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Discriminação morfométrica de 26 subespécies de Apis mellifera L. e abelhas Africanizadas por técnicas de morfometria tradicional, morfometria geométrica e sistema ABIS de identificação automática de espécies (2009)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: GRASSI, MARINA LOPES - FFCLRP
  • Unidades: FFCLRP
  • Sigla do Departamento: 592
  • Subjects: ABELHAS (IDENTIFICAÇÃO); MORFOMETRIA
  • Language: Português
  • Abstract: Devido a sua ampla distribuição geográfica as abelhas Apis mellifera apresentam inúmeras diferenciações morfológicas, comportamentais e ecológicas, que as possibilitam habitar os mais variados ambientes, com grande diversidade de subespécies adaptadas a cada região. Devido ao intenso cruzamento entre as subespécies, e a conseqüente hibridização, como ocorreu com as abelhas africanizadas, a identificação destas abelhas se tornou ainda mais difícil, fato que levou os pesquisadores a procurarem métodos de identificação mais eficientes. Com esse objetivo decidimos avaliar algumas técnicas conhecidas de morfometria. Assim, utilizamos morfometria tradicional em 15 medidas na asa anterior direita de operárias, determinadas por Ruttner em 1978, morfometria geométrica, mediante a utilização de pacotes de softwares disponíveis na internet, e também o sistema ABIS (Automatic Bee ldentification System) de identificação, para a análise quanto à geometria do formato das nervuras das asas. Para as análises de morfometria geométrica e pelo sistema ABIS, utilizamos 19 marcos anatômicos. Fotos de asas de 26 subespécies de abelhas Apis mellifera nos foram cedidas pelo Prof. Dr. Stefan Fuchs, da J.W.Goethe-Universitat Frankfurt, Alemanha. Para o preparo das fotos de asas de abelhas africanizadas foram coletadas amostras de abelhas no Brasil. Aplicamos análises estatísticas discriminante lineares, utilizando medidas individuais e média de medidas por colônia (softwaresSTATISTIC 6.0 e SPSS 15.0). As distâncias quadradas de Mahalanobis entre os grupos foram calculadas, e também construímos árvores de proximidades morfológicas com o auxílio do software MEGA versão 2.1. Nossos dados evidenciaram que nos trabalhos envolvendo diferenciação de subespécies recomenda-se, para a análise, a média de cada medida tomada por colônia, ao invés de medidas de indivíduo. A morfometria tradicional apresentou a menor taxa de acerto em todas as análises e foi a metodologia mais trabalhosa e demorada. A morfometria geométrica apresentou elevadas taxas de acerto nas análises discriminantes realizadas por colônia (99,5%), mostrando-se excelente também na diferenciação das abelhas africanizadas, porém ao observarmos as analises de validação cruzadas realizadas por indivíduos, esta taxa decaiu bastante (62,4%). As três técnicas utilizadas para a análise de medidas de asas foram eficazes na classificação das subespécies, porém ao observarmos apenas a análise de validação cruzada por indivíduo, o Sistema ABIS foi o mais eficiente, com taxa de acerto de 78%, sendo que ao incluirmos as abelhas africanizadas a taxa aumentou para 82%. Porém este sistema não permite o acesso aos dados brutos, e opera apenas com este tipo de análise. As técnicas morfométricas aplicadas confirmaram resultados obtidos anteriormente por outros autores que usaram análises morfométricas tradicionais das várias partes do corpo da abelha, bem comotrabalhos envolvendo técnicas com marcadores moleculares como microssatélite, DNA mitocondrial, isoenzimas e etc. Nos dendogramas de proximidade morfológica entre as subespécies nossos dados confirmaram em grande parte a classificação feita por Ruttner em 1978. Em todas as nossas análises, as abelhas africanizadas apareceram solitárias em um ramo. Os gráficos de dispersão das amostras analisadas permitiram a visualização de distintos grupos e corroboraram também, em parte, a filogenia proposta por Arias e Sheppard em 1996. Pelo sistema ABIS, as análises de validação cruzada apresentaram os melhores resultados, levando menos de um minuto para identificar cada indivíduo, podendo inclusive ser utilizado para insetos não sociais. No entanto, no estudo de abelhas sociais a morfometria geométrica foi a mais indicada, principalmente por ter apresentado ótimas taxas de acerto nas análises envolvendo média de medidas por colônia, ser de acesso livre, não necessitar de muito equipamento e ser de fácil utilização. Este método possibilita, com bastante confiabilidade, a identificação de abelhas de várias colméias, em apenas um dia, diferentemente dos métodos tradicionais que requerem muito mais tempo e trabalho para a análise, como por exemplo, os métodos com técnicas moleculares, que, apesar de fornecerem excelentes resultados, envolvem altos investimento e pessoal especializado
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 24.08.2009

  • How to cite
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    • ABNT

      GRASSI, Marina Lopes; GONÇALVES, Lionel Segui. Discriminação morfométrica de 26 subespécies de Apis mellifera L. e abelhas Africanizadas por técnicas de morfometria tradicional, morfometria geométrica e sistema ABIS de identificação automática de espécies. 2009.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2009.
    • APA

      Grassi, M. L., & Gonçalves, L. S. (2009). Discriminação morfométrica de 26 subespécies de Apis mellifera L. e abelhas Africanizadas por técnicas de morfometria tradicional, morfometria geométrica e sistema ABIS de identificação automática de espécies. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Grassi ML, Gonçalves LS. Discriminação morfométrica de 26 subespécies de Apis mellifera L. e abelhas Africanizadas por técnicas de morfometria tradicional, morfometria geométrica e sistema ABIS de identificação automática de espécies. 2009 ;
    • Vancouver

      Grassi ML, Gonçalves LS. Discriminação morfométrica de 26 subespécies de Apis mellifera L. e abelhas Africanizadas por técnicas de morfometria tradicional, morfometria geométrica e sistema ABIS de identificação automática de espécies. 2009 ;


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