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Biodistância entre sambaquieiros fluviais e costeiros: uma abordagem não-métrica craniana entre três sítios fluviais do vale do Ribeira - SP (Moraes, Capelinha e Pavão XVI) e três costeiros do sul e sudeste do Brasil (Piaçaguera, Jabuticabeira II e Tenório) (2004)

  • Authors:
  • Autor USP: FILIPPINI, JOSÉ - FFLCH
  • Unidade: FFLCH
  • Sigla do Departamento: FLA
  • Subjects: CRÂNIO (MORFOLOGIA); SAMBAQUIS
  • Language: Português
  • Abstract: Os traços não-métricos cranianos são utilizados como ferramentas capazes de identificar diferenças morfológicas entre populações ou subgrupos de populações. Presume-se que os traços não-métricos sejam determinados geneticamente. Assim, diferenças morfológicas podem ser usadas para compreender a história evolutiva e a trajetória demográfica de populações pretéritas. No presente estudo, variáveis não-métricas cranianas são utilizadas para avaliar a relação intra e inter-grupos de construtores de sambaquis costeiros do litoral de São Paulo e sul de Santa Catarina e de sambaquieiros fluviais do vale do Ribeira, sul de São Paulo, Brasil. Os objetivos desse trabalho são: a) avaliar a homogeneidade morfológica dentro de cada série de crânios; b) testar se o grupo dos sambaquieiros fluviais é morfologicamente distinto do grupo dos sambaquieiros costeiros; c) averiguar se os resultados obtidos no item anterior permanecem estáveis mesmo quando as séries são analisadas em separado; e d) comparar diferentes métodos de avaliação estatística dos dados. Foram estudados 54 crânios, sendo 10 provenientes de sambaquis fluviais (8 de Moraes, 1 de Capelinha e 1 de Pavão XVI) e 44 de sítios-sambaquis costeiros (17 de Piaçaguera, 16 de Jabuticabeira II e 11 de Tenório). Os métodos estatísticos utilizados incluíram: os métodos uni e bilateral para a contabilização dos traços não-métricos cranianos, o Índice de Jaccard para a avaliação da homogeneidade intragrupal e a Medida Média deDivergência, a Medida de Distância de Sanghvi (multidimentional scaling) e a Análise de Agrupamento Hierárquico (Cluster), para o cálculo da biodistância intergrupal. ) Os resultados apontam para homogeneidade intragrupal em todas as séries, permitindo realizar os estudos inter-grupais. O grupo de sambaquieiros fluviais é distinto morfologicamente do grupo de sambaquieiros costeiros quanto a todos os testes empregados. Entretanto, nem todas as análises acusam um distanciamento menor entre as três séries costeiras do que entre qualquer uma das séries costeiras e a série fluvial. Assim, embora a maioria dos testes estatísticos tenha levado a resultados comparáveis, alguns foram inconclusivos. As implicações desses resultados são discutidos à luz de evidências vindas de trabalhos pertinentes sobre arqueologia e biologia humana
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 06.12.2004

  • How to cite
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    • ABNT

      FILIPPINI, José. Biodistância entre sambaquieiros fluviais e costeiros: uma abordagem não-métrica craniana entre três sítios fluviais do vale do Ribeira - SP (Moraes, Capelinha e Pavão XVI) e três costeiros do sul e sudeste do Brasil (Piaçaguera, Jabuticabeira II e Tenório). 2004. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2004. . Acesso em: 20 jan. 2026.
    • APA

      Filippini, J. (2004). Biodistância entre sambaquieiros fluviais e costeiros: uma abordagem não-métrica craniana entre três sítios fluviais do vale do Ribeira - SP (Moraes, Capelinha e Pavão XVI) e três costeiros do sul e sudeste do Brasil (Piaçaguera, Jabuticabeira II e Tenório) (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Filippini J. Biodistância entre sambaquieiros fluviais e costeiros: uma abordagem não-métrica craniana entre três sítios fluviais do vale do Ribeira - SP (Moraes, Capelinha e Pavão XVI) e três costeiros do sul e sudeste do Brasil (Piaçaguera, Jabuticabeira II e Tenório). 2004 ;[citado 2026 jan. 20 ]
    • Vancouver

      Filippini J. Biodistância entre sambaquieiros fluviais e costeiros: uma abordagem não-métrica craniana entre três sítios fluviais do vale do Ribeira - SP (Moraes, Capelinha e Pavão XVI) e três costeiros do sul e sudeste do Brasil (Piaçaguera, Jabuticabeira II e Tenório). 2004 ;[citado 2026 jan. 20 ]


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