Produção, purificação e caracterização bioquímica das invertases do fungo filamentoso Aspergillus phoenicis (2009)
- Authors:
- Autor USP: RUSTIGUEL, CYNTHIA BARBOSA - FFCLRP
- Unidade: FFCLRP
- Sigla do Departamento: 592
- Subjects: ASPERGILLUS; ENZIMAS; BIOTECNOLOGIA
- Language: Português
- Abstract: OS microrganismos são importantes decompositores de matéria orgânica e por isso reciclam elementos vitais através do uso de enzimas extracelulares, como celulases, pectinases e invertases, entre outras. Neste contexto, os fungos filamentosos vêm atraindo grande interesse como produtores de enzimas com potencial biotecnológico, destacando-se o gênero Aspergillus. Este gênero pertence aos ascomicetos, que têm sido alvo de muitas pesquisas para produção de diferentes enzimas, incluindo-se invertases. Invertases (EC 3.2.1.26), também conhecidas como "beta'tofuranosidases, tem atraído grande interesse industrial. Esta enzima hidrolisa a sacarose levando a produção de uma mistura de D-glicose e D-frutose, conhecida como açúcar invertido. A frutose é um açúcar de interesse para a indústria de confeitaria, uma vez que apresenta uma constituição líquida não cristalizável, podendo ainda ser utilizada como adoçante para diabéticos. Neste contexto, o objetivo do presente trabalho foi investigar a produção de invertases por Aspergillus phoenicis, purificando e caracterizando-as bioquimicamente. A purificação das invertases do fungo Aspergillus phoenicis e a caracterização bioquímica forneceram dados adicionais importantes para o entendimento da diversidade das propriedades destas enzimas, para uma provável aplicação biotecnológica. Entre os diferentes meios de cultura submersos testados, a maior produção invertásica intracelular foi obtida em meio Vogel mantido em condiçãoestacionária e a extracelular em meio Khanna mantido sob agitação (100 rpm), ambos por 72h. Uma vez que o meio Khanna foi selecionado para continuidade dos estudos, os maiores níveis enzimáticos intra e extracelulares foram obtidos quando o meio foi adicionado de rafinose e farelo de trigo como fonte de carbono, respectivamente. Adição suplementar de nitrogênio favoreceu a atividade enzimática, ao passo que a adição de fosfato levou a uma diminuição. Quando adicionado 5% de glicose em meio submerso a produção invertásica foi diminuída. Já para fermentação em substrato sólido a adição de solução de sais de Khanna favoreceu a produção de invertases, mas a adição de água da torneira na proporção 1:0,5 (m\v) foi mais significativa com produção máxima em 72 horas usando farelo de soja como fonte de carbono. A temperatura ótima de ensaio foi de 60-65°C para as invertases obtidas em fermentação submersa e 55°C para a obtida em fermentação em substrato sólido. Contudo, a 65°C as invertases intracelular e extracelular produzidas em FSbm tiveram uma meia vida (t't IND. 50') de 9 minutos e a forma extracelular produzida em FSS uma meia vida (t't IND. 50') de 13 minutos. Quando armazenadas a 4°C e -20°C, ambas as formas enzimáticas mantiveram-se estáveis por longos períodos. Já o pH ótimo de atividade foi 4,5 para ambas as formas intra e extracelular, as quais mantiveram-se estáveis na faixa de pH de 4,5 a 7,0 por 1 hora. As invertases intra e extracelularforam purificadas 18,19 vezes e 59,62 vezes, respectivamente com recuperação de 24,36% e 7,46%. Ambas as enzimas são glicoproteínas com massa molecular nativa de 131kDa e 158kDa respectivamente e pontos isoelétricos na faixa de 4,33 e 4,40. As atividades invertásicas intra e extracelular foram aumentadas na presença de Mn²'Mn² POT +' e Na'Na POT +', e Ag'Ag POT +'. As invertases hidrolisaram sacarose, rafinose e inulina. Os valores de Vmax e Kd com sacarose como substrato foram 124,9 U/mg e 22,55 mM para a forma intracelular e 954,6 U/mg e 59,89 mM para a extracelular, na ausência de AgN0'AgNO IND 3'. Na presença de AgN0'AgNO IND 3', as enzimas intra e extracelular tiveram Vmax de 152 U/mg e 1.234 U/mg, e Kd de 70,80 mM e 29,21 mM, respectivamente. Através de análise dos 3 fragmentos e comparação com as dados disponíveis no banco de dados podemos afirmar que a enzima extracelular de A. phoenicis faz parte da grande família das 'beta'-Fructosidades com certo grau de homologia com a invertase extracelular de A. niger. Portanto A. phoenicis foi um bom produtor de invertases com elevada temperatura de atividade e boa estabilidade térmica além de outras características distintivas como ativação por prata, não observada anteriormente na literatura
- Imprenta:
- Publisher place: Ribeirão Preto
- Date published: 2009
- Data da defesa: 13.04.2009
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ABNT
RUSTIGUEL, Cynthia Barbosa. Produção, purificação e caracterização bioquímica das invertases do fungo filamentoso Aspergillus phoenicis. 2009. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2009. . Acesso em: 28 jan. 2026. -
APA
Rustiguel, C. B. (2009). Produção, purificação e caracterização bioquímica das invertases do fungo filamentoso Aspergillus phoenicis (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. -
NLM
Rustiguel CB. Produção, purificação e caracterização bioquímica das invertases do fungo filamentoso Aspergillus phoenicis. 2009 ;[citado 2026 jan. 28 ] -
Vancouver
Rustiguel CB. Produção, purificação e caracterização bioquímica das invertases do fungo filamentoso Aspergillus phoenicis. 2009 ;[citado 2026 jan. 28 ]
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