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Genotipagem de grupos sanguíneos por meio de microarranjos líquidos (2016)

  • Autores:
  • Autor USP: BIANCHI, JULIANA VIEIRA DOS SANTOS - IMT
  • Unidade: IMT
  • Assuntos: GENÓTIPOS; GRUPOS SANGUÍNEOS; BANCOS DE SANGUE
  • Idioma: Português
  • Resumo: Introdução: Os sistemas de grupos sanguíneos eritrocitários e plaquetários têm grande importância na medicina transfusional. Os serviços de hemoterapia têm investido cada vez mais em protocolos profiláticos à aloimunização contra antígenos eritrocitários, sendo o surgimento das plataformas de genotipagem em larga escala um avanço muito importante nesse âmbito. Este estudo tem por objetivo a padronização e a validação da plataforma OpenArray, por meio da técnica de microarranjos líquidos para genotipagem de antígenos eritrocitários e plaquetários em larga escala para futura implementação na rotina de doadores de sangue. Tal genotipagem permitirá a análise da frequência genotípica encontrada nos doadores de sangue da Fundação Pró-sangue/Hemocentro de São Paulo. Métodos: Foram analisadas 400 amostras de sangue total coletadas de doadores de sangue entre outubro e novembro de 2011. A genotipagem dos polimorfismos de troca de um nucleotídeo (Single nucleotide polymorphism - SNPs) que codifica os principais antígenos eritrocitários e plaquetários de relevância transfusional foi realizada utilizando a tecnologia OpenArray para as 400 amostras. Dessas, 242 também foram analisadas pela plataforma de genotipagem BLOODchip, em larga escala. Procedeu-se à comparação entre as técnicas em termos de acurácia, reprodutibilidade, número de resultados incorretos, número de resultados não amplificados ou indeterminados, possibilidade de customização dos ensaios, tempo total de duração da reação e número de amostras processadas por bateria. Foi também calculada a frequência genotípica dos SNPs e feita a comparação com dados prévios de literatura.Resultados e discussão: as amostras que foram testadas em ambas as plataformas apresentaram acurácia de 99,9% pela técnica OpenArray e 100% pela técnica BLOODchip, sendo os resultados discrepantes analisados por sequenciamento direto (técnica Sanger), confirmando os resultados obtidos pela genotipagem realizada no BLOODchip. Além disso, a técnica OpenArray apresentou maior número de resultados não amplificados ou indeterminados (no call), o que representa uma grande desvantagem do método, em decorrência da perda de insumos. Entretanto, a técnica OpenArray apresentou outras vantagens em relação ao BLOODchip, como a possibilidade de customização do ensaio, menor tempo para processamento das amostras, considerando a possibilidade de automatização total do processo e número de amostras testadas por bateria superior ao método comparativo. Os resultados da frequência alélica e genotípica dos polimorfismos analisados pelo método OpenArray foram comparados com as frequências encontradas na literatura, observando-se prevalência de doadores com perfil genotípico mais próximo da população caucasoide, porém, com a presença de alelos encontrados na população negra. Entretanto, esse perfil genotípico dos doadores predispõe à aloimunização de doentes falciformes, com perfil fenotípico negroide, reiterando a necessidade de transfusões com fenótipo compatível como profilaxia à aloimunização.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 22.03.2016

  • Como citar
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    • ABNT

      BIANCHI, Juliana Vieira dos Santos; SABINO, Ester Cerdeira. Genotipagem de grupos sanguíneos por meio de microarranjos líquidos. 2016.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2016.
    • APA

      Bianchi, J. V. dos S., & Sabino, E. C. (2016). Genotipagem de grupos sanguíneos por meio de microarranjos líquidos. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Bianchi JV dos S, Sabino EC. Genotipagem de grupos sanguíneos por meio de microarranjos líquidos. 2016 ;
    • Vancouver

      Bianchi JV dos S, Sabino EC. Genotipagem de grupos sanguíneos por meio de microarranjos líquidos. 2016 ;

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