta mobilidade, com alta porcentagem de extração na primeira etapa. Porém, o Cd após 4 meses de envelhecimento mostrou tendência a se acumular na etapa extraível em solução ácida e na etapa residual. Observou-se que na amostra com maior quantidade de Iodo, a porcentagem de Cd facilmente lixiviado passou de 46,73% para 5,82% após os 4 meses de envelhecimento, enquanto que a amostra com menor quantidade de Iodo após4 meses de envelhecimento essa porcentagem foi de 11,12%
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 16.03.2012

  • How to cite
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    • ABNT

      ROSA, Lilian Rodrigues. Remediação de solos como disposição final para lodos de estação de tratamento. 2012. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2012. . Acesso em: 28 fev. 2026.
    • APA

      Rosa, L. R. (2012). Remediação de solos como disposição final para lodos de estação de tratamento (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Rosa LR. Remediação de solos como disposição final para lodos de estação de tratamento. 2012 ;[citado 2026 fev. 28 ]
    • Vancouver

      Rosa LR. Remediação de solos como disposição final para lodos de estação de tratamento. 2012 ;[citado 2026 fev. 28 ]


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