Variabilidade intrasazonal e interanual dos eventos extremos de precipitação e seca no sul e sudeste do Brasil durante o verão austral (2005)
- Authors:
- Autor USP: MUZA, MICHEL NOBRE - IAG
- Unidade: IAG
- Sigla do Departamento: ACA
- Subjects: PRECIPITAÇÃO; SECA; SUL; SUDESTE; BRASIL
- Language: Português
- Abstract: A ocorrência de extremos de precipitação nas escalas temporais intrasazonal e interanual é investigada nas regiões sudeste e sul do Brasil, parte do Atlântico subtropical oeste e Amazônia central durante o verão austral. Estimativas de precipitação em pêntadas obtidas por satélite e estações de superfície são usadas para selecionar esses extremos. Neste estudo, o domínio de abrangência das sub-regiões possiu 10°x10° de latitude-longitude e 2.5° de resolução espacial. As séries temporais de precipitação foram filtradas em frequência nas escalas intrasazonais (20-90 dias e 11-30 dias) e em períodos maiores do que 370 dias e foram estudados os eventos extremos de chuva e seca nestas bandas. O critério para a seleção de ocorrência de extremos baseou-se nos quartis da distribuição de frequências da precipitação em cada ponto de grade e em cada banda de frequência analisada. Além disso, examinou-se a persistência dos extremos em cada banda estudada. Os padrões encontrados na precipitação e circulação em relação às escalas intrasazonal e interanual foram comparados com aqueles observados nas anomalias totais. Os resultados indicam que extremos de precipitação e seca na escala interanual estão associados a episódios El Niño-Oscilação Sul (ENOS) em algumas sub-regiões. Por outro lado, a ocorrência de extremos na escala intrasazonalnão está claramente relacionada às fases do ENOS, exceto quando são considerados eventos extremos persistente. Composiçõesda precipitação e circulação associadas com os extremos interanuais indicam padrões distintos de acordo com a região de estudo, alguns deles relacionados ao ENOS. Um evidente dipolo meridional na escala interanual da temperatura da superfície do mar no Atlântico Sul foi observado em associação à gangorra de precipitação entre o Sudeste e Sul do Brasil. A relação dos extremos com esse dipolo na escala interanual é mais evidente quando o gradiente aponta para o sul e ) observa-se um aumento de eventos de chuva no sudeste e seca no sul do Brasil. As fases da oscilação de Madden-Julian parecem modular parte da variabilidade os eventos extremos intrasazonais de precipitação e seca. Composições defasadas da circulação durante extremos intrasazonais mostram também mecanismos atmosféricos como a propagação de trens de onda de latitudes médias relacionados a distúrbios tropicais. Nessas composições também nota- se a relação dos eventos extremos de chuva na região de atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul com anomalias positivas intrasazonais de precipitação sobre a Zona de Convergência do Pacifico Sul. Esta última apresenta-se deslocada meridionalmente em aproximação 30° em relação a sua posição climatológica. Além disso, observa-se a intensificação da componente zonal do vento na troposfera superior exatamente sobre a região onde são observados os extremos de chuva. A intensificação da componente meridional do vento total relacionada aos eventos extremosintrasazonais de chuva e seca também foi abordada nesse estudo. Nesse contexto, nota-se que o limiar alcançado pelo jato de baixos níveis a leste dos Andes é a cima do percentil de 70% da estação (Dezembro-Fevereiro) quando há ocorrência de extremos de chuva no sul do Brasil. Sobre o Sudeste do Brasil, observa-se que os extremos intrasazonais de chuva estão associados com ventos de componente norte sobre a costa do Nordeste que correspondem ao percentil de 80% da estação (Dezembro-Fevereiro). Um resultado bastante importante desse trabalho é a constatação de que na escala intrasazonal a gangorra de precipitação entre o sudeste e sul do Brasil é mais evidente, embora extremos com sinal opstos nas duas regiões ocorram em menos da metada dos casos. Essa relação é bem menos evidente na escala interanual. Além disso, mostra-se que menos de ¼ dos extremos observados na escala intrasazonal coincide com extremos ) na escala interanual
- Imprenta:
- Data da defesa: 07.04.2005
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ABNT
MUZA, Michel Nobre. Variabilidade intrasazonal e interanual dos eventos extremos de precipitação e seca no sul e sudeste do Brasil durante o verão austral. 2005. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005. . Acesso em: 05 jan. 2026. -
APA
Muza, M. N. (2005). Variabilidade intrasazonal e interanual dos eventos extremos de precipitação e seca no sul e sudeste do Brasil durante o verão austral (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. -
NLM
Muza MN. Variabilidade intrasazonal e interanual dos eventos extremos de precipitação e seca no sul e sudeste do Brasil durante o verão austral. 2005 ;[citado 2026 jan. 05 ] -
Vancouver
Muza MN. Variabilidade intrasazonal e interanual dos eventos extremos de precipitação e seca no sul e sudeste do Brasil durante o verão austral. 2005 ;[citado 2026 jan. 05 ]
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