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Contribuição de células da medula óssea na constituição do estroma e angiogênese tumoral em um modelo murino quimérico de medula óssea GF'P POT.+’ (2011)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: SILVA, RICARDO BONFIM - FMRP
  • Unidades: FMRP
  • Sigla do Departamento: RGE
  • Subjects: TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA; NEOPLASIAS; GENÉTICA
  • Language: Português
  • Abstract: Apesar de alterações genéticas iniciais ocorrerem nas células normais dando origem à células cancerígenos, a percepção do câncer como um microambiente tumoral, tem se mostrado muito mais satisfatório na compreensão do desenvolvimento do câncer. Nas últimas três décadas, esforços vêm se concentrando no sentido de elucidar a complexidade das interações e mecanismos moleculares entre as células tumorais e o estroma tumoral, os quais conduzem à progressão do tumor. Entre as células recrutadas pelo microambiente tumoral, as células da medula óssea (CDMO) têm uma grande relevância no desenvolvimento e progressão tumoral. Por isso, o objetivo deste estudo foi quantificar células de origem mielóide e linfócitos T no microambiente tumoral de melanoma, bem como, avaliar a presença de células endoteliais oriundas da medula óssea (MO) na parede dos vasos sanguíneos tumorais em um modelo de camundongo quimérico de medula óssea GF’P POT.+’. Camundongos C57BL/6 foram irradiados com uma dose de 10Gy e resgatados com o transplante de 4X’10 POT.6’ células da MO de C57BL/6-GFP. Trinta dias pós-transplante de MO os camundongos foram submetidos à infusão subcutânea de 6x’10 POT.5’ células de melanoma B16F10/luciferase. Vinte dias após a infusão, os camundongos foram escaneados no sistema IVIS para detecção baseada em bioluminescência das células tumorais infundidas, e posteriormente, a MO e os nódulos tumorais foram coletados para análise. Para avaliação da eficiência do quimerismo medular, foi analisado a MO dos camundongos transplantados foi analisada tanto por citometria de fluxo (CF) para quantificação de células GFP quanto pela avaliação da intensidade do sinal fluorescente utilizando o aparelho IVIS. Para analisar a presença de CDMO nos nódulos tumorais, estes foram investigados tanto por CF quanto por microscopia confocal (MC). A MO dos camundongos transplantados após 30 dias,mostrou uma % de células GFP semelhante (90.87’+ ou –‘0,87%) à dos camundongos GF’P POT.+’ (90.87’+ ou –‘0,87%), demonstrando uma eficiência no quimerismo medular. Entretanto, as tíbias e fêmures dos camundongos transplantados apresentaram uma intensidade de sinal fluorescente em média 14 vezes menor (3,96x ’10 POT.-5’’+ ou –‘5,77x ’10 POT.-6’) quando comparada ao animal GFP (5,63x’10 POT.-4’’+ ou –‘3x’10 POT.-5’). Isso pode ser explicado devido à emissão de fluorescência pela estrutura óssea dos camundongos GFP, aumentan assim a taxa de eficiência do sinal. Os nódulos tumorais apresentaram cerca de 3,5 ‘+ ou-‘ 1,7% de células GF’P POT.+’. Do total de células GF’P POT.+’, 80 ‘+ ou –‘ 21% eram CDll’b POT.+’, 13,31’+ ou –‘0,2% eram CD’3 POT.+’/C’D4 POT.+’, 2,1 ‘+ ou-’ 1,2% eram C’D POT.3+’/CD ‘8 POT+’ e 11,5 ‘+ ou –‘ 6,85% eram CD’31 POT.+’. Dentre alguns vasos sanguíneos analisados foi observada a presença de algumas células GF’P POT.+’ na parede dos vasos sanguíneos tumorais CD ‘31 POT.+’, e por apresentar esta localização e constituir a parede dos vasos sanguíneos, estas células foram identificadas como células endoteliais, e por serem GF’P POT.+’, como células endoteliais oriundas da medula óssea. Este trabalho mostrou que o modelo experimental desenvolvido foi eficaz para o estudo da contribuição de CDMO na formação dos tumores, sendo que células mielóides CDll’b POT.+’, linfócitos T e células endoteliais da medula óssea constituem parte do estroma do tumor. Além do mais, as células endoteliais oriundas da medula óssea parecem participar do processo angiogênico tumoral
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 20.04.2011

  • How to cite
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    • ABNT

      SILVA, Ricardo Bonfim; FONTES, Aparecida Maria. Contribuição de células da medula óssea na constituição do estroma e angiogênese tumoral em um modelo murino quimérico de medula óssea GF'P POT.+’. 2011.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2011.
    • APA

      Silva, R. B., & Fontes, A. M. (2011). Contribuição de células da medula óssea na constituição do estroma e angiogênese tumoral em um modelo murino quimérico de medula óssea GF'P POT.+’. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Silva RB, Fontes AM. Contribuição de células da medula óssea na constituição do estroma e angiogênese tumoral em um modelo murino quimérico de medula óssea GF'P POT.+’. 2011 ;
    • Vancouver

      Silva RB, Fontes AM. Contribuição de células da medula óssea na constituição do estroma e angiogênese tumoral em um modelo murino quimérico de medula óssea GF'P POT.+’. 2011 ;


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