Assistência pré-natal, condições socioeconômicas e mortalidade neonatal num município da região Sul do Brasil (2011)
- Authors:
- Autor USP: BERTOLOZZI, MARIA RITA - EE
- Unidade: EE
- Subjects: ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL; MORTALIDADE NEONATAL
- Language: Português
- Abstract: Objetivo: Identificar a associação entre a assistência pré-natal e situação socioeconômica materna com o óbito neonatal, residentes no município de Londrina, Paraná, Brasil, de 2000 a 2009. Método: Pesquisa quantitativa do tipo ecológica a partir da Declaração de Nascido Vivo (DN), Declaração de Óbito (DO) e Ficha de Investigação do Óbito Infantil do Comitê Municipal de Prevenção de Mortalidade Materno Infantil (CMPMMI). Nos 10 anos de estudo, morreram 793 crianças menores de um ano de idade. Dessas 783 foram investigados pelo CMPMMI, sendo 537 óbitos neonatais (68,6%), população do presente estudo. Utilizou-se o Statistical Package for the Social Sciences® para a análise univariada e bivariada aplicando-se os Testes Qui-quadrado e Exato de Fischer com valor descritivo final de p<0,05Resultados: Entre os anos de estudo observou-se que 60,3% das mulheres compareceram em até seis consultas (p<0,013). Realizar mais de sete consultas aumentou de 45,6%, de 2000 a 2004, para 54,4%, de 2005 a 2009. Por outro lado, o acompanhamento pré-natal ocorreu em 91,4% das mães dos neonatos, média de 6,28 consultas/mulher. Mais de 60% foi atendida na Unidade Básica de Saúde (UBS) sendo 79,4% até seis consultas e ao comparar com as do serviço privado 54,3% compareceram em mais de sete (p<0,000). Pouco mais de 50% do total das mulheres eram nulíparas, 74,5% tinham de 12 a 27 anos de idade, sendo 48% adolescentes (12 a 19 anos). Mais de 72,0% com menos de oito anos de estudo compareceram em até seis consultas pré-natais (p<0,000). Do total das mães que tinham renda de dois a quatro salários 85,3% realizaram até seis consultas, dessas 77,5% com menos de um (p<0,000). Mais de 50,0% das mães sem remuneração compareceram em até seis consultas pré-natais (p<0,003). Aquelas que tinham companheiro 57,7% consultaram menos de seis vezes (p<0,004). A raça/cor do recém nascido (RN) também mostrou associação com a menor frequência de consultas de pré-natal (p<0,036). A totalidade das mulheres que realizou o pré-natal desenvolveu algum tipo de afecção durante a gestação (p<0,020). O parto cesário foi realizado por 71,3% do total daquelas que fizeram sete e mais consultas (p<0,000). A prematuridade (22-36 semanas) entre as que completaram até seis consultas pré-natais representou 80,8% (p<0,000)Conclusão: As variáveis socioeconômicas, gestacionais e obstétricas maternas se associaram estatisticamente com o menor número de consultas pré-natais. Outras pesquisas de cunho avaliativo são necessárias para identificar as possíveis lacunas nos serviços ginecológicos e obstétricos prestados às mulheres residentes no município que dificultam a execução de uma assistência equitativa e integral para que se reduzam as mortes neonatais. Palavras-chave: Gestação, Cuidado Pré-Natal, Mortalidade Neonatal, Acesso aos Serviços de Saúde
- Imprenta:
- Source:
- Título: Pôster
- Conference titles: Simpósio Internacional de Políticas e Práticas em Saúde Coletiva na Perspectiva da Enfermagem
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ABNT
BERTOLOZZI, Maria Rita e FERRARI, Rosângela Aparecida Pimenta. Assistência pré-natal, condições socioeconômicas e mortalidade neonatal num município da região Sul do Brasil. 2011, Anais.. São Paulo: Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo, 2011. . Acesso em: 11 jan. 2026. -
APA
Bertolozzi, M. R., & Ferrari, R. A. P. (2011). Assistência pré-natal, condições socioeconômicas e mortalidade neonatal num município da região Sul do Brasil. In Pôster. São Paulo: Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo. -
NLM
Bertolozzi MR, Ferrari RAP. Assistência pré-natal, condições socioeconômicas e mortalidade neonatal num município da região Sul do Brasil. Pôster. 2011 ;[citado 2026 jan. 11 ] -
Vancouver
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