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Avaliação da estabilidade dos fármacos furosemida e aminofilina em soluções parenterais de grande volume:: utilização da proteína verde fluorescente (GFP) como biossensor da estabilidade de fármacos em soluções parenterais (2007)

  • Authors:
  • Autor USP: SANTOS, CAROLINA ALVES DOS - FCF
  • Unidade: FCF
  • Sigla do Departamento: FBT
  • Subjects: ESTABILIDADE DOS MEDICAMENTOS (AVALIAÇÃO); FÁRMACOS DIURÉTICOS (AVALIAÇÃO); BIOPROCESSOS (APLICAÇÕES)
  • Language: Português
  • Abstract: A avaliação da estabilidade dos medicamentos e sua correta utilização em diferentes veículos de infusão são fundamentais para garantir a manutenção das características terapêuticas do fármaco e para promover minimização de eventos adversos. Incompatibilidades entre as estruturas dos fármacos, em diferentes veículos de administração, podem gerar possíveis associações antagônicas ou sinérgicas, resultando em alterações das propriedades físico-químicas e, consequentemente, dos efeitos farmacológicos e das respostas clínicas esperadas. A proteína verde fluorescente (GFP) por apresentar propriedades de sensibilidade e especificidade, mostra-se promissora como potencial biossensor da estabilidade de fármacos em soluções parenterais de grande volume (SPGV), por apresentar sensibilidade a alterações das propriedades físico-químicas do meio. GFP é uma proteína compacta, globular e ácida, composta de um monômero de 27kDa, que vem sendo extensivamente utilizada como indicador biológico em processos de esterilização e desinfecção devido a sua estabilidade a altas temperaturas. O surgimento de métodos analítícos modernos e de alta precisão como a espectrofotometria de UV e a cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC), alinhados a potencial utilização das proteínas fluorescentes como forma de avaliar as alterações da estabilidade de fármacos nas SPGV, vêm contribuir para a correta e racional utilização dos medicamentos no ambiente hospitalar. Diante disso aavaliação da estabilidade do coquetel de fármacos composto por furosemida e aminofilina em solução parenteral de 20 'POR CENTO' manitol e 0,9 'POR CENTO' NaCI foi sugerida. Amostras foram preparadas nas seguintes soluções (v/v): 20 'POR CENTO' manitol ou 0,9 'POR CENTO' NaCI na seguintes proporções utilizadas frequentemente na prática clínica: (i) 80 'POR CENTO' solução ) parenteral adicionada de 16 'POR CENTO' furosemida e 4 'POR CENTO' água para injeção (excipiente do fármaco aminofilina), (ii) 80 'POR CENTO' solução parenteral adicionada de 4 'POR CENTO' aminofilina e 16 'POR CENTO' água para injeção 'MAIS' NaOH (excipiente do fármaco furosemida), (iii) 80 'POR CENTO' solução parenteral, adicionada de 16 'POR CENTO' furosemida e 4 'POR CENTO' aminofilina (coquetel). As amostras foram avaliadas em espectrofotômetro imediatamente após o preparo e após um período 20h, em 'lambda''IGUAL'228nm' e 'lambda''IGUAL'275nm' para os fármacos furosemida e aminofilina, respectivamente. Para os fármacos individualmente associados às SPGV na faixa de pH 10-11, as concentrações finais obtidas foram correspondente ás inicialmente adicionadas e para o fármaco aminofilina foi estável até o período de 20h. Para avaliar a estabilidade dos fármacos associados à solução de 20 'POR CENTO' manitol a utilização de HPLC mostrou manutenção da estabilidade dos fármacos durante o período de infusão de até 20h. A proteína GFP adicionada as soluções das amostras na concentração8 'MICROGRAMAS'/mL e determinada em espectrofluorímetro ('lambda''IND.ex'IGUAL'394nm', 'lambda''IND.em''IGUAL'509nm'), mostrou resultados promissores quanto ao sua potencial utilização como biossensor da estabilidade dos fármacos furosemida e aminofilina nas soluções parenterais, mostrando comportamento de concentração e intensidade de fluorescência característicos e proporcionais a perda da estabilidade das soluções. A utilização de proteínas fluorescentes como potencial biossensor da estabilidade de fármacos em soluções parenterais é importante por fornecer parâmetros que garantam a eficácia dos medicamentos veiculados em soluções parenterais, racionalizando a sua utilização no ambiente hospitalar
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 15.02.2007
  • Acesso à fonte
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    • ABNT

      SANTOS, Carolina Alves dos. Avaliação da estabilidade dos fármacos furosemida e aminofilina em soluções parenterais de grande volume:: utilização da proteína verde fluorescente (GFP) como biossensor da estabilidade de fármacos em soluções parenterais. 2007. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9135/tde-22032007-093540/. Acesso em: 11 fev. 2026.
    • APA

      Santos, C. A. dos. (2007). Avaliação da estabilidade dos fármacos furosemida e aminofilina em soluções parenterais de grande volume:: utilização da proteína verde fluorescente (GFP) como biossensor da estabilidade de fármacos em soluções parenterais (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9135/tde-22032007-093540/
    • NLM

      Santos CA dos. Avaliação da estabilidade dos fármacos furosemida e aminofilina em soluções parenterais de grande volume:: utilização da proteína verde fluorescente (GFP) como biossensor da estabilidade de fármacos em soluções parenterais [Internet]. 2007 ;[citado 2026 fev. 11 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9135/tde-22032007-093540/
    • Vancouver

      Santos CA dos. Avaliação da estabilidade dos fármacos furosemida e aminofilina em soluções parenterais de grande volume:: utilização da proteína verde fluorescente (GFP) como biossensor da estabilidade de fármacos em soluções parenterais [Internet]. 2007 ;[citado 2026 fev. 11 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9135/tde-22032007-093540/


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