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Avaliação longitudinal do contexto familiar, saúde mental e personalidade de crianças e adolescentes em cuidados oncológicos (2018)

  • Autores:
  • Autor USP: ARECO, NICHOLLAS MARTINS - FFCLRP
  • Unidade: FFCLRP
  • Sigla do Departamento: 594
  • Assuntos: NEOPLASIAS; DESENVOLVIMENTO INFANTIL; JOVENS; AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA; PERSONALIDADE; FAMÍLIA; PROJEÇÃO
  • Idioma: Português
  • Resumo: O diagnóstico de neoplasia em crianças e adolescentes, bem como os cuidados oncológicos necessários, impõem aos pacientes e a suas famílias o convívio cotidiano com múltiplos eventos adversos ao desenvolvimento, que podem ser de natureza biológica, psíquica, social e econômica. Essa complexa realidade exigirá recursos e estratégias pessoais e familiares para positivo desfecho, superando situações de vulnerabilidade. Até o momento, apesar do crescente número de casos de câncer, encontra-se reduzida produção científica sistematizada no campo da Psico-oncologia Pediátrica sobre quais variáveis seriam as mais relevantes em termos de efeitos no desenvolvimento infantojuvenil, embora se reconheça importância dos recursos pessoais (incluindo características de personalidade), sócio-familiares e dos serviços de saúde. Nesse contexto, este trabalho objetivou avaliar longitudinalmente possíveis efeitos da vivência de adoecimento e cuidado oncológico sobre recursos pessoais, familiares e características de personalidade de crianças e adolescentes com câncer. Trata-se de estudo longitudinal, de natureza quantitativa, descritivo-comparativo e interpretativo, a partir de instrumentos de avaliação psicológica. Foram compostos dois de crianças e adolescentes, de sete a 17 anos, de ambos os sexos, bem como seus respectivos pais/responsáveis, compondo amostra de conveniência. O Grupo Clínico (G1, n=30, crianças/adolescentes com diagnóstico de neoplasia há pelo menos um mês) foi retirado depacientes do Setor de Oncologia e Hematologia Pediátrica de um hospital-escola público, considerado serviço de referência na área. O Grupo de Comparação (G2, n=20, crianças/adolescentes com desenvolvimento típico), foi constituído de modo a ser balanceado em relação a idade, sexo e origem escolar (particular ou pública) a G1. Todos os voluntários (crianças/adolescentes e seus pais/responsáveis) responderam, individualmente e em ambiente adequado para avaliação psicológica, a uma bateria de instrumentos avaliativos, aplicados em dois momentos, nomeados nesse estudo como Fase 1 (recorte transversal) e Fase 2 (recorte longitudinal, após intervalo mínimo de seis meses da primeira avaliação). Os pais/responsáveis responderam a: Critério de Classificação Econômica Brasil, Questionário de Capacidades e Dificuldades (SDQ), Inventário de Recursos do Ambiente Familiar (RAF), Escala de Eventos Adversos (EEA), Escala de Adversidades Crônicas (EAC) e Inventário de Percepção do Suporte Familiar (IPSF). Na criança/adolescente foram administrados: Matrizes Progressivas de Raven (Coloridas ou Escala Geral), Método de Rorschach (Escola Francesa) e Teste das Pirâmides Coloridas de Pfister. A aplicação e a avaliação dos instrumentos seguiram seus respectivos padrões técnico-científicos, realizando-se análises descritivas e comparativas de G1 e G2 (Teste t de Student ou Teste de Wilcoxon, p0,05%), nas duas fases do estudo. Os resultados apontaram, como síntese das duas fases avaliativas, sinaisde preservação dos recursos familiares e cognitivo/afetivos das crianças/adolescentes com câncer, com manutenção do funcionamento adaptativo, embora com impacto negativo na percepção de si e de sua identificação com o humano, tendendo a maior mobilização emocional, com tensão e ansiedade em seus esforços adaptativos, identificados pelos pais/responsáveis como indicadores de dificuldades em termos de saúde mental, comparativamente ao Grupo de Comparação. O Grupo Clínico tendeu a recorrer mais a estratégias defensivas baseadas em mecanismos repressivos e de racionalização, inibindo expressões afetivas no ambiente, favorecendo-lhes adaptação ao contexto de vida. Estes achados empíricos evidenciaram, numa perspectiva longitudinal, os recursos e os esforços adaptativos de crianças/adolescentes que convivem com o diagnóstico oncológico, bem como suas famílias. Foi possível apontar a relevância da sistemática avaliação e reavaliação da complexa rede de variáveis envolvidas nesses processos, atestando a contribuição dos métodos projetivos no campo da Psico-Oncologia Pediátrica
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 25.06.2018
  • Acesso à fonte
    Como citar
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    • ABNT

      ARECO, Nichollas Martins; PASIAN, Sonia Regina. Avaliação longitudinal do contexto familiar, saúde mental e personalidade de crianças e adolescentes em cuidados oncológicos. 2018.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2018. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59141/tde-09102018-002250/ >.
    • APA

      Areco, N. M., & Pasian, S. R. (2018). Avaliação longitudinal do contexto familiar, saúde mental e personalidade de crianças e adolescentes em cuidados oncológicos. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59141/tde-09102018-002250/
    • NLM

      Areco NM, Pasian SR. Avaliação longitudinal do contexto familiar, saúde mental e personalidade de crianças e adolescentes em cuidados oncológicos [Internet]. 2018 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59141/tde-09102018-002250/
    • Vancouver

      Areco NM, Pasian SR. Avaliação longitudinal do contexto familiar, saúde mental e personalidade de crianças e adolescentes em cuidados oncológicos [Internet]. 2018 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59141/tde-09102018-002250/


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