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Estrutura genética e sócio-etológica de Euglossa melanotricha Moure 1967 (Hymenoptera, Apidae, Euglossini) mediada por sinalização química e relações de parentesco intracolonial (2015)

  • Autores:
  • Autor USP: SILVA, ALINE CANDIDA RIBEIRO ANDRADE E - FFCLRP
  • Unidade: FFCLRP
  • Sigla do Departamento: 592
  • Assuntos: APIDAE; REPRODUÇÃO (REGULAÇÃO); COMPORTAMENTO SOCIAL (EVOLUÇÃO)
  • Idioma: Português
  • Resumo: As sociedades animais exibem variações notáveis em suas estratégias reprodutivas. Os grupos podem ter um ou poucos indivíduos que mantém o monopólio reprodutivo, ou podem ser formados por indivíduos que compartilham de forma igualitária a reprodução. No topo dessa variação, os indivíduos podem maximizar seu fitness pela reprodução direta ou indiretamente através da ajuda a parentes. A estrutura social pode ser mantida pela discriminação parental através do tratamento diferencial a coespecíficos. Em insetos sociais, o reconhecimento de parentes envolve pistas de odor, sendo a sinalização química fundamental para resolução dos conflitos. Rainhas indicam seus status através de sinais químicos e a resposta das operarias a esses sinais incluem a supressão da atividade ovariana. Em espécies de insetos primitivamente sociais, as dominantes podem indicar seu status e inibir a reprodução das subordinadas somente através do comportamento agressivo ou podem ser dóceis e ainda assim manter o monopólio reprodutivo, sugerindo que a sinalização química pode agir sinergicamente com as interações de dominância. Neste trabalho foram investigados quais mecanismos estão envolvidos na regulação social de Euglossa melanotricha, uma abelha primitivamente social. Para investigar esses mecanismos, foram feitas análises das interações comportamentais, testes experimentais, análises da composição química cuticular das fêmeas e do parentesco entre as fêmeas e sua prole em 42 famílias de Euglossa melanotricha. Os resultados mostraram que fêmeas dominantes mantêm o monopólio reprodutivo por coerção e oofagia dos ovos. Embora as diferenças entre os perfis químico cuticulares das dominantes e subordinadas indiquem que a sinalização química pode estar envolvida na comunicação da dominância reprodutiva. Contudo, essa variável não foi fator dependente da fertilidade associada a condiçãode acasalamento e atividade ovariana. Os resultados da análise genética indicaram sistema de acasalamento único para a espécie, e o parentesco entre as fêmeas apontou três distintos grupos: famílias de irmãs, mãe-filha e famílias de fêmeas não aparentadas. A assimetria reprodutiva variou de acordo com o parentesco, agressão e oofagia dos ovos. A participação das subordinadas na produção total foi menor nas famílias aparentadas (imãs e mãe-filha) do que nas famílias não aparentadas. Contudo, a produção dessas fêmeas foi desviada para machos nas famílias aparentadas. Tais resultados suportam as predições dos modelos de concessão, sendo a partilha da reprodução resultado do incentivo da dominante a permanência da subordinada em troca da sua cooperação. Este estudo fornece evidências a rara situação de correlação positiva entre assimetria reprodutiva e parentesco previsto pelos modelos de concessão, e indicam uma hierarquia social mantida por ‘contrato social’ com relação ao esforço reprodutivo em Euglossa melanotrica. Os dados também indicam que a organização de sociedades pequenas como em Euglossa pode ser modulada por traços complexos assim como em sociedades de insetos com socialidade avançada
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 12.05.2015

  • Como citar
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    • ABNT

      SILVA, Aline Cândida Ribeiro Andrade e; NASCIMENTO, Fábio Santos do. Estrutura genética e sócio-etológica de Euglossa melanotricha Moure 1967 (Hymenoptera, Apidae, Euglossini) mediada por sinalização química e relações de parentesco intracolonial. 2015.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2015.
    • APA

      Silva, A. C. R. A. e, & Nascimento, F. S. do. (2015). Estrutura genética e sócio-etológica de Euglossa melanotricha Moure 1967 (Hymenoptera, Apidae, Euglossini) mediada por sinalização química e relações de parentesco intracolonial. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Silva ACRA e, Nascimento FS do. Estrutura genética e sócio-etológica de Euglossa melanotricha Moure 1967 (Hymenoptera, Apidae, Euglossini) mediada por sinalização química e relações de parentesco intracolonial. 2015 ;
    • Vancouver

      Silva ACRA e, Nascimento FS do. Estrutura genética e sócio-etológica de Euglossa melanotricha Moure 1967 (Hymenoptera, Apidae, Euglossini) mediada por sinalização química e relações de parentesco intracolonial. 2015 ;

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