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Papel dos depósitos de ferro no fígado e das mutações no gene HFE (C282Y E H63D) como fatores preditivos de progressão da fibrose hepática em pacientes com hepatite C crônica (2007)

  • Authors:
  • Autor USP: SOUZA, FERNANDA FERNANDES - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RCM
  • Subjects: HEPATITE C; FERRO (ACUMULAÇÃO); FÍGADO; GENES; HEPATOPATIAS
  • Language: Português
  • Abstract: Depósitos de ferro no fígado são freqüentes na hepatite C crônica, entretanto sua relação com progressão da doença hepática é controversa. Mutações no gene HFE estão associadas a acúmulo de ferro, contudo seu papel na gravidade da lesão hepática na hepatite C ainda não está esclarecido. Os objetivos foram avaliar na hepatite C crônica o papel dos depósitos de ferro no fígado como fator preditivo de progressão da fibrose hepática; o papel das mutações no gene HFE na determinação dos depósitos de ferro e na gravidade da doença hepática e como fator preditivo na progressão da fibrose hepática e o papel de fatores de risco conhecidos na progressão da fibrose hepática. Foram incluídos 402 pacientes com hepatite C crônica e avaliados parâmetros clínicos, bioquímicos, histológicos [fibrose, atividade necro inflamatória (RAI), esteatose e depósitos de ferro] e mutações no gene HFE (C282Y/H63D). Pacientes foram divididos considerando-se grau de fibrose em grupos I (estadios 0,1,2,3) [170 pacientes] e 11 (estadios 4,5,6) [98 pacientes]. Foram considerados fibrosantes lentos (190 pacientes) ou rápidos (77 pacientes) se o tempo de desenvolvimento para cirrose foi ‘> OU =’30 anos ou <30 anos, respectivamente. Resultados: observaram-se depósitos de ferro no fígado em 43,9% dos pacientes e mutações no gene HFE em 30,9%. Não houve diferença entre os pacientes com e sem mutações no que tange aos parâmetros de sobrecarga de ferro, graus de fibrose hepática e RAI epresença de depósitos de ferro hepático. No grupo II observou-se maior proporção de pacientes com IMC’> OU =’25kg/’m POT. 2’ que no I (72,3% e 56%, p=0,009). No grupo II os valores de GGT foram mais elevados (p=0,001) e o número de plaquetas menor (p<0,001). O percentual de pacientes com depósito de ferro hepático foi semelhante no grupo I (45,1 %) e 11 (45,8%). Nos pacientes com depósitos de ferro hepático, escores de ferro total foram maiores no grupo II [6,11 ± 3,64] que no I (4,84 ± 3,03)(P=0,04), assim como escores de ferro depositado em tratos portais e zona 1. Não houve diferença na freqüência das mutações HFE comparando-se grupo I (48/160 pacientes) e II (27/9). Escores de ferro no fígado foram maiores nos fibrosantes rápidos (6,58 ± 3,8) que nos lentos (4,8 ± 3,0) (P=0,02). Fibrosantes rápidos apresentaram maiores escores de ferro na zona 1, hepatócitos, sinusósides e tratos portais que os lentos. Mutação HFE foi observada em 54/177 dos fibrosantes lentos e em 21/72 dos rápidos, sem diferença estatística. A análise multivariada mostrou que IMC’> OU =’25kg/’m POT. 2’, idade maior na biopsia hepática, HAI’> OU =’9, níveis mais elevados de GGT e contagem mais baixa de plaquetas foram fatores independentes associados à fibrose grave, enquanto que HAI’> OU =’9, presença de esteatose e contagem mais baixa de plaquetas foram fatores independentes associados aos fibrosantes rápidos. Conclusão: Mutações no gene HFE ou presença dedepósitos de ferro no fígado não foram fatores de risco para gravidade da doença hepática na hepatite C crônica. Entretanto, houve associação entre intensidade dos depósitos de ferro hepático e graus de fibrose, especialmente, quando os depósitos eram na zona 1 e tratos portais. Foram fatores associados à gravidade da fibrose IMC, HAI, GGT, plaquetas e esteatose
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 08.03.2007

  • How to cite
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    • ABNT

      SOUZA, Fernanda Fernandes; MARTINELLI, Ana de Lôurdes Candolo. Papel dos depósitos de ferro no fígado e das mutações no gene HFE (C282Y E H63D) como fatores preditivos de progressão da fibrose hepática em pacientes com hepatite C crônica. 2007.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2007.
    • APA

      Souza, F. F., & Martinelli, A. de L. C. (2007). Papel dos depósitos de ferro no fígado e das mutações no gene HFE (C282Y E H63D) como fatores preditivos de progressão da fibrose hepática em pacientes com hepatite C crônica. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Souza FF, Martinelli A de LC. Papel dos depósitos de ferro no fígado e das mutações no gene HFE (C282Y E H63D) como fatores preditivos de progressão da fibrose hepática em pacientes com hepatite C crônica. 2007 ;
    • Vancouver

      Souza FF, Martinelli A de LC. Papel dos depósitos de ferro no fígado e das mutações no gene HFE (C282Y E H63D) como fatores preditivos de progressão da fibrose hepática em pacientes com hepatite C crônica. 2007 ;


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