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Efeito da inibição de proteassomas no desenvolvimento in vivo e in vitro de promastigotas de Leishmania amazonensis (2003)

  • Authors:
  • Autor USP: GONCALVES, FABIANA RODRIGUES DOS SANTOS - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RBI
  • Subjects: LEISHMANIA; IMUNOPARASITOLOGIA
  • Language: Português
  • Abstract: Proteassomas são proteases multicatalíticas responsáveis pela degradação da maioria das proteínas celulares eucarióticas. Essas estruturas estão envolvidas em muitos processos celulares, incluindo a regulação do ciclo celular, a degradação de fatores de transcrição, a resposta imune e a adaptação dos protozoários parasitas aos seus hospedeiros. As funções do proteassoma foram descobertas através do uso de inibidores. A lactacistina, um inibidor natural do proteassoma, é um metabólito de Streptomyces lactacystinaeus capaz de inibir as três atividades proteolíticas do proteassoma. As atividades tripsina-símile e quimiotripsina-símile são inibidas irreversivelmente e a atividade peptidilglutamil peptidase-símile é inibida de forma reversível. Nesse presente trabalho, nós investigamos o efeito da lactacistina na ,infectividade e no desenvolvimento intracelular da Leishmania amazonensis in vitro. Adicionalmente, investigamos se a inoculação de promastigotas de L. amazonensis tratadas com lactacistina em camundongos BALB/c induziria imunidade protetora à reinfecção nesses animais. Para a realização dos experimentos in vitro, as promastigotas de L. amazonensis tratadas com lactacistina foram avaliadas quanto a infectividade e o seu desenvolvimento intracelular em macrófagos peritoneais de camundongos BALB/c. Observamos que, com 24 horas de infecção, a porcentagem de macrófagos infectados com parasitas tratados ou não com lactacistina não foisignificativamente diferente. Entretanto, 96 horas pós-infecção observamos uma diminuição significativa na porcentagem de macrófagos infectados com as promastigotas tratadas com lactacistina. Esses resultados indicam que esse inibidor não interfere com a infectividade das promastigotas, mas provavelmente toma-as suscetíveis aos mecanismos microbicidas do macrófago. Observamos também que, com 96 horas, o número de parasitas dentro de cada macrófago infectado era significati- .. vamente menor nos macrófagos infectados com as promastigotas tratadas. Esse resultado sugere que a inibição do proteassoma de promastigotas de L. amazonensis interfere de forma significativa com o desenvolvimento intracelular e conseqüente replicação desses parasitas. No experimento in vivo nós constatamos que, com 12 semanas de infecção, não houve uma diferença significativa na média do tamanho da lesão das patas dos camundongos inoculados com promastigotas de L. amazonensis ou com promastigotas de L. amazonensis tratadas com lactacistina ou com promastigotas de L. amazonensis tratadas com lactacistina e desafiados na 4ª semana com promastigotas de L. amazonensis. Esses resultados sugerem que o tratamento das promastigotas de L. amazonensis com lactacistina e posterior inoculação em camundongos BALB/c não impede o desenvolvimento da infecção e não confere imunidade protetora considerável à reinfecção nesses animais
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 27.02.2003

  • How to cite
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    • ABNT

      SANTOS, Fabiana Rodrigues dos; PINTO, Francisco Juarez Ramalho. Efeito da inibição de proteassomas no desenvolvimento in vivo e in vitro de promastigotas de Leishmania amazonensis. 2003.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2003.
    • APA

      Santos, F. R. dos, & Pinto, F. J. R. (2003). Efeito da inibição de proteassomas no desenvolvimento in vivo e in vitro de promastigotas de Leishmania amazonensis. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Santos FR dos, Pinto FJR. Efeito da inibição de proteassomas no desenvolvimento in vivo e in vitro de promastigotas de Leishmania amazonensis. 2003 ;
    • Vancouver

      Santos FR dos, Pinto FJR. Efeito da inibição de proteassomas no desenvolvimento in vivo e in vitro de promastigotas de Leishmania amazonensis. 2003 ;


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