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Estudo da interação oceano-atmosfera sobre frentes oceânicas no Atlântico Sudoeste (2016)

  • Autores:
  • Autor USP: CRUZ, LEANDRO MACHADO - IO
  • Unidade: IO
  • Sigla do Departamento: IOF
  • Assuntos: INTERAÇÃO AR-MAR; OCEANOGRAFIA FÍSICA
  • Idioma: Português
  • Resumo: Os padrões de circulação do Atlântico Sudoeste são caracterizados por uma diversidade de massas de água. A presença das correntes associadas ao giro subtropical e a incursão para norte da Corrente Circumpolar Antártica (CCA) determinam extensas regiões de largo gradiente de Temperatura da Superfície do Mar (TSM). Ao mesmo tempo, circulações de mesoescala geram intensos gradientes setorizados, ou reforçam o contraste de larga-escala. Consequentemente, frentes oceânicas de diferentes escalas são formadas ao longo desses gradientes. Quando o vento sopra sobre essas frentes, os fluidos trocam calor e momentum alterando suas propriedades dinâmicas e termodinâmicas. Nesse trabalho visamos caracterizar as alterações no campo de vento superficial que podem ser atribuídas a essas trocas. Para isso, foi aplicado um algoritmo de detecção de frentes em campos de Temperatura da Superfície do Mar (TSM) derivados do conjunto OSTIA. Em situações de escoamento atmosférico sinótico homogêneo, foram calculados o divergente e rotacional do vento medido pelo escaterômetro QuickSCAT ao longo das zonas frontais, bem como suas componentes perpendicular e paralela às frentes. Ao longo de 8 anos mais 96.000 frentes oceânicas foram detectadas, co-localizadas com a disponibilidade de dados de vento dando origem a 40.000 composições. O sistema de coordenadas dessas composições foi rotacionado para que as frentes oceânicas tivessem a mesma orientação. Nós empilhamos as composições em um arranjo 3D e foram obtidas médias das circulações atmosféricas induzidas. As perturbações médias obtidas indicaram que há convergência do vento quando este sopra do lado quente para o lado frio da frente com a frenagem do escoamento. De forma oposta, há divergência e aceleração do vento quando este sopra no sentido oposto. Nós identificamos alterações locais no rotacional do campo de vento capazes de induzir o bombeamento de Ekman (continua)(Continuação)no oceano. Esse processo pode gerar mecanismos de retroalimentação no sistema. Nossos resultados corroboram o de diversos estudos sobre o tema presentes literatura.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 25.10.2016
  • Acesso à fonte
    Como citar
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    • ABNT

      CRUZ, Leandro Machado; POLITO, Paulo Simionatto. Estudo da interação oceano-atmosfera sobre frentes oceânicas no Atlântico Sudoeste. 2016.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2016. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/21/21135/tde-24022017-171207/en.php >.
    • APA

      Cruz, L. M., & Polito, P. S. (2016). Estudo da interação oceano-atmosfera sobre frentes oceânicas no Atlântico Sudoeste. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/21/21135/tde-24022017-171207/en.php
    • NLM

      Cruz LM, Polito PS. Estudo da interação oceano-atmosfera sobre frentes oceânicas no Atlântico Sudoeste [Internet]. 2016 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/21/21135/tde-24022017-171207/en.php
    • Vancouver

      Cruz LM, Polito PS. Estudo da interação oceano-atmosfera sobre frentes oceânicas no Atlântico Sudoeste [Internet]. 2016 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/21/21135/tde-24022017-171207/en.php

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