Atividade neuroprotetora e anticonvulsivante da Parawixina 11, isolada da peçonha da aranha Parawixia bistriata (Araneae, Araneidae) em ratos Wistar submetidos ao status epilepticus por pilocarpina (2011)
- Authors:
- Autor USP: PEREIRA, ADRIANA COLSERA - FFCLRP
- Unidade: FFCLRP
- Sigla do Departamento: 594
- Subjects: ANTICONVULSIVANTES; VENENOS DE ORIGEM ANIMAL; ARANHAS
- Language: Português
- Abstract: As drogas anticonvulsivantes convencionais provocam efeitos colaterais graves que limitam seu uso crônico. Desta forma, faz-se necessário buscar fontes alternativas de compostos neuroativos, como os encontrados nas peçonhas de artrópodes. Estes compostos interagem com diversos tecidos biológicos, incluindo, o nervoso. Neste contexto, nosso grupo de pesquisa tem trabalhado com compostos neuroativos isolados da peçonha da aranha Parawixia bistriata e um deste foi a Parawixina 11, que apresentou efeitos anticonvulsivantes contra indução de crises agudas em ratos. O objetivo de nosso estudo foi avaliar a atividade neuroprotetora e anticonvulsivante da Parawixina 11 em ratos Wistar submetidos à indução de status epilepticus (SE) pela injeção i.c.v. de pilocarpina, monitorando funcional e morfologicamente o hipocampo, comparando-se ao riluzol, ketamina e diazepam. Ratos Wistar machos (200 -250 g) foram canulados no ventrículo lateral direito e divididos em grupos (n=4). Um grupo sem cirurgia (sham) e os demais grupos controles foram tratados com DMSO (0,3%; via i.c.v), riluzol (23,4 ‘mü’g/,‘mü’L; via i.c.v.), ketamina (50 mg/kg; via i.p.) e diazepam (3mg/Kg, via i.p.) e Parawixina 11 (0,05, 0,1 e 0,2 , ‘mü’g/‘mü’L), os outros grupos (n=12) foram submetidos ao SE induzido pela injeção por via i.c.v. de pilocarpina (2,4 mg/‘mü’L; diluida em DMSO 0,3%) durante 3 h, sendo atenuado pelo tiopental sódico (35 mg/kg; i.p.), após uma hora iniciaram-se os tratamentos com salina, riluzol, ketamina, diazepam e Parawixina 11 por 4 dias nas mesmas doses usadas para os controles. Após 15 dias os ratos (n=4) submetidos ao SE que não apresentaram crises recorrentes e os ratos controles foram submetidos ao labirinto aquático de Morris (LAM) que consiste em 6 treinamentos por dia (90 s cada, com intervalo de 30s entre as tentativas), durante 4 dias consecutivos, sendo registradas as latências de escape até aplataforma, bem como os tempos de permanência no quadrante alvo, sem a plataforma. Foi observada também a incidência de crises recorrentes até o período observado. Ao final, os ratos foram anestesiados e perfundidos intracardiacamente com salina e formaldeido a 4%, os encéfalos foram crioprotegidos e congelados para o seccionamento e posterior histologia com violeta de cresila e imunoistoquimica para GluR1. Todos os dados paramétricos foram submetidos à análise de variância, seguido pelo pós-teste de Student Newman-Keuls (p< 0,05). Todos os tratamentos foram anticonvulsivantes e preveniram mais de 50% das crises comportamentais. Os resultados com a Parawixina 11 (0,l ‘mü’g/‘mü’L) se assemelharam ao diazepam (3mg/Kg), protegendo 75% das crises comportamentais. No LAM, os ratos submetidos ao SE tratados com salina e com ketamina apresentaram déficits de memória espacial, a explicação para este dado poderia ser a perda celular nas regiões hipocampais e à um possivel efeito colateral devido a administração de ketamina. O riluzol preveniu o comprometimento cognitivo durante a fase de aquisição do LAM e foi neuroprotetor nas regiões hipocampais analisadas. Já o diazepam e a Parawixina 11 foram semelhantes, já os ratos controles e os submetidos ao SE não apresentam déficits cognitivos. Além disso, as doses 0,05 e 0,1‘mü’g/,‘mü’L de Parawixina 11 melhoraram o desempenho dos animais no LAM durante os treinos e foram neuroprotetores para todas as áreas hipocampais analisadas. Verificou-se um aumento da expressão da subunidade GluR1 no hilus de ratos submetidos ao SE que receberam salina e, na CA4 dos SE e Parawixina 11 (0,2 ‘mü’g/,‘mü’L), sugerindo que estas células estariam sendo mais estimuladas. Isto pode estar relacionado a mecanismos de plasticidade sináptica, numa tentativa de reorganização do hipocampo, ou ainda contribuir com a neurodegeneração, uma vez que o aumento dadensidade da subunidade GluR1 pode estar relacionada também à maior suscetibilidade à excitotoxicidade e conseqüente dano neuronal. Este fato poderia ser o responsável pela perda celular nas regiões CA1 e CA3 dos ratos destes grupos. É interessante ressaltar que apesar de não siginificativo os ratos controles e submetidos ao SE que receberam a Parawixina 11 apresentaram menor número de células imunopositivas na região da CA1 se comparadas ao grupo de ratos sham. A ação neuroprotetora da Parawixina 11 podem ser justificados pelo fato deste composto provavelmente se tratar de uma poliamina. Sendo assim, a Parawixina 11 apresentou promissores efeitos tanto neuroprotetor, anticonvulsivante e mnemônico na tarefa do LAM, sugerindo que sua interação com os receptores glutamatérgicos deve ser melhor investigada
- Imprenta:
- Publisher place: Ribeirão Preto
- Date published: 2011
- Data da defesa: 30.11.2011
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ABNT
PEREIRA, Adriana Colsera. Atividade neuroprotetora e anticonvulsivante da Parawixina 11, isolada da peçonha da aranha Parawixia bistriata (Araneae, Araneidae) em ratos Wistar submetidos ao status epilepticus por pilocarpina. 2011. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2011. . Acesso em: 28 jan. 2026. -
APA
Pereira, A. C. (2011). Atividade neuroprotetora e anticonvulsivante da Parawixina 11, isolada da peçonha da aranha Parawixia bistriata (Araneae, Araneidae) em ratos Wistar submetidos ao status epilepticus por pilocarpina (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. -
NLM
Pereira AC. Atividade neuroprotetora e anticonvulsivante da Parawixina 11, isolada da peçonha da aranha Parawixia bistriata (Araneae, Araneidae) em ratos Wistar submetidos ao status epilepticus por pilocarpina. 2011 ;[citado 2026 jan. 28 ] -
Vancouver
Pereira AC. Atividade neuroprotetora e anticonvulsivante da Parawixina 11, isolada da peçonha da aranha Parawixia bistriata (Araneae, Araneidae) em ratos Wistar submetidos ao status epilepticus por pilocarpina. 2011 ;[citado 2026 jan. 28 ]
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