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Estudo da deglutição em pacientes com doença do refluxo gastroesofágico (2010)

  • Authors:
  • Autor USP: CASSIANI, RACHEL DE AGUIAR - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RCM
  • Subjects: TRANSTORNOS DE DEGLUTIÇÃO; REFLUXO GASTROESOFÁGICO; CINTILOGRAFIA; DIAGNÓSTICO POR IMAGEM
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) está relacionada a desordens de motilidade esofágica, podendo ser causa de disfagia esofágica. Na doença a dinâmica da deglutição orofaríngea pode estar alterada e comprometer o transporte do bolo alimentar até a parte distal do esôfago. Objetivos: 1) Comparar as informações referentes à função de deglutição com os dados qualitativos da avaliação manométrica e da anamnese: 2) Determinar com o uso de dois métodos, cintilografia e videofluoroscopia, se há diferenças da deglutição orofaríngea em pacientes com DRGE e se esta diferença pode comprometer o tempo de transito pelo esôfago. Casuística: Foram estudados pacientes com diagnóstico de DRGE (grupo 2), sendo incluídos no exame cintilográfico 30 pacientes e no videofluoroscópico 31 pacientes. Todos apresentam endoscopia, pirose, regurgitação ácida e pHmetria anormal (com percentual de pH intraesofágico abaixo de 4 acima de 4,2% do tempo total de exame). A idade destes pacientes variou de 18 e 60 anos (média: 35 anos). O grupo 3 (indivíduos com sintomas de refluxo, porém sem a presença de lesão esofágica e com pHmetria normal) foi formado por 8 indivíduos do gênero feminino (idades entre 30 e 56 anos, média: 41 anos), reconhecidos como portadores de pirose funcional. O grupo controle (grupo 1), constituiu-se por 26 indivíduos com idades entre 19 e 61 anos (média: 37 anos), cujos indivíduos não apresentaram sintomas típicos ou atípicos de DRGE. Material e Método: Inicialmente foi aplicada uma anamnese, na qual todos os indivíduos responderam às questões referentes a sintomatologia da DRGE e da função de deglutição. A conformação anatômica e o comportamento funcional da deglutição foram avaliados pelo exame videofluoroscópico da deglutição, com registro na velocidade de 60 quadros por segundo. Deglutições de 5 e 10 mL de sulfato de bário deconsistência líquida e pastosa foram realizadas pelos indivíduos dos três grupos. Este exame permitiu a observação das variáveis relacionadas ao transito orofaríngeo, penetração laríngea, aspiração laringotraqueal e resíduos faríngeos. As estruturas observadas pelo estudo videofluoroscópico foram: língua, osso hióide, faringe e esfíncter superior do esôfago. Foi observado o tempo de duração do movimento das estruturas durante o transito do alimento pela boca, faring e esfíncter superior do esôfago (ESE). Esse exame foi aplicado nos indivíduos de todos os grupos. O exame cintilográfico da deglutição foi aplicado nos indivíduos do grupo controle (grupo 1) e com DRGE (grupo 2). Durante sua realização, os indivíduos deglutiram 2mL de saliva artificial possibilitando observar o tempo de transito da saliva na boca, faringe e esôfago. Este exame foi realizado com o indivíduo posicionado, inicialmente, na posição sentada e, posteriormente deitada. Resultados: A sensação de disfagia, tanto para o grupo DRGE (grupo 2) e pirose funcional (grupo 3), não apresentou associação com as variáveis: pressão do esfíncter inferior do esôfago (baixa, elevada e normal) (p=0,99); sintoma de queimação e regurgitação ácida (grave, médio e mínimo); presença e ausência dos sintomas típicos à noite; presença e ausência dos sintomas típicos à alimentação; presença ou ausência de sintomas associados; presença ou ausência de mobilidade de língua (p=0,15), motilidade ineficaz ou normal, condições dentárias (dentição completa, falha dentária, prótese e desdentado) (p>0, 05). A pressão do esfíncter inferior do esôfago para ambos os grupos (DRGE e pirose), também não demonstrou relação com essas mesmas variáveis. A comparação realizada, entre o grupo controle (grupo 1) e com DRGE (grupo 2) encontrou duração do transito pelo ESE mais longa nos pacientes com DRGE,com a deglutição de líquido no volume de 5 mL. Para a consistência líquida no volume de l0mL o transito oral e o transito orofaringeano foram mais longos para os pacientes, comparado aos controles. Para a deglutição da consistência pastosa no volume de l0mL, tanto o transito faríngeo, como 0 transito pelo esfíncter superior do esôfago foram maiores nos pacientes. A comparação entre o grupo com pirose funcional (grupo 3) e o grupo controle (grupo 1) mostra que as variáveis que apresentaram diferenças estatisticamente significantes foram: transito oral no volume 5mL pastoso e transito orofaríngeo no volume de 10 mL pastoso, com o tempo de transito para essas variáveis também mais prolongado no grupo de pirose em relação ao grupo controle. A comparação realizada entre o grupo com a DRGE (grupo 2) e com pirose (grupo 3) indicou diferenças para o volume líquido para o transito faríngeo no volume de 10mL e para o transito pelo ESE no volume de 5 mL, com transito mais lento no grupo de pirose. Com a consistência pastosa houve diferença no volume de 5mL para o transito Laríngeo e transito pelo esfíncter superior do esôfago, também apresentando transito mais lento no grupo de pirose. No exame cintilográfico da deglutição de saliva, a comparação entre os grupos, controle e com DRGE, entre a posição sentada e deitada, mostra diferenças no transito de saliva em parte distal do esôfago. Conclusão: Conclui-se que a sensação de disfagia e a pressão do esfíncter inferior do esôfago tanto no grupo DRGE e pirose, não apresentaram associação com os dados colhidos da anamnese e avaliação manométrica. No exame videofluoroscópico da deglutição, pacientes com DRGE apresentam alteração nas fases oral e faríngea da deglutição, podendo este aspecto ser decorrente das alterações sensórias do trato digestivo. Quanto ao exame cintilográfico dadeglutição de saliva pode-se concluir que não há diferenças no transito entre pacientes com DRGE e controles, porém o transito em parte distal do esôfago é mais rápido nos pacientes, na posição sentada
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 05.11.2010

  • How to cite
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    • ABNT

      CASSIANI, Rachel de Aguiar; DANTAS, Roberto Oliveira. Estudo da deglutição em pacientes com doença do refluxo gastroesofágico. 2010.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2010.
    • APA

      Cassiani, R. de A., & Dantas, R. O. (2010). Estudo da deglutição em pacientes com doença do refluxo gastroesofágico. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Cassiani R de A, Dantas RO. Estudo da deglutição em pacientes com doença do refluxo gastroesofágico. 2010 ;
    • Vancouver

      Cassiani R de A, Dantas RO. Estudo da deglutição em pacientes com doença do refluxo gastroesofágico. 2010 ;


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