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Estudos de inclusões fluidas na mina de ouro Fazenda Brasileiro, "Greenstone Belt" do Rio Itapicuru, Bahia (1987)

  • Authors:
  • Autor USP: XAVIER, ROBERTO PEREZ - IGC
  • Unidade: IGC
  • Sigla do Departamento: GMP
  • Subjects: MINERALOGIA; GEOQUÍMICA; PETROLOGIA; OURO; INCLUSÃO FLUÍDA
  • Language: Português
  • Abstract: Na porção do Cráton do São Francisco, no Estado da Bahia, foi definido um grupo de rochas supracrustais vulcano-sedimentares fortemente deformadas e intrudidas por domos granito-gnáissicos, que vieram a caracterizar o "Greenstone Belt" do Rio Itapicuru, de provável idade Arqueana ou Proterozóica inferior. a seqüência vulcano-sedimentar compreende extensos derrames de rochas basálticas e complexos lenticulares localizados constituídos por lavas e rochas piroclásicas intermediárias à ácidas. A sedimentação químca e detrítica imatura se faz presente ao longo de toda a seqüência associada ao vulcanismo máfico, intercalada e mesclada ao vulcanismo félsico e formando cobertura. Esta seqüência vulcano-sedimentar encontra-se metamorfizada regionalmente na fácies xisto verde e anfibolito baixo. As principais mineralizações auríferas estão restritas à parte sul deste terreno vulcano-sedimentar, encontrando-se ao longo de um "trend" de cisalhamento de direção geral E-W e com mais 9.5 km de extensão, denominado Faixa Weber, onde se localiza a Mina Fazenda Brasileiro. As mineralizações pertencem à Seqüência Fazenda Brasileiro e hospedam-se em um quartzo-clorita xisto portador de magnetita, denominado "xisto-magnético", e corpos lenticulares de uma rocha brechada, de composição essencialmente quartzo feldspática (brecha quartzo-feldspática). O ouro aparece nestas rochas no seu estado nativo associado a sulfetos, principalmente arsenopirita e pirita, esecundariamente disseminado em veios de quartzo de colocação tardia. Os estudos dee inclusões fluidas se concentraram ao longo das zonas mineralizadas da Mina Fazenda Brasileiro, especialmente na brecha quartzo-feldspática e veios de quartzo, onde tanto inclusões consideradas primárias como secundárias foram selecionadas, descritas e submetidas a estudos de microtermometria e analisadas por espectroscopia Raman. Os resultados dos estudos de microtermometria e espectroscopia ) Raman. Os resultados dos estudos de microtermometria e espectroscopia Raman em inclusões fluidas carbônicas e aquo-carbônicas permitiram definir os fluidos mineralizantes como soluções quentes (> '400 GRAUS'C), de densidade relativamente alta (0.85 - 0.90 g/c'm POT. 3'), inicialmente compostas por C'O IND. 2' (89.7 - 84.4 moles %) e pequenas quantidades de C'H IND.4' e 'N IND.2', que evoluem com o abaixamento da temperatura (250-'300 GRAUS'C) e ascensão crustal para soluções que tronam-se gradativamente mais aquosas (40a 62.5 moles % de 'H IND.2'O) e de baixa salinidade (<10 eq.% NaCl). Através das isócoras dos fluidos das inclusões carbônicas e aquo-carbônicas, juntamente com dados da paragênese mineral, sugere-se a existência de pelo menos dois períodos de decomposição do ouro: (1) 380-'491 GRAUS'C e 2.2-3.2 km na brecha quartzo-feldspática e veio de quartzo com arsenopirita e pirita e: (2) 270-'300 GRAUS'C e 1.2-1.4 kb no veio de quartzo maciço. Baseado em estudosexperimentais da solubilidade de complexos auríferos, nas características químicas dos fluidos mineralizantes, na paragênese deminério e na razão Au/Ag, assume-se que o ouro deve ter sido transportado como tio-complexos do tipo '(HS) POT.-IND.2'/HAu'(HS)IND.2' e 'Au IND.2''(HS) IND.2''S POT.-2' por soluções redutoras (razão 'sigma''H IND.2'S/'sigma'S'O IND.4' alta) e com pH em torno da neutralidadee ou levemente alcalino. Nos estágios mineralizantes iniciais, condições para a precipitação do ouro foram atingidass devido àss reações fluido/rocha que levaram ao decréscimo na atividade de 'S POT.-2' com a precipitação dos sulfetos metálicos (arsenopirita, pirita, pirrotita, etc). Nos estágios de colocação dos veios dee quartzo tardios acredita-se que a deposição do ouro tenha ocorrido pela introdução de 'H IND.2'O no sistema, causando a diluição de C'O IND.2', diminuição do pH, oxidação e conseqüente desestabilização dos complexos ) transportadores deste metal. A origem metamórfica destes fluidos mineralizantes é também indicada pelo estudo de inclusões fluidas, entendendo-se que possam ser derivados a partir de processos de devolatização das seqüências mais basais do "Greenstone Belt", capaz de produzir fluidos carbônicos e aquo-carbônicos de baixa salinidade, que posteriormente migram através de sítios estruturais favoráveis causam fraturamento hidráulico e depositam seu contúdo metálico. Finalmente, tornou-se aparente que os resultados econclusões obtidas neste estudo estão de acordo com trabalhos de mesma natureza realizados em diversos depósitos de ouro em terrenos granito-"greenstone" arqueanos
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 01.06.1987
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    • ABNT

      XAVIER, Roberto Perez; VALARELLI, Jose Vicente. Estudos de inclusões fluidas na mina de ouro Fazenda Brasileiro, "Greenstone Belt" do Rio Itapicuru, Bahia. 1987.Universidade de São Paulo, São Paulo, 1987. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44135/tde-26082015-161028/pt-br.php >.
    • APA

      Xavier, R. P., & Valarelli, J. V. (1987). Estudos de inclusões fluidas na mina de ouro Fazenda Brasileiro, "Greenstone Belt" do Rio Itapicuru, Bahia. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44135/tde-26082015-161028/pt-br.php
    • NLM

      Xavier RP, Valarelli JV. Estudos de inclusões fluidas na mina de ouro Fazenda Brasileiro, "Greenstone Belt" do Rio Itapicuru, Bahia [Internet]. 1987 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44135/tde-26082015-161028/pt-br.php
    • Vancouver

      Xavier RP, Valarelli JV. Estudos de inclusões fluidas na mina de ouro Fazenda Brasileiro, "Greenstone Belt" do Rio Itapicuru, Bahia [Internet]. 1987 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44135/tde-26082015-161028/pt-br.php

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