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Atividades da vida cotidiana: saúde e inclusão social de usuários de CAPS (2011)

  • Authors:
  • Autor USP: BARROS, SONIA - EE
  • Unidade: EE
  • Subjects: SAÚDE MENTAL; TERAPIA OCUPACIONAL; INCLUSÃO SOCIAL
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: no Brasil, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são um serviço de atenção em saúde mental estratégico para rever o modelo focado em hospitais psiquiátricos e construir uma rede de atenção à saúde na comunidade. Objetivos: o objetivo deste trabalho é conhecer as atividades da vida cotidiana dos usuários de CAPS e as possibilidades de favorecer a inclusão social desta população. Método: a teoria de cotidiano de Agnes Heller foi usada como base teórica para o desenvolvimento da pesquisa. A população do estudo foram pessoas com transtornos mentais, usuários de CAPS. Para coleta de dados foram realizadas entrevistas semi estruturadas com os usuários e pessoas indicadas por eles, consideradas como importantes na sua rede de relações pessoais. Utilizou-se a análise de discurso para a análise de dados. Resultados e discussão: nesta pesquisa os entrevistados descreveram que a doença mental tem um efeito negativo na vida cotidiana dos usuários. A doença foi associada à perda de papéis sociais e a inatividade. Em uma experiência sofrida, muitas vezes a pessoa com transtorno mental interrompe suas atividades e, assim, há uma tendência para a vida cotidiana se tornar menos interessante, vazia e sem significado. Entretanto, apesar do fato de que o transtorno mental pode levar a um desequilíbrio na vida cotidiana, os usuários do CAPS expressaram que são capazes de fazer coisas e manter interesse em diversas ocupações. Os usuários realizam atividades significativas em casa, ganhando autonomia no ambiente domiciliar; procuram se engajar em atividades voluntárias na comunidade, e compartilham ocupações, que auxiliam a construir uma rede de relações sociais. As atividades realizadas favorecem para que os usuários organizem o dia a dia, tenham a sensação de realização na vida, construam uma rede social e reconquistem o controle sobre suas própriasvidas. Os entrevistados expressaram que, o que os usuários fazem durante o dia é importante para a reabilitação psicossocial e inclusão social, a vida muda quando as atividades da vida cotidiana mudam. Especialmente depois de começar a freqüentar o CAPS, a variedade e as possibilidades de atividades na vida cotidiana aumentaram. Conclusão: os terapeutas ocupacionais devem levar em consideração a vida cotidiana dos usuários, conhecendo o que as pessoas com transtornos mentais fazem e gostariam de fazer, facilitando para que eles alcancem equilíbrio na vida cotidiana e possam participar de atividades significativas na comunidade
  • Imprenta:
  • Source:
  • Conference titles: Congresso Brasileiro de Terapia Ocupacional

  • How to cite
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    • ABNT

      SALLES, Mariana Moraes e FOSSEY, Ellie e BARROS, Sônia. Atividades da vida cotidiana: saúde e inclusão social de usuários de CAPS. 2011, Anais.. São Paulo: Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo, 2011. . Acesso em: 28 jan. 2026.
    • APA

      Salles, M. M., Fossey, E., & Barros, S. (2011). Atividades da vida cotidiana: saúde e inclusão social de usuários de CAPS. In Poster. São Paulo: Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo.
    • NLM

      Salles MM, Fossey E, Barros S. Atividades da vida cotidiana: saúde e inclusão social de usuários de CAPS. Poster. 2011 ;[citado 2026 jan. 28 ]
    • Vancouver

      Salles MM, Fossey E, Barros S. Atividades da vida cotidiana: saúde e inclusão social de usuários de CAPS. Poster. 2011 ;[citado 2026 jan. 28 ]


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