Conteúdo estelar de regiões HII gigantes da galáxia (2005)
- Authors:
- Autor USP: FIGUERÊDO, ELYSANDRA - IAG
- Unidade: IAG
- Sigla do Departamento: AGA
- Assunto: REGIÕES HII (ASTRONOMIA)
- Language: Português
- Abstract: Nesta tese, é apresentado o estudo do conteúdo estelar de três regiões HII gigantes da galáxia: W51A G333.1-0.4 e NGC3576. Esse estudo consiste na fotometria dessas regiões de formação estelar no infravermelho próximo, nas bandas J, H e K e espectroscopia na banda K de seus membros mais brilhantes. As imagens dessas regiões revelam estrelas do tipo espectral O tardias e B recentes acompanhadas por objetos estelares jovens e massivos profundamente embebidos em seus casulos de gás e poeira. As principais propriedades de cada região HII gigante estudada, tais como o avermelhamento local e interestellar médio, a função de luminosidade e de massa inicial, e a massa total integrada, foram determinadas considerando duas maneiras independentes de corrigir o excesso em emissão na banda K típico de estrelas que ainda não se formaram completamente. Com o objetivo de delinear a estrutura espiral da Via Láctea a distância dessas reegiões foi determinada através da paralaxe espectroscópica de estrelas OB. Essas estrelas foram previamente selecionadas através dos diagramas cor J-H versus cor H-K e cor H-K versus magnitude K, onde seguem uma linha vertical que define a sequência principal de idade zero de cada aglomerado. Para todas regiões que tiverem suas distâncias determinadas por paralaxe espectroscópica no infravermelho próximo, a ambiguidade nas distâncias cinemáticas foi resolvida favorecendo as distâncias mais próximas ao Sol. Determinou-se, com alto grau deconfiança estatística, que as distâncias cinemáticas são sistematicamente maiores do que as medidas através da paralaxe espectroscópica. Como consequência da diminuição das distâncias das regiões HII gigantes, o número de fótons ionizantes e a taxa de formação estelar da Galáxia resultantes, são menores do que a que foi encontrada utilizando as distâncias cinemáticas. A revisão nos valores das distâncias leva a uma taxa de formação estelar para a nossa galáxia ) 30% menor do que se supunha anteriormente. Entretanto, apesar da luminosidade das regiões HII gigantes, obtidas a partir das novas distâncias se tornarem menores, o tipo morfológico da Via Láctea, quando comparado com outras galáxias, continua consistente com os tipos Sbc e Sc. Finalmente, a função de luminosidade encontrada para as regiões HII gigantes estudadas indicam que a inclinação da função de massa inicial é uniforme, independente da distância galactocêntrica e compatível com o valor encontrado para vizinhança solar.
- Imprenta:
- Data da defesa: 09.12.2005
-
ABNT
FIGUERÊDO, Elysandra. Conteúdo estelar de regiões HII gigantes da galáxia. 2005. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005. . Acesso em: 04 mar. 2026. -
APA
Figuerêdo, E. (2005). Conteúdo estelar de regiões HII gigantes da galáxia (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. -
NLM
Figuerêdo E. Conteúdo estelar de regiões HII gigantes da galáxia. 2005 ;[citado 2026 mar. 04 ] -
Vancouver
Figuerêdo E. Conteúdo estelar de regiões HII gigantes da galáxia. 2005 ;[citado 2026 mar. 04 ] - The AKAR far-infrared all-sky survey maps
- Fotometria infravermelha de regiões HII gigantes da galáxia: aplicação a NGC3576
- Levantamento e análise de artigos relacionados à abordagem da Astronomia no ensino fundamental I: subsídios para uma sequência didádica
- Aplicação dos MOOC no ensino de Astronomia: um estudo de casos múltiplos
- Um olhar docente sobre o uso da tecnologia para o ensino de Astronomia
- Recursos educacionais abertos para o ensino de astronomia
- Formação continuada em Astronomia: caracterização de um curso de extensão universitária
How to cite
A citação é gerada automaticamente e pode não estar totalmente de acordo com as normas