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Itinerários da psicologia na educação especial: uma leitura histórico-crítica em psicologia escolar (2010)

  • Autores:
  • Autor USP: COTRIN, JANE TERESINHA DOMINGUES - IP
  • Unidade: IP
  • Sigla do Departamento: PSA
  • Assuntos: EDUCAÇÃO ESPECIAL (HISTÓRIA); RETARDO MENTAL; PSICOLOGIA EDUCACIONAL; HISTÓRIA DA PSICOLOGIA; PSICOLOGIA ESCOLAR
  • Idioma: Português
  • Resumo: Esta tese tem como objeto de estudo as relações iniciais entre Psicologia e Educação Especial, na área específica da deficiência mental. As primeiras escolas de Educação Especial na área de deficiência mental nasceram, no Brasil, no final do século XIX, anexas aos hospitais psiquiátricos, por iniciativa de médicos que atuavam nesses hospitais. No início do século XX, com as reformas educacionais vinculadas ao avanço da Psicologia como campo de conhecimento científico, as práticas em Educação e Educação Especial, no que tange à deficiência mental, passaram a ser embasadas nessa Psicologia nascente. Com uma abordagem funcionalista, as diferentes teorias psicológicas foram utilizadas para instrumentalizar os professores na prática pedagógica e esses conhecimentos assumiram a primazia do saber educacional especializado. Os testes psicológicos tornaram-se os instrumentos mais utilizados para o reconhecimento da deficiência. Impulsionada pelo movimento escolanovista e da higiene mental, a Psicologia desponta como área de conhecimento necessária à compreensão do educando e ao estabelecimento de critérios de normalidade-patologia-deficiência. O objetivo do presente trabalho é compreender como se deu a inserção da Psicologia como área de estudo e atuação profissional na educação da criança com deficiência mental no Brasil, nas décadas de 1900 a 1930. Para isso, o trabalho foi dividido em três etapas. Na primeira, busca-se construir alguns itinerários históricos de uma Psicologia naEducação Especial e para isso foi utilizada bibliografia específica da história da Educação Especial e da história da Psicologia no Brasil. Essa construção histórica revelou personagens que contribuíram decisivamente para as práticas psicológicas na área, como Helena Antipoff. Dessa forma, na segunda etapa do trabalho são apresentadas as ideias, percursos e propostas de Helena Antipoff na área da deficiência mental, bem como uma pesquisa de campo realizada no Instituto Pestalozzi de Belo Horizonte, instituição fundada pela própria Antipoff, em 1935, e que se revelou como síntese das ideias de uma Psicologia na Educação Especial vigentes no país. Esta pesquisa, de caráter documental, teve por fonte de dados os prontuários de dez crianças, alunos da Instituição durante a década de 1930 (1935-1939), período de sua fundação e quando a própria Antipoff era sua diretora. O procedimento para a coleta de dados foi construído no decorrer da pesquisa e a partir da entrevista com os psicólogos que trabalham atualmente na Instituição, os quais indicaram os documentos que estavam disponíveis sobre o período estudado. Além da análise geral desses prontuários, a pesquisa contém uma análise mais aprofundada de um único prontuário. O objetivo desta pesquisa foi o de compreender como se efetivou a prática psicológica na Educação Especial no período estudado. A terceira etapa apresenta uma análise histórico-crítica do que foram os primeiros passos da Psicologia na Educação Especial. Ahistória revelou que as principais práticas da Psicologia com crianças consideradas deficientes mentais se basearam na psicometria e na psicomotricidade. A psicometria teve a função de reconhecer as crianças com deficiência mental no universo escolar e, por isso, a Educação Especial confundiu-se com políticas para a redução do fracasso escolar, do qual a escola pública era vítima. A psicomotricidade foi amplamente utilizada para o tratamento da criança anormal, uma vez que se considerava que a maturidade física e mental precedia a aprendizagem e o desenvolvimento intelectual. Sendo assim, a Psicologia acabou reproduzindo a ideologia liberal que sustentava o pensamento educacional brasileiro, constituindo práticas que atualmente consideramos como segregadoras e que atingiram amplamente as crianças das classes populares, as quais foram encaminhadas para o atendimento educacional especializado
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 03.05.2010
  • Acesso à fonte
    Como citar
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    • ABNT

      COTRIN, Jane Teresinha Domingues; SOUZA, Marilene Proenca Rebello de. Itinerários da psicologia na educação especial: uma leitura histórico-crítica em psicologia escolar. 2010.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2010. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47131/tde-22072010-091001/ >.
    • APA

      Cotrin, J. T. D., & Souza, M. P. R. de. (2010). Itinerários da psicologia na educação especial: uma leitura histórico-crítica em psicologia escolar. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47131/tde-22072010-091001/
    • NLM

      Cotrin JTD, Souza MPR de. Itinerários da psicologia na educação especial: uma leitura histórico-crítica em psicologia escolar [Internet]. 2010 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47131/tde-22072010-091001/
    • Vancouver

      Cotrin JTD, Souza MPR de. Itinerários da psicologia na educação especial: uma leitura histórico-crítica em psicologia escolar [Internet]. 2010 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47131/tde-22072010-091001/

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